13 de nov de 2018

Declaração de deputado complica Bolsonaro na compra ilegal de dados


O deputado federal Laudívio Carvalho (DEM-MG), ao assumir para o UOL que comprou lista ilegal de celulares para maketing digital, envolvendo a empresa Quick Mobile, não só fez uma confissão de culpa, como acabou por complicar Jair Bolsonaro, que teve 17 indícios de erros em sua campanha. Dentre os indícios, estão os envios de Whatsapp com Fake News, aos quais a própria Quick Mobile estaria envolvida, incluindo a empresa AM4 de desenvolvimento de software e marketing digital.

No caso de Bolsonaro, há um forte agravante no impulsionamento de notícias falsas, em redes sociais e no Whatsapp, os pagamentos teriam sido realizados por empresas como a Havan, que teria investido mais de 12 milhões de reais, o que caracterizaria financiamento empresarial de campanha, portanto, crime eleitoral.

A confissão de Laudívio, utilizando a mesma empresa envolvida no caso Bolsonaro, traria uma pergunta importante: Qual seria a lógica, da mesma empresa que consegue lista ilegal de celulares para mensagens em Whatsapp e SMS para um candidato, fornecer outra lista “pura” e “santa” para Bolsonaro?

O caso deve ser examinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quanto aos 17 indícios de fraude, número que, talvez, não seja por acaso.

No A Postagem



TSE aponta 17 indícios de irregularidades nas contas de Bolsonaro

O Tribunal Superior Eleitoral encontrou 17 indícios de irregularidades nas contas apresentadas pela campanha de Jair Bolsonaro. No parecer da área técnica, entregue ao ministro Luis Roberto Barroso, informa-se que a AM4, maior fornecedora da campanha de Bolsonaro e responsável pelos disparos de mensagens muitas vezes falsas por whatsapp, não tinha autorização da Justiça Eleitoral para fazer arrecadação de doações pela internet, maior fonte de recursos da campanha do capitão reformado.

"Com isso, os técnicos pedem que o ministro-relator, Luís Roberto Barroso, dê prazo de três dias para que a equipe de Bolsonaro encaminhe documentos e esclarecimentos sobre os 17 itens levantados, além de outros seis temas em que apontam inconsistências", informa a reportagem de Letícia Casado e Ranier Bragon, publicada na Folha de S. Paulo. "Entre os problemas listados pela equipe de análise de prestação de contas está o descumprimento de prazos para informe à Justiça Eleitoral de receitas e gastos, inconsistências entre dados informados pela campanha e aqueles registrados em órgãos oficiais e recebimento de doações de fontes vedadas."

E agora: o que fará Barroso?

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