2 de nov de 2018

Canalha dono de transportadora lidera ataques contra professores em SC

Herdeiro da transportadora Dalçoquio já fez campanha pela separação da região Sul do restante do Brasil e lidera hoje radicalização contra professores

Eles
O Emílio Dalçoquio Neto, herdeiro da transportadora que leva o mesmo nome da família, com cerca de 600 caminhões e 50 anos de atuação, tem se destacado como militante de grupos que atacam professores por motivos ideológicos e que vêm ganhando força no país com a vitória de Jair Bolsonaro (PSL).

Matéria da Folha de S.Paulo, publicada nesta sexta-feira (02) traça o perfil do homem que foi presidente do sindicato das empresas de carga de Itajaí, entre 2014 e 2015, saindo do cargo quando foi afastado das funções na empresa da família. Dalçoquio Neto é filho de um dos fundadores da Transportes Dalçoquio. Ele também foi um dos financiadores e coordenadores da campanha "O Sul é meu país", que pede a separação da região Sul do restante do Brasil.

Em maio, durante a greve dos caminhoneiros, Dalçoquio Neto foi flagrado num discurso pedindo para os caminhoneiros colocarem fogo nos veículos da própria empresa se vissem um caminhão do grupo circulado fora das estradas. O caso levou a Transportadora Dalçoquio a ser investigada pela Polícia Federal por impedir que funcionários voltem ao trabalho em greves. 

No dia 24 de outubro, Emílio juntamente com outros três militantes entraram em uma assembleia do Sindicato Nacional dos Servidores Federais de Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe). O encontro acontecia no Instituto Federal Catarinense de Balneário Camboriú. 

Depois de gravar trechos da reunião, o grupo foi questionado por professores que os reconheceram. Na discussão Dalçoquio defendeu Augusto Pinochet, ditador chileno responsável pela morte de três mil pessoas quando comandou o país entre 1973 e 1990.

“Eu defendo Pinochet porque ele matou quem tinha que matar. Tivessem feito o mesmo que ele [Pinochet] fez aqui no Brasil não haveria isso aí”, completando:

“Vocês, professores, estão mentindo para molecada. Mas vocês vão pagar por isso, principalmente os da universidade. Seus comunistas de merda, seus idiotas”. Para ler a matéria na íntegra na Folha de S.Paulo, clique aqui. 

No GGN

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