11 de nov de 2018

Villas Bôas: estacionar tanques na porta do STF foi "no limite"!

Bolsonaro é um marqueteiro!


O amigo navegante se lembra da intervenção militar do Gal. Villas Bôas: estacionou tanques na porta do Supremo antes de julgar o que chama de "a questão do Lula".

Ou seja, a liberdade de um ex-presidente que não cometeu crime.

Nesse domingo, numa entrevista à fAlha, ele admite que esteve no limite do Golpe de Estado e se orgulha de o William Bonner ler seu histórico Twitter!

'Bolsonaro não é volta dos militares, mas há o risco de politização de quartéis', diz Villas Bôas

(...)

Folha: Desde que o presidente foi eleito, ele tem buscado fazer gestos simbólicos de deferência à Constituição e à democracia. Ao mesmo tempo, ele tem feito ameaças explícitas a órgãos de imprensa, como este jornal e outros, que não falem o que ele considera ser a verdade. Aliás, ele sempre fala em verdade...

Villas Bôas: Uma coisa meio messiânica, né?

Isso. Mas enfim, é compatível a defesa da democracia e esses chutes na canela de instituições que fazem parte da democracia?

Acho que, se nós olharmos da perspectiva dele, esse é um marketing que ele faz em torno de si, que explora.

Eu não creio que ele vá materializar isso a ponto de ameaçar o funcionamento das instituições.

O país está amadurecido, tem um sistema de freios e contrapesos que não permite que essas coisas prosperem a ponto de ameaçar a eficiência do processo democrático.

O seu comando foi marcado pela moderação em momentos de crise, que foram vários. Como o sr. analisa o período? O que considera sua melhor marca e onde não deu certo?

Nós assumimos em fevereiro de 2015 e logo em seguida começou a crise que resultou no impeachment. Começou uma instabilidade, e ao mesmo tempo surgiu a demanda crescente pela tal da intervenção militar.

Intervenção militar constitucional, até hoje não descobri como é que faz isso. Até houve discussões de juristas sobre isso, que o Exército teria um mandato para intervir, e isso foi verbalizado pelo general Mourão, gerando uma pequena crise [em 2015].

Em função dessa pressão, elaboramos diretrizes que transmiti internamente e que passaram a preencher espaço externamente. A conduta seria baseada em três pilares.

Primeiro, a manutenção da estabilidade. Segundo, a legalidade: o Exército jamais agiria fora de preceitos legais, dentro do artigo 142 da Constituição e leis subordinadas.

O terceiro pilar, a legitimidade, que o Exército foi acumulando ao longo dos tempos exatamente pelo posicionamento apolítico.

Caso fôssemos empregados, jamais poderíamos ter essa intervenção interpretada como favorecendo um lado ou outro. Temos imparcialidade.

Os militares da reserva, com muita frequência, têm influência. Foram comandantes, instrutores do pessoal da ativa. Então quando eles se pronunciam, isso muitas vezes repercute interna e externamente.

Eu precisei ter o domínio da narrativa. Por isso, às vezes nós éramos mais enfáticos na expressão, sempre no limite para não invadir o espaço de outras instituições.

Eu reconheço que houve um episódio em que nós estivemos realmente no limite, que foi aquele tuíte da véspera do votação no Supremo da questão do Lula.

Ali, nós conscientemente trabalhamos sabendo que estávamos no limite. Mas sentimos que a coisa poderia fugir ao nosso controle se eu não me expressasse. Porque outras pessoas, militares da reserva e civis identificados conosco, estavam se pronunciando de maneira mais enfática. Me lembro, a gente soltou [o post no Twitter] 20h20, no fim do Jornal Nacional, o William Bonner leu a nossa nota.

(...)

No CAf



General diz que pressionou Supremo porque Lula solto faria "coisa fugir do controle"


O general Eduardo Villas Boas, comandante do Exército brasileiro, admitiu em entrevista publicada pela Folha de S. Paulo neste domingo (11) que chegou ao "limite" ao pressionar publicamente o Supremo Tribunal Federal a rejeitar o habeas corpus preventivo do ex-presidente Lula. Segundo o militar, ele decidiu se manifestar para evitar que a "coisa" pudesse "fugir" do "controle" caso Lula fosse solto. Ele indicou que havia temor acerca da reação de "pessoas, militares da reserva e civis identificados conosco".

"Eu reconheço que houve um episódio em que nós estivemos realmente no limite, que foi aquele tuíte da véspera do votação no Supremo da questão do Lula. Ali, nós conscientemente trabalhamos sabendo que estávamos no limite. Mas sentimos que a coisa poderia fugir ao nosso controle se eu não me expressasse. Porque outras pessoas, militares da reserva e civis identificados conosco, estavam se pronunciando de maneira mais enfática. Me lembro, a gente soltou [postagem no Twitter às] 20h20, no fim do Jornal Nacional, o William Bonner leu a nossa nota", recorda o militar, em entrevista ao jornalista Igor Gielow, do jornal Folha de S.Paulo.

