18 de out de 2018

Medidas de emergência para deter a manipulação eleitoral


A soberania popular está sendo manipulada pela milionária guerra cibernética do Bolsonaro que, além de criminosa, é ilegalmente financiada por empresários e empresas com recursos de caixa 2.

É preciso adotar medidas de emergência para salvar o mínimo que ainda pode ser salvo da lisura da eleição brasileira [se é que isso ainda seja possível]:
  1. o TSE tem o dever constitucional de analisar a cassação da candidatura do Bolsonaro pelos graves crimes eleitorais cometidos;
  2. o TSE deve, também:
    1. notificar os governos dos países que sediam os sistemas de telecomunicações [robôs, linhas telefônicas, sistemas] usados na cibeguerra, e exigir a desmontagem dessas bases que servem à prática de crimes no Brasil;
    2. exigir do whatsapp a adoção urgente de limites de transmissões, número de grupos e quantidades de envios de mensagens pelo aplicativo, estabelecendo multa bilionária em caso de descumprimento da exigência essencial à proteção da soberania popular e nacional;
  3. o TSE tem de demonstrar, com medidas concretas e imediatas, que o compromisso de combater conteúdos falsos não foi mera fake news do fanfarrão Luiz Fux, que promoveu uma fanfarrice internacional anunciando controles que, sabe-se hoje, nunca foram viabilizados [ler aqui sobre o despreparo do tribunal]. Para isso, o TSE deve investigar:
    1. a titularidade das linhas telefônicas instaladas em território nacional e em países estrangeiros que são usadas para a disseminação de conteúdos falsos e/ou criminosos, podendo iniciar tal procedimento com os números +1(857) 244-0746, de Massachusetts, +351 963530 310, de Portugal e +1 (747) 207-0098, da Califórnia, que administram centenas de grupos de whatsapp e atingem milhões de usuários;
    2. se as linhas telefônicas do esquema usado no Brasil foram também usadas em outros países, como na eleição do Trump, no Brexit, na Índia e nas campanhas da extrema direita em alguns países europeus;
    3. a localização, mediante rastreamento, e desativação dos robôs de internet instalados em território nacional e estrangeiro;
    4. a origem completa do dinheiro utilizado na montagem da infra-estrutura bélico-digital da campanha do Bolsonaro, identificando montantes, origem e licitude dos recursos financeiros;
  4. investigação, pela Polícia Federal, dos empresários envolvidos no financiamento do esquema criminoso e imediata prisão daqueles cuja prática criminosa é notória e continuada – incluindo a investigação quanto ao uso de dinheiro depositado em contas no exterior.
A vontade popular não pode continuar sendo manipulada por esquemas cibernéticos poderosos e financiados ilegalmente, numa sinergia criminosa entre a campanha do Bolsonaro e o crime organizado de empresários.

A menos de 10 dias da eleição, é fundamental que o judiciário e as instituições dêem respostas urgentes ao brutal atentado que está sendo perpetrado contra a soberania popular e nacional.

Jeferson Miola

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