20 de dez de 2018

A ameaça do gorila

General Paulo Chagas pede cassação de Marco Aurélio Mello e o chama de “vaidosão inconsequente”

O general é o mesmo que, durante o processo eleitoral, disse: “se houver mudança nas pesquisas, teremos que por as barbas de molho” (Sic)

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O candidato derrotado ao governo do Distrito Federal, General Paulo Chagas (PRP), repetiu ameaças pela sua conta no Twitter, nesta quarta-feira (19), desta vez pedindo a cassação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, por ter entrado com liminar que libertaria presos condenados em segunda instância, o que beneficiaria o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para o general, “a atitude unilateral contrária a uma decisão colegiada é uma demonstração de indisciplina intelectual e de escárnio ao STF e à sociedade brasileira”, disse e logo em seguida pediu a cassação do ministro:

O general chamou ainda o ministro de “vaidosão inconsequente”:

E repetiu impropérios contra o ministro do STF:

Relembre casos do general Chagas

A coluna do jornalista Lauro Jardim, no jornal O Globo deste domingo (17), afirma que o grupo Odebrecht negocia a contratação do general Paulo Chagas, candidato ao governo federal pelo PRP e amigo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), para chefiar o escritório da empresa em Brasília.

Segundo o colunista, a nome do militar já foi aprovado pelo conselho de administração da Odebrecht.

Paulo Chagas é o mesmo que, durante o processo eleitoral fez postagem no Twitter em tom de ameaça.

“Se, nos próximos dias, houver mudança nas pesquisas, teremos que por as barbas de molho. Será o prenúncio da fraude. A opinião pública não muda de uma hora para outra, assim como um ateu não se converte ao Catolicismo e, num átimo, se transforma em um papa-hóstias!”, escreveu o general, que é um ferrenho defensor e aliado de Jair Bolsonaro (PSL).

Em maio deste ano, Chagas mandou um “recado” em tom de ameaça aos ministros do Supremo, às vésperas do resultado do julgamento virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) de um recurso da defesa de Lula que pode tirar o ex-presidente da prisão.

“CUIDADO COM A CÓLERA DAS MULTIDÕES! Até o dia 10 de maio, saberemos se Gilmar, Lewandowski e Toffoli tomarão o partido do Brasil ou do crime. Querem boicotar a Lavajato ou fazer justiça?”, escreveu.

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