Villas Boas entendeu que o episódio lhe rendeu críticas severas do "pessoal de sempre", mas "a relação custo-benefício foi positiva."

"Alguns me acusaram... de os militares estarem interferindo numa área que não lhes dizia respeito. Mas aí temos a preocupação com a estabilidade, porque o agravamento da situação depois cai no nosso colo. É melhor prevenir do que remediar", acrescentou.

No GGN



PT reage a Villas Bôas: general comprova trama política contra Lula

Dirigentes do PT reagiram as declarações do general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, que avaliou em entrevista à Folha de S. Paulo neste domingo, 11, que a situação "poderia fugir ao controle" caso o Supremo Tribunal Federal reconhecesse ao ex-presidente Lula sua presunção de inocência e lhe concedesse um habeas corpus em abril deste ano.

A presidente PT, senadora Gleisi Hoffmann, disse que a entrevista do general Villas Boas comprova a articulação para deixar o ex-presidente Lula fora da disputa eleitoral. "A fala do gal Villas-Boas evidência a trama politica contra Lula! Deixa claro q houve ingerência em decisão do STF! O q fugiria do controle? Teve de agir pq? Q limite tinha? Era uma decisão judicial, a CF devia ser observada! Bagunçaram o país pra impedir Lula de ser candidato", disse Gleisi pelo Twitter.

O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) também reagiu às declarações do general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, que afirmou que a "situação tereia saído do controle" se o Supremo Tribunal Federal tivesse garantido a presunção de inocência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e lhe concedido o habeas corpus em abril deste ano.

"A entrevista do chefe do exército mostrou o conluio entre a farda e a toga para destruir a democracia brasileira e levar Bolsonaro ao poder. E é mais um episódio que prova ser Lula um preso político", disse Damous pelo Twitter.


Já o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta, disse que o comandante do Exército fez uma ameaça implícita à democracia. "Villas Bôas dizer que Exército esteve ‘no limite’ e que Lula solto poderia ‘tirar militares do controle’, é uma ameaça implícita a democracia. Não é papel das força armadas tutelar os poderes, em particular o STF, afrontado claramente neste episódio", disse Pimenta também pelo Twitter.




Lula tinha razão e o STF estava “acovardado”

Agora não pode haver mais dúvidas:

1) Lula é um preso político;

2) Lula estava certo: o STF estava “acovardado”.

Acho tudo isto um absurdo. Passados tantos anos do fim da ditadura militar, ainda vivemos sob a tutela das “Forças Armadas”!!!

Não podemos viver eternamente sob ameaça da força. “Democracia tutelada” não é democracia…

Se os militares não conseguem viver em uma sociedade verdadeiramente livre, que venham novamente; prendam e matem os brasileiros politicamente mais conscientes.

Se os militares não conseguem conviver com a adversidade e com o pensamento contrário, que venham e “prendam e arrebentem”, na expressão de um general ex-presidente.

Ao menos toda a comunidade internacional ficará sabendo das “forças ocultas” que dirigem a nossa sociedade civil.

Ao depois, no médio prazo, vão se submeter a novas “Comissões da Verdade”. Meus netos estarão lá…

Nenhum governo de força se eternizou, conforme demonstra a história.




“No limite”, comandante do Exército mandou Lula ficar preso. Que poder é esse?

“Bolsonaro é um mau militar” (general Ernesto Geisel, ex-presidente da República, ao comentar porque o presidente eleito foi reformado pelo Exército aos 33 anos, após atos de insubordinação e desordem).

* * *

Ficamos sabendo neste domingo, oficialmente, que os militares já tinham voltado ao poder antes da eleição do capitão Jair Bolsonaro. E foram determinantes na sua vitória.

Em entrevista à Folha, o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, revelou que agiu “no limite” ao declarar pelo Twitter “preocupação com a impunidade”, no dia 2 de abril, véspera do julgamento de um habeas corpus do ex-presidente Lula pelo Supremo Tribunal Federal.

“A coisa poderia fugir ao nosso controle se não me expressasse”, explicou o general.

Fugir ao controle, como assim? Que controle? Que poder é esse numa democracia? O que ele temia? Um golpe militar? E quem o daria, o general Hamilton Mourão, eleito vice de Bolsonaro, que já havia feito várias ameaças de intervenção militar?

O eleitorado brasileiro, que fez papel de figurante em toda esta história, agradeceria se o general pudesse responder a estas singelas perguntas.

Na mesma entrevista ao repórter Igor Gielow, Villas Boas garantiu que a vitória de Jair Bolsonaro “não representa a volta dos militares ao comando do país”.

