26 de out de 2018

Bolsonaro cita informações falsas ao acusar PT de espalhar fake news


Depois de afirmar que "ninguém mentiu mais que o PT", o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), publicou um vídeo nesta sexta-feira e afirmou que Fernando Haddad (PT) "espalha agora os mais variados fake news" sobre ele.

Durante pouco mais de dois minutos de vídeo, Bolsonaro, no entanto, cita informações sobre o adversário que são falsas ou que já foram desmentidas e negadas pelo petista.


A Bíblia

Bolsonaro começa o vídeo dizendo que "Haddad, após receber de presente uma bíblia, simplesmente a jogou no lixo, zombando da nossa fé".

No sábado (20), Haddad recebeu uma Bíblia de presente durante comício em Fortaleza e, no dia seguinte, o deputado estadual eleito André Fernandes (PSL-CE), fez um vídeo e afirmou que a bíblia foi encontrada no chão.

O petista negou ter jogado o livro fora e afirmou que a Bíblia foi furtada durante o ato, assim como um celular de um dos seus assessores, e disse: "Estranhamente, essa Bíblia foi furtada de uma sacola que estava no palco e apareceu num vídeo de um deputado do PSL, que me acusou de ter jogado fora".

Indulto a Lula

O capitão reformado fala que o petista irá conceder indulto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso na Polícia Federal em Curitiba, ou o colocará em liberdade.

"Nós sabemos que, uma vez eleito, Haddad concederá indulto para Lula ou o colocará em liberdade, bem como os demais condenados nesta operação Lava Jato", disse Bolsonaro.

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), chegou a dizer que Haddad daria indulto a Lula em seu primeiro dia de governo. Em entrevista à rádio CBN, porém, Haddad afirmou que não pretende dar indulto a Lula caso seja eleito. "Não, não ao indulto", respondeu o candidato do PT.

Fim da Lava Jato

Na mesma fala em que diz que Lula será solto, Bolsonaro afirma que Haddad acabará com a Operação Lava Jato da Polícia Federal. "Ele acabará com a Operação Lava Jato. Será a volta da corrupção no Brasil".

O petista nunca disse que acabaria com a operação. No início do mês, Haddad afirmou em entrevista à Rádio Jornal Caruaru, de Pernambuco, que vai "dar todo apoio à PF, MP e Judiciário e isso, obviamente, inclui a Lava Jato".

O petista, aliás, chegou a elogiar o juiz Sergio Moro recentemente: "Ele faz um bom trabalho". Haddad, porém, disse que o magistrado errou no caso de Lula.

Kit gay

"[Haddad] queria lá em 2010 implementar o kit gay nas escolas. Para que o filho do pobre tivesse aula de sexo aos seis anos de idade", disse Bolsonaro no vídeo desta sexta-feira.

O termo "kit gay" usado por Bolsonaro nunca existiu de fato. O TSE, inclusive, determinou a remoção de seis postagens no Facebook e no YouTube em que Bolsonaro faz críticas ao livro "Aparelho Sexual e Cia." e afirma que a obra integraria material a ser distribuído a escolas públicas na época em que Haddad comandava o Ministério da Educação.

Tirar o WhatsApp do ar

No vídeo desta sexta-feira (26), Bolsonaro diz que "Haddad e seus colegas de partido" tentou tirar o WhatsApp do ar. "Quiseram agora, na reta final das eleições, tirar o WhatsApp do ar. O que está em jogo é o futuro o Brasil. É a minha liberdade, é a sua liberdade", afirmou.

Após denúncia da "Folha de S. Paulo" que empresários teriam feito propaganda contra o PT no aplicativo de mensagens, o PT entrou com ação no TSE contra o deputado e pediu que o WhatsApp apresentasse um plano para evitar o disparo em massa de mensagens ofensivas a Haddad.

PSOL entrou com uma ação no TSE pedindo restrição do compartilhamento de mensagens, "limitando-se o máximo possível", bem como a redução do tamanho dos grupos na rede social. Em um primeiro momento, o partido falou em suspensão da da ferramenta, mas depois retirou o pedido.

No Uol

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