10 de set de 2018

Rede do agressor de Bolsonaro tem ligação com Malafaia, Feliciano e “comunismo”

Malafaia na UTI com Bolsonaro
O homem que cometeu um atentado à vida de Jair Bolsonaro no último dia 6 de setembro, Adélio Bispo de Oliveira, é uma pessoa com religiosidade exacerbada, que nutre ódio pelo candidato do PSL e possui um posicionamento político confuso, que transita entre ideais de esquerda e de extrema direita.

É isso que mostram as investigações até agora e também uma análise aprofundada de seu perfil e contatos nas redes sociais.

Alguns políticos, como o candidato a governador de São Paulo João Doria (PSDB) apressaram-se a dar declarações, logo após o atentado, afirmando ser Adélio um simpatizante do Partido dos Trabalhadores.

Doria não disse de onde tirou essa ideia e nada corrobora a bravata do ex-prefeito.

No Facebook, Adélio curtia 905 páginas. Dessas, menos de 10% (65) eram de alguma forma ligadas a um posicionamento político à esquerda: 17 delas eram relacionadas a “Comunismo”, 14 faziam menção direta ao PSOL, 10 ao “socialismo”, cinco ao PSTU e somente duas ao PT.

Todos estes dados são públicos e estão à disposição de quem quiser pesquisá-los na página da rede social.

Já entre as centenas de outras páginas curtidas ou seguidas por Adélio que não faziam menção à esquerda, muitas são ligadas a estudos da Bíblia, críticas à Maçonaria, denominações cristãs e críticas diretas a Jair Bolsonaro, como “Bolsonete nem é gente” e “Bolsonaro O FALSO cristão”.

Rede de amigos

O gráfico abaixo, obtido pelo DCM, foi gerado a partir de 75 mil contas curtidas pela rede de 900 amigos de Adélio no Facebook.

No módulo laranja, aparecem páginas de “celebridades” evangélicas, como Silas Malafaia, Marco Feliciano, Aline Barros e Irmão Lázaro. Já no módulo azul e lilás, constam páginas ligadas a Jair Bolsonaro de cunho positivo, ou seja, são páginas que apoiam o candidato do PSL.

Como se nota, não consta entre os interesses e apoios dos amigos de Adélio nada que mostre que o agressor faça parte de uma rede de esquerdistas.


Veja, no gráfico abaixo, como repercutiu no Twitter o atentado a Bolsonaro:


Vinícius Segalla
No DCM

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