6 de nov de 2018

A canalhice de Sílvio Santos. Assista


O ‘topa tudo por dinheiro’ de Sílvio Santos

Já saíram do ar, tão subitamente como entraram, as esdrúxulas vinhetas do SBT com evocações aos tempos da ditadura militar.

Montagens grotescas, feitas em cima da perna, desenterrando Don & Ravel, “O Cisne Branco” e o que a gurizada traduzia como “Japonês tem Quatro Filhos”, mandadas fazer pessoalmente por Sílvio Santos e sugerindo o tradicional “ame-o ou deixe-o”.

Sílvio, como se sabe, já nos deixou e mora na Flórida.

Mas resolveu candidatar seu SBT a “sub” do bispo Edir Macedo, para ver se sobra algum da publicidade que a Record vai ganhar para suas emissoras.

Sabe como é, né: “eu te amo meu din-din, eu te amo, ninguém segura os picaretas do Brasil“.

Aliás, muito adequadamente, utiliza, se você reparar bem, uma bandeira onde o “e” entre Ordem e Progresso é grafado com o ampersand, o & comercial, como se usa em negócios.



Fernando Brito
No Tijolaço



De olho nas verbas publicitárias do governo Bolsonaro, Silvio Santos exuma slogans da ditadura

Silvio Santos e Figueiredo, que lhe deu a concessão
Silvio Santos nunca poupou esforços para morder verbas publicitárias dos governos federais, fossem quais fossem.

Com Jair Bolsonaro, ele pode recuperar seus anos de bajulação à ditadura, quando inventou uma atração delinquente chamada “Semana do Presidente”.

A primeira estrela dessa excrescência era João Figueiredo, general que lhe deu a concessão de TV.

Ficou no ar até a presidência de FHC, quando tornou-se constrangedora demais até para o padrão Silvio.

Os anos de constrangimento generalizado estão de volta, Silvio é um mestre do assunto e não ia deixar passar esse cavalo selado.

A emissora desenterrou slogans do regime militar em vinhetas com pontos turísticos manjados do país e locução de Carlos Roberto, a voz do dono.

Uma delas termina com o ufanista “Brasil: ame-o ou deixe-o” — chupação de “America, love it or leave it”, usado durante a guerra do Vietnã.

Outra conta com o hino “Eu te amo, meu Brasil”, da dupla Dom & Ravel, nome artístico dos irmãos Eustáquio e Eduardo Gomes de Faria, já falecidos.

Lançada no início dos anos 70, a música servia de propaganda e funcionava como trilha sonora funesta do período mais pesado da repressão.

Silvio não esconde que está se sentindo em casa.

A mulher de Bolsonaro, Michelle, foi convidada para participar de um troço chamado Teleton no fim de semana. Eduardo Bolsonaro estava no “Poder em Foco” de domingo, dia 4.

Bolsonaro afirmou que quer o Brasil de 50 anos atrás.

Isso é música para Silvio, que, como um marqueteiro de agência de fundo de quintal, correu para agradar o chefe.

A grana vai pingar, patrão. Ma-oeeee…

Kiko Nogueira
No DCM

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