29 de nov de 2018

Organizações Globo... top, top, top


Globo registra menor índice de ibope no país dos últimos três anos


A Globo, TV mais vista do país, está em um momento turbulento. Sua liderança ainda não está ameaçada, mas dados de audiência indicam que seu público definitivamente está caindo.

Novembro termina amanhã, mas já dá para afirmar que será o pior mês da Globo no ibope desde dezembro de 2015 em nível nacional.

A audiência em pontos está caindo também na Grande São Paulo, o coração da publicidade nacional. A emissora da família Marinho fecha o mês com 12,4 pontos de média no Painel Nacional de Televisão (PNT) nas 24 horas do dia.

E deve ficar com 15,1 pontos na faixa entre 7h e 0h (faixa comercial). Este último índice é o mais baixo dos últimos 35 meses. Cada ponto vale por cerca de 240 mil domicílios no PNT.

Mais que isso: em novembro, das 7h à 0h, a Globo vai ficar com o menor share (% de participação no universo de TVs ligadas) no PNT neste século --quiçá em todos os tempos: 33,5% (ou seja, cerca de 3,3 de cada 10 TVs ligadas sintonizando a emissora).

Apenas para efeito de comparação, 16 anos atrás, em junho de 2002 a Globo chegava a registrar quase o dobro: 60% de share. Como disse na abertura do texto, é uma fase turbulenta, mas não é nenhum fim do mundo.

(...) A cúpula da Globo alterou a hierarquia na casa numa evidente prova de que não está parada.

A emissora decidiu entregar a um jornalista (Mariano Boni) alguns programas que estão ou perdendo para a concorrência ou com performance abaixo do esperado.

(...)

No CAf



Receita da Globo impressa cai 72%!!! E editora vai embora!

É uma das vítimas da Lava Jato! Quá, quá, quá!


A jornalista Ruth de Aquino está deixando o cargo de sênior publisher da editora Globo, responsável pelos jornais O GLOBO e Extra e revista Época. Oficialmente, seu desligamento ocorrerá em fins de dezembro, mas ela já informou aos amigos e colegas de redação o pedido de demissão em caráter irrevogável. A saída de Ruth encerra uma desgastante queda de braço travada com o diretor geral da empresa, Frederic Kachar, que tenta de todas as formas ter o absoluto controle editorial das publicações.

Extremamente vaidoso, Kachar não aceita dividir o poder.

Historicamente, o comando da redação se reportava diretamente à família Marinho. Ao substituir Ascânio Saleme , Kachar imaginava que todos os seus problemas estavam resolvidos. E não foi bem assim. Competente e zelosa de sua responsabilidade profissional diante da linha editorial da empresa, Ruth não se dobrava a orientações politicamente estapafúrdias oriundas do diretor geral. Após um processo crescente de confrontos, ela preferiu pedir o boné a continuar a medir forças para garantir seu espaço.

Numa nova tentativa de obter o controle absoluto da redação, Kachar resolveu extinguir o cargo de diretor editorial das empresas. Assim, passa a orientar diretamente os editores responsáveis pelas publicações – Globo, Extra, Valor e Época – sem a mediação de um profissional, hierarquicamente forte, capaz de oferecer ponderações lógicas às suas ordens.

O ego demasiadamente inflado de Kachar veio à mostra em 2016, quando as organizações Globo trouxeram Obama ao Brasil. A despeito de não ser jornalista, Kachar trouxe para si a responsabilidade de entrevistar o ex-presidente americano, trazendo descontentamento no comando da redação.

Ao lado da disputa de egos, as publicações da editora GLOBO atravessam a mais grave crise financeira de sua história. Foi-se o tempo das comemorações e festas para celebrar os desafios superados.

Em 2014, por exemplo, os executivos da área comercial se reuniram num fim de tarde na sala de Agostinho Vieira, à época diretor do jornal, para abrir um Veuve Cloquot em celebração ao atingimento da meta de R$ 1 bilhão de faturamento dos jornais O Globo e Extra. O resultado, somado ao caixa produzido pelo Valor Econômico e pela revista Época, totalizava a espetacular cifra de R$ 1,4 bilhão.

Para se ter idéia da queda abissal dos números da empresa, vejam os resultados mais recentes. Em 2017, O Globo, o Extra, o Expresso, o Valor e a revista Época faturaram pouco mais de R$ 380 milhões. Ou seja: as empresas da editora Globo tiveram redução de receita da ordem de 72%. E o faturamento continua a se desminlinguir. A previsão neste ano é que todos os veículos da editora Globo somados não cheguem a casa dos R$ 300 milhões.

A Lava Jato foi determinante para este tsunami . A Petrobras e a BR distribuidora contribuíam em média com R$ 70 milhões/ano em publicidade. A Friboi, leia-se Joesley Batista, respondia por cerca de 25 milhões. Toda semana eram de três a quatro meias páginas com Toni Ramos garantindo a qualidade das carnes do frigorífico. A prisão de Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio, trouxe outro baque fenomenal ao orçamento de O Globo. A Fecomércio respondia por R$ 58 milhões em publicidade/ano. A troca de comando na prefeitura do Rio foi também devastadora. Com Eduardo Paes, a Prefeitura do Rio anunciava em média 40 mihões/ano. Com Crivella, zero. Somente este casos – os mais vistosos – importaram numa redução de receita de quase R$ 200 milhões ao Globo. A crise é tão grande que já se fala na descontinuidade das publicações O Extra e O Expresso. A conferir.

Ricardo Bruno

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