1 de nov de 2018

Moro como ministro é o lawfare na sua essência


Nota da Defesa do Presidente Lula

A formalização do ingresso do juiz Sérgio Moro na política e a revelação de conversas por ele mantidas durante a campanha presidencial com a cúpula da campanha do Presidente eleito provam definitivamente o que sempre afirmamos em recursos apresentados aos tribunais brasileiros e também ao Comitê de Direitos Humanos da ONU: Lula foi processado, condenado e encarcerado sem que tenha cometido crime, com o claro objetivo de interditá-lo politicamente. É o lawfare na sua essência, uma vez que Lula sofre uma intensa perseguição política por meio do abuso e do mau uso das leis e dos procedimentos jurídicos.

A Defesa tomará as medidas cabíveis no plano nacional e internacional para reforçar o direito de Lula a um julgamento justo, imparcial e independente.

Cristiano Zanin Martins



Mourão diz que Moro foi convidado já na campanha

O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, disse que o juiz federal Sergio Moro já havia sido convidado para ocupar o cargo de ministro da Justiça ainda durante a campanha eleitoral pelo economista Paulo Guedes, escolhido para o superministério da Economia.

“Isso [o convite] já faz tempo, durante a campanha foi feito um contato”, disse Mourão em entrevista ao Valor Econômico.



Imprensa internacional aponta parcialidade de Moro ao ser ministro de Bolsonaro


A imprensa internacional repercutiu a confirmação do juiz Sergio Moro para o ministério da Justiça no governo Jair Bolsonaro (PSL), ocorrida nesta quinta-feira (1). O Guardian, jornal britânico, classificou como "um movimento altamente controverso". A reportagem lembrou que Moro foi o responsável por prender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à presidência que, segundo as pesquisas de intenção de voto, teria vencido Bolsonaro se não estivesse cumprindo sentença de 12 anos.

"O juiz brasileiro que combateu a corrupção e ajudou a preparar o caminho para a impressionante vitória eleitoral de Jair Bolsonaro no domingo, ao prender seu principal rival (Lula), aceitou um cargo no governo do presidente de extrema-direita".

O Guardian ouviu o editor-chefe da Americas Quarterly, Brian Winter, apoiador de Sergio Moro que descreveu a decisão do juiz como "questionável": “Algumas pessoas vão usar isso apenas para destruí-lo - incluindo algumas pessoas que já eram fãs dele. É inevitável. A narrativa de um juiz que prendeu Lula e depois conseguiu um emprego no governo de seu oponente será muito atraente para algumas pessoas resistirem. E suspeito que ele saiba disso e suspeito que ele acredite que os benefícios sejam maiores que os riscos (...). Eu acredito em Sergio Moro. Eu conheço Sergio Moro. Mas sua decisão hoje o torna muito mais difícil de defender politicamente”, disse Winter.

Os também britânicos Financial Times e The Times estamparam, respectivamente, "Bolsonaro nomeia juiz que ajudou a prender Lula" e "Bolsonaro promete emprego sênior para o juiz que prendeu o seu rival", enquanto que a BBC: "Sua nomeação (Moro) deve alimentar alegações de que sua investigação antifraude foi politicamente motivada".

Já a ABC, da Austrália, publicou reportagem da AP com o título "Grandes riscos em juiz Moro se tornar ministro da Justiça do Brasil"; enquanto que o francês Le Monde destacou "No Brasil, as ambiguidades do juiz anticorrupção Sergio Moro com a extrema direita", com texto que questiona: "Será que foi por ter emprisionado o líder da esquerda brasileira que o magistrado será recompensado por Jair Bolsonaro?".



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