17 de set de 2018

Cuba abre caminho para casamento entre pessoas do mesmo sexo

O acesso ao casamento por parte de casais do mesmo sexo é um dos temas em cima da mesa para a nova Constituição cubana. Na sua primeira grande entrevista, o novo Presidente de Cuba afirma defender a medida.

Miguel Diaz-Canel, Presidente de Cuba, defendeu publicamente a inclusão do casamento entre pessoas do mesmo sexo na nova Constituição do país.

Numa entrevista transmitida este domingo ao Telesur, o mais recente Presidente do país fala no objetivo de pôr fim a “qualquer tipo de discriminação”.

"Estou de acordo [com o casamento entre pessoas do mesmo sexo] (...) e defendo que não haja qualquer tipo de discriminação no país", disse Diaz-Canel, numa entrevista à Telesur. Esta é a primeira entrevista desde que assumiu o cargo, no passado mês de abril.

O passado mês de agosto viu o início da consulta popular sobre o anteprojeto da nova Constituição cubana, estando esta a decorrer até 15 de novembro. O texto final, que introduzirá mudanças sociais e económicas no país, terá de ser submetido a referendo em fevereiro de 2018.

A legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo e sua inclusão da Constituição do país é um dos vários assuntos em cima da mesa. Em causa está a inclusão da expressão “união consensual entre duas pessoas, independentemente do género”, na definição de casamento.

Porém, esta possibilidade está a sofrer forte contestação por parte de representantes da Igreja Católica e outras confissões religiosas. Cinco igrejas evangélicas publicaram no passado mês de junho uma carta aberta onde declaravam que “o casamento é exclusivamente a união entre um homem e uma mulher” e que “a ideologia do género não têm relação com a nossa cultura, as nossas lutas ou com os líderes históricos da Revolução”.

Do lado que se tem mobilizado pela mudança estão inúmeros ativistas LGBT, entre eles Mariela Castro, deputada, diretora do Centro Nacional para a Educação Sexual e filha de Raul Castro, ex presidente cubano.

Já em 2010, Fidel Castro tinha reconhecido as "injustiças cometidas contra os homossexuais", que forçaram o exílio de muitos intelectuais e artistas nos anos 1960, 1970 e 1980.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários com links NÃO serão aceitos.

Os comentários são de total responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente a opinião do blog

Comentários anônimos NÃO serão publicados, como também não serão tolerados spams, insultos, discriminação, difamação ou ataques pessoais a quem quer que seja.

É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O blog poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.