11 de nov de 2018

Procuradores que apoiam Escola Sem Partido não se preocupam com MP Sem Partido


Em vez de defender Escola Sem Partido com um manifesto "autoritário" e prejudicado pelo "déficit cognitivo", procuradores e promotores deveriam apoiar um "Ministério Público Sem Partido". É o que indica texto que o jurista Pedro Serrano publicou em sua página nas redes sociais no sábado (10), após ler o manifesto de mais de 100 membros do MP que se dizem a favor da censura na sala de aula, em prol da moral e da família.

Para Serrano, soa incoerente rejeitar uma suposta partidarização ou politização do ensino ao mesmo tempo em que usa-se o cargo de procurador ou promotor para falar de política ou defender um projeto político do presidente eleito.

"(...) interessante se observar que não parecem se preocupar com um 'MP sem partido', se anunciam como membros do MP e não cidadãos para defender publicamente um projeto ligado expressamente a direita do espectro político e ao Bolsonarismo."

"Além de totalitário, pois de fato busca calar a diversidade de visões de mundo inerente a uma sociedade livre e complexa, há um gritante deficit cognitivo no tal manifesto", disparou Serrano.

Segundo ele, o manifesto erra ao culpar o professor pelo "conflito geracional próprio da adolescência e juventude, que sempre existiram em quase todas culturas, descrito por Freud e todos os psicanalistas e quase toda psicologia, que é essencial para o amadurecimento saudável do ser humano."

No texto, os membros do MP sustentam que "as famílias são lesadas quando a autoridade moral dos pais é solapada por professores que se julgam no direito de dizer aos filhos dos outros o que é certo e o que é errado em matéria de moral. Instigados por esses professores, muitos jovens passam a questionar e rejeitar o direcionamento estabelecido por seus pais no campo da religião, da moral e dos costumes, ensejando o surgimento de graves conflitos no seio das famílias”, sustentam os promotores e procuradores.”

"Bem, espero que seja uma minoria [dentro do MP]", apontou Serrano.


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