20 de nov de 2018

Confirmado na Saúde, Mandetta diz que Mais Médicos foi "convênio entre Cuba e PT"

Parlamentar foi favorável a PEC do Teto dos Gastos Públicos, que amarra os investimentos para a Saúde Pública

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O deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) foi confirmado como futuro ministro da Saúde pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). O anúncio foi feito nesta terça-feira (20) pelo Twitter após encontro com o político que compõe a Frente Parlamentar da Saúde. Em sua primeira coletiva de imprensa, Mandetta disse que o Mais Médicos foi um "convênio entre Cuba e o PT" e insinuou que, por isso, o rompimento da cooperação foi "unilateral", dado pela Ilha após a chegada de Bolsonaro ao governo. 

Mandetta foi secretário de Saúde de Campo Grande e está no segundo mandato como deputado federal. A indicação dele já estava prevista. Na semana passada, Bolsonaro disse que o parlamentar era um dos seus interlocutores para a área e poderia aceitar o convite para ocupar a pasta. 

Ele foi favorável a PEC do Teto dos Gastos Públicos, que amarra os investimentos para a Saúde Pública e, em abril de 2017, votou a favor da Reforma Trabalhista. 

Investigado 

Mandetta é mais um ministro de Bolsonaro alvo de inquéritos. Ele responde por suposta fraude em licitação, caixa 2 e tráfico de influência em um contrato feito pela secretaria de saúde em Campo Grande para implementar um sistema de informatização. Por conta do processo, o parlamentar teve os bens bloqueados. 

Ele é o terceiro ministro do DEM confirmado para o governo de Bolsonaro. Os outros dois são Tereza Cristina (DEM-MS) para a Agricultura e Onyx Lorenzoni (DEM-RS) para a Casa Civil. 

Em junho, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, atendeu a um pedido da Procuradoria-geral da República e arquivou um inquérito contra Onyx por Caixa 2. O futuro ministro chegou a admitir ter recebido o recurso ilícito da JBS. Já, Tereza Cristina, é investigada na Operação Lama Asfáltica, sobre incentivos fiscais do governo estadual concedidos pelo estado em troca de propinas. 

Cuba e Mais Médicos
Após o anúncio, Mandetta disse entrevista para jornalistas no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde funciona o gabinete de transição do governo, que avalia o acordo entre o Programa Mais Médicos e o governo de Cuba como uma parceria entre o país caribenho e o PT. 

O Ministério da Saúde de Cuba anunciou o fim da cooperação após Bolsonaro ameaçar mudar as diretrizes do programa e "ofender" os profissionais cubanos com a obrigatoriedade do Revalida. A Ilha entendeu que a formação técnica dos médicos está sendo colocada sob suspeição.

"Esse era um dos riscos de se fazer um convênio e terceirizando uma mão de obra tão essencial. Os critérios, à época, me parece que eram muito mais um convênio entre Cuba e o PT, e não entre Cuba e o Brasil, porque não houve uma tratativa bilateral, mas, sim, uma ruptura unilateral", afirmou o novo ministro, segundo informações do G1.

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