3 de nov de 2018

Não toquem nas reservas internacionais



Depois de o governo Temer ter detonado com mais de 200 bilhões de reais deixados pelo governo Dilma nos cofres do BNDES, criminosamente esterilizados com sua devolução “antecipada” ao Tesouro - quando havia um prazo de 30 anos para serem pagos - no lugar de tê-los investido em infraestrutura para a a geração de renda e emprego e a retomada de obras paralisadas - muitas dela pela justiça- chegou a hora do Presidente do Itaú, banco que lucrou mais de 20 bilhões de reais neste ano, propor a “saudável” diminuição das reservas internacionais do país - também economizadas pelo PT - para “diminuir” a dívida pública brasileira, que já é das mais baixas entre as 10 maiores economias do mundo.

Ora, não é preciso ser Mandrake para saber que diminuir a poupança nacional é saudável para os banqueiros.

A alegação de que o país precisa contrair dívida para manter as reservas e que o PT teria aumentado a dívida pública para criá-las é furada e uma das principais fake news criadas contra o Partido dos Trabalhadores - uma agremiação absolutamente incompetente do ponto de vista de comunicação - nos últimos anos.

A dívida bruta quando o PT chegou ao poder, em 2002, e o país devia 40 bilhões de dólares ao FMI, era de 80% do PIB e quando Dilma saiu, em 2015, estava em 65%.

Logo, a balela de que manter as reservas aumenta a dívida - que repassa dezenas de bilhões de reais a bancos como o Itaú todos os anos - é tão falsa quanto aquela que diz que o PT, que deixou quase dois trilhões de reais para o país em caixa, apenas de reservas internacionais e nos cofres do BNDES, quebrou o país que pegou na décima-terceira economia do mundo e que devolveu na oitava posição, em 2015, em quarto lugar entre os principais credores individuais externos dos Estados Unidos.

Basta ver a situação da Argentina, obrigada a voltar a passar penico para o FMI, para aferir o tamanho da incompetência neoliberal e lembrar que cautela, reservas internacionais e canja de galinha não fazem mal a ninguém - como diria Tancredo.

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