16 de out de 2018

Ciro x Ciro, o risco de queimar dois grandes ativos políticos


Entre as poucas certezas dessa campanha eleitoral, havia as seguintes:

  1. Eleito, Fernando Haddad imporia sua própria personalidade ao governo, assim como já está impondo na campanha eleitoral, ampliando os horizontes do PT e diluindo o antipetismo com uma frente ampla social democrata.
  2. Ciro Gomes seria o parceiro político preferencial, ajudando a organizar a frente democrática e as trincheiras da governabilidade..
  3. Em 2022, seria o candidato natural à sucessão de Haddad.
Afinal, se está falando de dois candidatos diferenciados, no caráter, no conteúdo programático, no combate aos malfeitos.

Não se sabe o que ocorre nessa marcha da insensatez do país. A ideia de que haverá caos com data marcada para terminar, em 31 de dezembro de 2021, saindo daí um novo vencedor é fantasia pura. Ao caos Bolsonaro seguirá uma democracia mitigada, tutelada pelas Forças Amadas, legitimada pela incapacidade total do poder civil se organizar, mesmo ante a perspectiva do caos.

Seguramente, não sei qual é a de Ciro Gomes e seu irmão. Por mais que tenham mágoas da Executiva do PT, estão falando com um público muito mais amplo, composto por eleitores do PT, algo muito maior do que a Executiva, e por todos aqueles que resistem ao estado de exceção que inevitavelmente se ampliará com a eleição de Bolsonaro. E seu interlocutor direto é Fernando Haddad, um candidato que não se envolveu nessas pintinhas partidárias e está acenando permanentemente para Ciro, inclusive tendo a maturidade de colocar os interesses do país – e o objetivo das eleições – acima das idiossincrasias pessoais.

Se Bolsonaro vencer, cada perda de direitos, cada ameaça às liberdades, cada ato de violência, o desmonte das universidades, do ensino público, do SUS, tudo isso será debitado à falência da sociedade civil. Haverá cobranças de Lula e do PT, sim, mas principalmente dos que colocaram projetos pessoais à frente dos interesses nacionais. Lula, Fernando Henrique Cardoso e Ciro serão cobrados. Mas, dos três, o único que ambiciona uma carreira política ainda é Ciro.

Ele, que deu uma largada admirável nas eleições, manteve um bom percentual de votos escudado unicamente nas boas propostas de campanha, corre o risco de queimar-se na reta final.

Seria bom que tivesse um ataque de bom senso que preservasse para o país dois grandes ativos democráticos: o candidato Fernando Haddad e o futuro candidato Ciro Gomes.

Luís Nassif
No GGN



A deslealdade é a arma silenciosa e fria dos canalhas. Ciro e Cid Gomes são desleais. São frios. E são canalhas. Ciro é verborrágico e mimetiza os coronéis que fingiu enfrentar, mas à sombra dos quais sempre viveu.

Cid é histriônico e quase-maluquete como se pode testemunhar nesse vídeo de 2'28" gravado nesta 2a feira em Fortaleza num ato que devia formalizar a "frente ampla" pró-Haddad no Ceará.

Ciro, o traidor dos anseios de mudança de seus eleitores - que são, de resto, democratas elevados e saberão seguir o caminho da Liberdade sem a condução daquele que un dia imaginaram líder - fugiu da cena e foi para Portugal. Crê, assim, preservar a própria imagem para disputar a presidência em 2022 sob os escombros de Bolsonaro.

Haverá escombros, o país vai desmoronar rápido embalado nessa loucura em que montou para dar um rolê no inferno agarrado ao demônio, mas não haverá 2022. E Ciro será para sempre um dos responsáveis por isso.

Cid deu esse ataque espilicuti na forma de esporro com voz estridente na militância do PT. Cid, que sente o bafo quente do Ministério Público e da Polícia Federal no seu cangote pelos desvios que muitos o acusam no 8 anos em que governou o Ceará, viveu esta noite seus 15 minutos de fama política nacional.

Derreterá antes de sentar nas cadeiras azuis do Senado. Uma vez lá, estará para sempre condenado à irrelevância: a deslealdade é o veneno que mata os canalhas.

Ciro e Cid são dois zumbis da política. Estão por mortos por deslealdade. Acanalharam a política cearense.

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