8 de out de 2018

A origem da onda de fake news: Steve Bannon

Steve Banno defensor da supremacia branca no USA atua na campanha de Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro, filho do presidenciável do PSL, com o editor Steve Bannon
Foto: Reprodução Twitter
Steve Bannon


Ampliação do Caos.

Hoje li que Steve Bannon, ex-editor do site de notícias da extrema direita americana Breitbart, um dos mentores intelectuais da campanha de Donald Trump, estrategista da campanha do Brexit, consultor dos partidos neo-fascistas de toda Europa, foi chamado para ser consultor das campanhas do candidato do PSL à Presidência. Um dos #ElesNão publicou um tweet no dia 3 de agosto sobre a decisão de usar Bannon como consultor da campanha. 

A contratação de Steve Bannon pela campanha do Trump foi aplaudida pela organizações nacionalistas e neo-fascistas americanas assim como bem vinda pelo KKK e outras organizações de supremacia branca americanas. O tweet de Carlos #ElesNão, sinalizou aos neo-fascistas brasileiros e internacionais sobre a parceria das ideologias de extrema direita brasileira e da supremacia branca no Brasil também. 

Logicamente, Bannon não fala português, o que há entre as partes é uma compatibilidade ideológica que penetra limites de linguagem. Além da ideologia política, eles compartilham um histórico de intimidação e agressão à mulheres, no caso, esposas. Bannon também foi réu em processo de agressão e abuso da ex-esposa. Que em 1996 foi citada como vítima de enforcamento pelo marido. Assim como a ex do candidato à presidência do PSL, ela também não compareceu em juízo. Outra compatibilidade é o fato do candidato não ter feito nada na vida política em 30 anos que fosse substantivo, ou que fosse além de aumentar seu próprio patrimônio e o da família. Como no caso da família Trump e da família de Sarah Palin (candidata Republicana à presidência de extrema direita).

Essa ideologia de extrema-direita é como uma religião em que seus seguidores praticam formas diversas dela, mas que se encontram em facções baseadas em níveis variados de extremismo e intensidade. A posição deles é por exemplo, que o feminismo faz das mulheres “horríveis e feias”, os anti-concepcionais fazem das mulheres “loucas” e se estão sendo assediadas online, é “mimimi”, é só desconectar. 

Parte da tática de Bannon é chamada de “Ampliação do Caos”. Involve a criação do caos com fake news e informação duvidosa. Como por exemplo a divulgação da foto da tortura. As declarações antagônicas do candidato e do vice. As declarações inflamatórias sobre não aceitar o resultado das eleições. Isso tudo é projeto de Caos. Do começo ao fim.
Podemos esperar que se houver um segundo turno que essa ampliação deverá intensificar.
O que precisamos fazer para combater o caos: 

Precisamos combater o caos ideologicamente e racionalmente.

- Rejeitar enfaticamente todo e qualquer preconceito

- Ressaltar a importância de boas pessoas numa sociedade do bem

- Lutar com calma, compaixão e lógica por ideais concisos:

- Ideais Progressistas

- Ideais de Inclusão Social

- Ideais de Aceitação Cultural e Diversidade

- Precisamos estar coesos e termos argumentos que resolvam questões éticas inevitavelmente.

A campanha do PSL tem indivíduos perigosos, mais perigosa é a ideologia de extrema direita neo-fascista. Lute contra essas ideias, arrebente-as com razão e sensatez. Engula a indignação devida e empreende a obra surpreendente de investigar e colher estatísticas e fatos. 

Difamar os difamadores não é tão eficiente quanto expor as fraudes que são ou que cometem. Traga sensatez para o caos!

Ligia Morris

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