31 de out de 2018

Privatizações de Bolsonaro devem afetar do petróleo à água


Entre as propostas da equipe de Jair Bolsonaro de desestatização de empresas como resposta para a economia estão a privatização das Companhias Docas e da Amazonas Energia. O governo Bolsonaro acredita que as privatizações irão reduzir o tamanho da dívida pública e os juros relacionados a ela. 

Petrobras, distribuidoras de energia, administradoras de portos, Correios, entre outras devem ser alvo das medidas radicais do novo presidente. E além da própria já tão criticada privatização da Petrobras e de outras quase 50 estatais criadas pelo PT que, segundo o presidente eleito Jair Bolsonaro, estão todas envolvidas em corrupção, o seu governo pretende tirar do controle do Estado também o setor de geração de energia no Brasil e já avalizou, inclusive, desestatizar o abastecimento de água.

A privatização das Companhias Docas inclui a desestatização de todas as administrações de portos no país, incluindo a Codesp, responsável pelo Porto de Santos (SP), de maneira gradual, incluindo essas administrações nos programas de concessões, privatizando, pouco a pouco, todas elas.

Já no quesito energia, a prioridade de Bolsonaro é vender a Amazonas Energia. A distribuidora tem uma dívida atualmente com a Petrobras bilionária, que precisaria ser quitada para a sua licitação. Outra opção, analisada pelo governo Bolsonaro, é acabar com a Amazonas Energia. 

Além dessa, outras distribuidoras de energia elétrica podem ser extintas pelo governo Bolsonaro. Publicamente, ele defendeu que as afetadas serão as distribuidoras.

Ainda sem uma claridade de quais empresas efetivamente serão privatizadas por Bolsonaro, os anúncios superficiais sobre o tema do mais novo presidente do país atraiu investidores estrangeiros, que já se mostraram interessados na compra de empresas nacionais. 

Seguindo a linha que já vinha sido adotada por Michel Temer, as áreas de maior interesse internacional no Brasil são energia, logística e transporte, que devem sofrer diversas concessões e licitações a partir de 2019.

"Eu diria que algumas empresas estatais já estão numa lista do governo para futura privatização o que também é bom porque além do recurso que entra com ele vem a tecnologia e o know-how", afirmou o Conselheiro de comércio exterior da França para a América Latina e Caribe, Charles-Henry Chenut à agência RFI.

"Do outro lado, as empresas consideradas as queridinhas do Brasil serão temas de mais debate", completou, mostrando-se interessado na venda pelo Brasil de nacionais como a Petrobras, Eletrobras, de controle de portos e até de água.

No GGN

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