12 de set de 2018

Estadão segue na linha de militares e sugere que Haddad, eleito, não governa


O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, disse em entrevista ao Estadão que a legitimidade de um futuro governo eleito em 2018 pode ser questionada. Ele usou como exemplo o caso de Jair Bolsonaro, mas não deixou explícito qual seria o comportamento dos militares no caso da eleição de Fernando Haddad como representante do ex-presidente Lula:

Estadão: Qual o efeito do atentado para o momento eleitoral? 

Villas Bôas: O atentado confirma que estamos construindo dificuldade para que o novo governo tenha uma estabilidade, para a sua governabilidade, e podendo até mesmo ter sua legitimidade questionada. Por exemplo, com relação a Bolsonaro, ele não sendo eleito, ele pode dizer que prejudicaram a campanha dele. E, ele sendo eleito, provavelmente será dito que ele foi beneficiado pelo atentado, porque gerou comoção. Daí, altera o ritmo normal das coisas e isso é preocupante.

Outro general, o Mourão vice de Jair Bolsonaro, por sua vez, em entrevista à Globonews não descartou nem um autogolpe, nem uma intervenção militar, dadas determinadas circunstâncias. Ele frisou falar hipoteticamente e não fez referência ao PT, Haddad ou Lula.

Merval: O senhor, então, admite que as Forças Armadas podem intervir se julgarem que um poder está inerte, ou está em perigo?

Mourão: Eu vou colocar aqui para ti, Merval. Eu vejo. O Brasil tem quatro objetivos nacionais permanentes. Integridade do território, integridade do patrimônio, democracia e paz social. Quando você fala em integridade do território, integridade do patrimônio, é defesa da pátria. E quando você fala democracia e paz social, você está dentro das outras duas missões, que é a garantia dos poderes constitucionais e a garantia da lei e da ordem.

Quem mais explicitou a ameaça a Fernando Haddad foi o Estadão, conhecido por ser porta-voz da caserna de farda ou de pijama.

Em editorial, falou em “terrível desastre”, “irresponsabilidade”, “tapeação” e “desestabilização”, um linguajar que soará como música nos quartéis e nas vivandeiras dos quartéis.

Trechos:

Nunca se chegou a tal ponto de degradação na história política nacional, mas é possível ter um vislumbre do terrível desastre que representaria para o País um desfecho como esse se recordarmos como foi o desempenho dos famigerados “postes” de Lula – o próprio Haddad, na Prefeitura de São Paulo, e Dilma Rousseff, na Presidência da República.

Dilma, nunca é demais recordar, protagonizou um dos piores governos da História nacional depois de ter sido vendida por Lula aos eleitores como uma competentíssima gerente. O Brasil ainda levará muitos anos para pagar toda a conta dessa irresponsabilidade, felizmente punida com o impeachment antes que a “obra” de Dilma fosse concluída.

Já a administração de Haddad, como sabem quase todos os paulistanos, foi marcada pela ineficiência, tão grande quanto sua arrogância. Governou para uma ínfima parte dos paulistanos, que se deixaram encantar pela alegada “modernidade” do prefeito, e desprezou as prementes necessidades dos moradores da periferia, que dependem de serviços da Prefeitura. O prometido “homem novo para um tempo novo”, como alardeou o PT ao apresentar Haddad como candidato à Prefeitura em 2012, revelou-se uma tapeação – e o resultado foi uma constrangedora derrota já no primeiro turno, na sua tentativa de reeleição, em 2016, quando conseguiu perder em todas as regiões da cidade.

Desta vez, contudo, nem é o caso de avaliar se Haddad é ou não competente para exercer a Presidência, pois sua campanha terá o único propósito de manter acesa a ofensiva lulopetista contra as instituições democráticas – e não surpreende que, na seita de Lula, haja quem discuta à luz do dia a hipótese de Haddad, se eleito, encontrar uma forma de tirar o demiurgo da cadeia. Sob qualquer aspecto que se avalie, uma campanha construída sobre tais bases é evidentemente uma afronta ao processo eleitoral e um prenúncio de desestabilização – ou seja, tudo o que o País não precisa.

PS do Viomundo: As ameaças dos militares e do Estadão podem ser o mote para que o MPF, a Lava Jato e o Judiciário turbinem ainda mais ações eleitorais contra o PT na reta de chegada do pleito.



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