Pelas suas próprias palavras, eles já voltaram ao comando do país antes mesmo da vitória do capitão, quando o comandante do Exército intimou o Supremo Tribunal Federal a negar o habeas corpus a Lula, mantendo-o preso para não disputar a eleição.

O voto decisivo foi da ministra Rosa Weber, que mais tarde, já na presidência do Tribunal Superior Eleitoral, completou o serviço, ao impugnar a candidatura do ex-presidente, que naquela altura tinha o dobro das intenções de voto de Bolsonaro em todas as pesquisas. Tudo se deu com a precisão de um relógio suíço.

Ali se decidiu a eleição “manu militari”, com o acoelhamento do Judiciário. O resto foi consequência.

Bolsonaro assumiu a liderança das pesquisas, disparou em todas elas, após sofrer um misterioso atentando a facada, cercado de seguranças em Juiz de Fora, e correu para o abraço nas redes sociais, acionadas por dinheiro gordo no embalo do antipetismo que derrotou o substituto de Lula.

Daqui a cem anos, quando os historiadores do futuro contarem como se decidiu a eleição de 2018, o “no limite” do general e a facada de um psicopata, mais a subserviência do Judiciário e as fake news, explicarão como um obscuro deputado, filiado às pressas num partido de aluguel, chegou à Presidência da República do Brasil.

As declarações do general Villas Boas, oito meses após a sua convocação ao STF, ajudarão os pesquisadores a explicar o fenômeno.

Outra boa fonte podem ser as colunas do jornalista Janio de Freitas, com larga experiência em golpes e ditaduras militares, que escreveu neste domingo, por coincidência, no mesmo jornal:

“Se as coisas desandarem, o importante para antever o seu rumo será desvendar quanto os militares estarão dispostos a empenhar em barragem de proteção a Bolsonaro. O que dependerá da identificação, ou confusão, entre o Exército e o governo conduzido por ex-ocupante das suas casernas”.

Janio de Freitas lembra ao general Villas Boas que “fazer tocar o Hino do Exército, por exemplo, no saguão do hotel onde ocorrem as reuniões do círculo de Bolsonaro, é abusivo”.

Prestes a deixar o cargo, o comandante do Exército revelou também preocupação sobre o risco de “politização dos quartéis”.

Esse risco não existe mais. Já aconteceu, na verdade, e foi decisivo para a chegada de Jair Bolsonaro ao poder.

E vida que segue.




Villas Bôas dá o Golpe que quer!

Tanto a entrevista do general Villas Bôas quanto as ideias do Moro parecem expressar formas de violentar a Democracia como se a estivessem defendendo.

A do Villas Bôas, em particular, é assustadoramente superficial em matérias muito complexas.

A explicação sobre o cerco ao Supremo no julgamento do Lula é estapafúrdia: caso não houvesse um golpe no limite haveria um golpe sem limite.

Essa tese dá ao comandante militar o poder de arbitrar quando é necessário um semi golpe preventivo para evitar um golpe inteiro fora da cadeia hierárquica.

Que doutrina é essa?

Precisamos de escolas com partido democrático nas academias militares.

Wanderley Guilherme dos Santos



Villas Bôas diz que Exército esteve ‘no limite’ e que Lula solto poderia tirar militares do controle. No Uruguai, estaria preso


O general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, explicou seu tuíte na véspera do julgamento de Lula pelo STF em entrevista à Folha de S.Paulo.

“Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais”, escreveu ele em abril.

A chantagem de Viilas Bôas causou espécie aos democratas.

“No Estado de Direito, cada um tem o seu papel institucional: ao comandante do Exército não cabe interpretar a Constituição nem dizer o que é impunidade. Para isso existem os 3 Poderes”, lembrou Flávio Dino, governador do Maranhão.

“Eu reconheço que houve um episódio em que nós estivemos realmente no limite, que foi aquele tuíte da véspera do votação no Supremo da questão do Lula”, falou Villas Bôas à Folha.

“Ali, nós conscientemente trabalhamos sabendo que estávamos no limite. Mas sentimos que a coisa poderia fugir ao nosso controle se eu não me expressasse. Porque outras pessoas, militares da reserva e civis identificados conosco, estavam se pronunciando de maneira mais enfática (…).

Alguns me acusaram… de os militares estarem interferindo numa área que não lhes dizia respeito. Mas aí temos a preocupação com a estabilidade, porque o agravamento da situação depois cai no nosso colo. É melhor prevenir do que remediar.”

Um dos motivos por que tem muita gente boa querendo ir para o Uruguai é que, lá, o artigo 77 da Constituição estabelece que os militares em atividade deverão se abster de “fazer parte de comissões ou de clubes políticos, de subscrever a manifestos de partidos, de autorizar o uso de seu nome e, de modo geral, de executar qualquer outro ato público ou privado de caráter político, exceto o voto”.

O comandante em chefe do Exército, Guido Manini Ríos, ficou preso por 30 dias por ter criticado um projeto de lei.

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