14 de set de 2018

Golpistas vão tentar melar a eleição

Banqueiro Guedes embala Bolsonaro e Alckmin é um walking dead!


O Conversa Afiada publica artigo sereno (sempre!) de seu exclusivo colUnista Joaquim Xavier:

Deu tudo errado para a quadrilha judiciário-parlamentar-militar-midiática. Dois anos depois do golpe para afastar de vez qualquer futuro progressista para o país, o grande capital e seus asseclas estão nus. Nem sequer conseguem um nome que tenha chance real de chegar ao segundo turno. O Brasil vive uma situação em que o momento decisivo do pleito pode virar uma disputa apenas entre candidatos adversários de Temer e seus bandoleiros.

Jair Bolsonaro, na falta de alguém com um mínimo de civilidade próximo ao ideário conservador, vinha se transformando em tábua de salvação da direita. Colunistas da mídia apodrecida, aqui e ali, começaram a ver no capitão algo não tão ruim assim. Passaram a vender a ideia de que Bolsonaro não é exatamente Bolsonaro.

Na verdade, ele seria apenas a embalagem histérica e reacionária do banqueiro Paulo Guedes, a muleta econômica do milico disposta a privatizar até o Palácio do Planalto. Este, sim, seria o cérebro (?) do brutamontes saudoso das torturas, mortes e atrocidades do regime militar. Claro que a história não colou. Principalmente quando o vice do militar é um general capaz de envergonhar até ditadores como Augusto Pinochet.

Para a desgraça desta turma estelionatária que pensara ter eliminado o PT e o desejo de o país recuperar sua soberania, reduzir as desigualdades e resgatar a dignidade do povo, Bolsonaro foi alvejado. Nada a favor do tresloucado que cometeu o ataque. Mas aconteceu.

Lembre-se apenas que, para citar uns poucos exemplos, os ataques a caravanas do PT, o assassinato da vereadora Marielle, do PSOL, do motorista Anderson - que completa hoje, 14/IX, seis meses - e sobretudo a prisão truculenta de Lula sempre foram tratados com desdém pela máfia que pilhou o Brasil. Atitude que conferiu salvo conduto a violências avessas à democracia e ao debate político. Deu no que deu.

O fato: hoje a direita percebe que, pelas poucas vias institucionais formais, ela já está derrotada. Bolsonaro está fora de combate, seja qual for seu estado real – boletins médicos parecem tão verídicos quanto os que asseguravam a excelente saúde de Tancredo Neves. Para o bem ou para o mal.

Geraldo Alckmin é um walking dead. João Doria em São Paulo corre o risco de perder para um corretor de galpões fantasiado de industrial. Henrique Meirelles, João Amoedo, Alvaro Dias e mesmo Marina Silva equivalem àqueles personagens contratados a esmo para fazer figuração em programas ou novelas de TV.

Mas o jogo está jogado? Nada mais enganador. Os interesses conservadores sustentados pelo capital internacional não vão assistir inertes à sua degola num país com a importância do Brasil. Em Honduras, por exemplo, suspenderam a apuração até conseguir fabricar resultados favoráveis a generais odiados pelo povo. Mesmo nos Estados Unidos, as “instituições democráticas”, com o Supremo e tudo!, transformaram a derrota de George W. Bush em vitória sobre o democrata Al Gore.

Aqui no Brasil, as “autoridades constituídas” permanecem com os cordéis nas mãos. A começar do Judiciário, cuja atuação tem sistematicamente favorecido os sequestradores do poder. O tribunalzinho inferior eleitoral já sinalizou que pretende tirar até a imagem de Lula da propaganda eleitoral. Nem o direito de votar querem conceder ao presidente mais popular da história do país. Tratam resoluções da ONU como memorandos de colóquios da Academia Brasileira de Letras. Vem mais coisa por aí.

Todo o cuidado é pouco. Se as forças progressistas não se derem conta disso, a eleição mais ganha da história pode virar derrota. Acima de ataques personalistas como os de Ciro Gomes contra Fernando Haddad, estão os interesses do povo, dos milhões e milhões de brasileiros lançados ao desespero, sem ter onde trabalhar, sem ter o que comer ou como alimentar suas famílias, alijados do presente e incapazes de enxergar futuro.

O alvo principal é derrotar os golpistas que querem retroceder o Brasil à condição de colônia escravista.

Joaquim Xavier

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