19 de out de 2018

Estadão é uma usina de ódio, racismo e violência


Em que pese o tempo já passado, o Estadão ainda não conseguiu superar o trauma da derrota sofrida pela aristocracia paulista em 1932.

Dentre toda imprensa conservadora nacional, é difícil encontrar algum outro veículo que consiga concorrer permanentemente com o Estadão em matéria de reacionarismo, racismo e fascismo.

O Estadão é um órgão de propaganda fascista que ainda vive acorrentado aos valores, critérios e visão de mundo do Brasil do século 17.

No editorial de hoje, 19/10, se refere aos petistas como “tigrada”. Não se encontra sinônimo deste vocábulo nos Dicionários Houaiss e Aurélio da Língua Portuguesa, mas sabe-se que é pejorativamente empregado para se referir a gentalha, gente desprezível, ralé, vagabundagem etc.

No Dicionário Informal da internet, tigrada é definido como sendo o “termo que a aristocracia escravocrata e racista usava para se referir aos escravos que, dentre os trabalhos humilhantes e insalubres que eram obrigados a fazer, estava o de recolher e despejar dejetos humanos no mar. Algumas vezes os dejetos caíam sobre as costas dos escravos, formando listras em seus corpos e por isso sendo depreciativamente chamados de tigrada”.

Escondendo, de propósito, o fato jornalístico de que foi a Folha de SP, e não o PT que revelou o esquema milionário criminoso de caixa 2 do Bolsonaro com empresários corruptos, o Estadão sugere que o PT armou a denúncia por puro desespero [sic].

Ao Estadão não interessa a Lei, o Estado de Direito, as regras eleitorais, o combate ao crime e, menos ainda, a prática de um verdadeiro e honesto jornalismo.

O Estadão não pode ser considerado um jornal; é uma usina de disseminação de ódio, racismo, preconceitos e violência fascista a serviço do nazi-bolsonarismo.

Os parágrafos iniciais do editorial estão adiante. O lixo completo do pensamento dos donos do jornal pode ser lido aqui:

Consciente de que será muito difícil reverter a vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa pela Presidência da República, o PT decidiu partir para seu “plano B”: fazer campanha para deslegitimar a eventual vitória do oponente, qualificando-a como fraudulenta. É uma especialidade lulopetista.

A ofensiva da tigrada está assentada na acusação segundo a qual a candidatura de Bolsonaro está sendo impulsionada nas redes sociais por organizações que atuam no “subterrâneo da internet”, segundo denúncia feita anteontem na tribuna do Senado pela presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann”.

[atualizado às 15:56h de 19/10/2018 para incluir a pertinente sugestão do Valter Pomar, sobre o significado da palavra tigrada do ponto de vista histórico]

Jeferson Miola

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