4 de out de 2018

Resistir para vencer. Pesquisa agora é só propaganda


Qualquer um percebe que se formou um “todos por Bolsonaro” no país, com a vergonhosa entrega da mídia, do Judiciário e de parte dos políticos convencionais ao favoritismo do candidato fascista.

O Datafolha de hoje segue nessa toada, mas sem conseguir, entretanto, dar ao candidato da direita o empuxo necessário para evitar que a decisão fique para o segundo turno.

Publico o dado do G1 porque a Folha optou, a três dias da eleição, em mudar o critério do cálculo de percentagens, usando o conceito de “votos válidos”, no qual insere os indecisos, para ampliar as percentagens.

O Datafolha criou, claro, uma confusão que alimenta a ideia – remotíssima – de que a decisão possa se dar em primeiro turno.

Dá a Bolsonaro (35%) mais que o Ibope de ontem (32%) e a Haddad (22%) menos que a pesquisa Ibope (23%).

Os dois vão dançando, sincronizados, de forma a que o ânimo das campanhas, na reta final, “acerte” os números com a realidade que produzem.

Em ambos os casos, porém, a “onda” pró-Bolsonaro não se confirma no esvaziamento dos demais candidatos, o que é dado da maior importância, pois estes seriam os primeiros a sofrer com uma disparada do favorito.

O resto é acerto nos brancos/nulos e indecisos e nas margens de erro.

E a crença de que “a voz do dono” possa mover o eleitorado.

Fernando Brito
No Tijolaço

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