20 de nov de 2018

Saiba quem é o brasileiro Carlos Ghosn, chefão da Nissan e da Renault preso por fraude

Presidente do Conselho de Administração da Nissan, Carlos Ghosn será demitido após denúncias de sonegação fiscal
Nascido no Brasil, em Porto Velho (RO), filho de pai libanês e mãe francesa, O Globo informa que Carlos Ghosn tinha três nacionalidades  e acumulava a presidência do Conselho da Nissan com a presidência executiva da Renault.  Ele ganhou fama mundial em 1999, após salvar a Nissan da falência, feito que o levou a ser tratado como celebridade no Japão. Ele era um dos executivos mais respeitados do ramo e recebeu uma série de premiações, entre elas a de Empresário do Ano na Ásia, concedida pela Fortune em 2012. Ghosn foi preso nesta segunda-feira, no Japão, por suspeita de  fraude fiscal. A montadora japonesa disse que irá demiti-lo. Ele ocupava o cargo de presidente do Conselho de Administração da empresa.

De acordo com a publicação, formado em engenharia, pelas universidades École Polytechnique, em 1974, e École de Mines, em 1978, o executivo iniciou sua carreira profissional na Michelin, maior fabricante de pneus da Europa, permanecendo 18 anos na empresa, quatro deles presidindo a subsidiária brasileira. Com 30 anos, em 1985, tornou-se diretor de operações da multinacional na América do Sul, quando voltou ao Rio de Janeiro, onde ficou até 1989. Mudou-se, então, para Greenvile, nos Estados Unidos, para exercer o cargo de diretor executivo da Michelin no país. Ghosn foi contratado para ser vice-presidente executivo da Renault em 1996, período em que a organização vivia problemas financeiros. Ele foi um dos grandes responsáveis pela virada da montadora francesa: no fim de 1997, um ano após sua chegada, a montadora obteve lucro.

Em março de 1999, a Renault e a Nissan formaram a Aliança Renault-Nissan e, em maio de 1999, a Renault adquiriu uma participação de 36,8% da montadora japonesa. Quando entrou na empresa, a Nissan tinha uma dívida de US$ 20 bilhões, e somente três dos 46 modelos da veículos vendidos no Japão davam lucro. O Plano de Recuperação da Nissan de Ghosn, anunciado em outubro de 1999, tinha como objetivo que a empresa voltasse à lucratividade no ano seguinte e a uma redução de 50% do nível da dívida até o fim de 2002. Confiante de que o plano daria certo, Ghosn chegou a dizer que pediria demissão casos ele fracassasse. Não foi necessário. Em 2002, a Nissan havia reduzido sua dívida quase á metade, além de ter se tornado um dos negócios mais lucrativos do setor. Três anos depois, Ghosn assumiu a diretoria-executiva da Renault. Assim, tornou-se a primeira pessoa do mundo a dirigir simultaneamente duas empresas na lista da Fortune Global 500. Com as mudanças implementadas no grupo, Ghosn passou a ser conhecido no setor automobilístico, além de ganhar o apelido de ‘cost killer‘ (cortador de custos).

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