5 de set de 2018

Com Alckmin rifado, só resta Bolsonaro para a direita enfrentar o PT

https://www.balaiodokotscho.com.br/2018/09/05/com-alckmin-rifado-so-resta-bolsonaro-para-a-direita-enfrentar-o-pt/

Dá até pena de ver tanto dinheiro gasto e tanta bala perdida para acabar com Lula e o PT.

Nem com todas as instâncias do Judiciário, “com Supremo com tudo”, com quase toda a mídia, com todas as sacanagens do “mercado”, dos robôs das redes sociais e agora também dos institutos de pesquisa, não tem jeito.

Com Geraldo Alckmin entalado em um dígito, e Lula e Fernando Haddad subindo a cada pesquisa, só restou Jair Bolsonaro para a direita golpista enfrentar o PT no segundo turno, que é neste momento o cenário mais provável.

Tentaram até inventar as candidaturas de Luciano Huck e Joaquim Barbosa, chegaram a inflar João Doria, botaram na roda o patético Henrique Meirelles, mas era Geraldo Alckmin o nome governista mais confiável, após a aquisição da base aliada de Michel Temer alcunhada de Centrão.

De nada adiantou o vexame escandaloso de adiar a divulgação das novas pesquisas do Ibope e do Datafolha: na mesma terça-feira, que enlouqueceu o “mercado” com o vazamento dos primeiros números, o braço judiciário do esquema resolveu fechar o cerco a Geraldo Alckmin, acusado de receber R$ 10 milhões de caixa dois da Odebrecht para campanhas eleitorais.

O Ministério Público de São Paulo pede que Alckmin devolva os valores e a suspensão dos seus direitos políticos, o que o tiraria da campanha já agonizante a esta altura.

Por via das dúvidas, os tubarões de todos os setores da economia chamaram para conversar Jair Bolsonaro, também conhecido por Boçalnaro nas redes sociais, o candidato da extrema direita que promete “metralhar a petralhada”.

Líder nas pesquisas sem Lula desde o começo do ano, o ex-capitão afastado do Exército tornou-se o mais competitivo entre os que fizeram do anti-petismo uma bandeira eleitoral e uma razão de viver.

Foi o que sobrou depois do furacão da Lava Jato, que detonou o sistema político-partidário e a economia, para tirar Lula da eleição presidencial de 2018, que poderia vencer já no primeiro turno.

Mas não adiantou nada condenar e prender Lula, já que o ex-presidente não parava de subir nas pesquisas, pois o tucano Geraldo Alckmin até agora não conseguiu sair do lugar e também virou alvo da Lava Jato.

As baterias então se voltaram contra Fernando Haddad, o substituto de Lula na cabeça de chapa do PT, com o MP desencavando uma velha delação, mas o ex-prefeito também começou a subir nas pesquisas, mesmo antes de ser formalizado como candidato.

Devem ter ficado ainda mais preocupados depois de ver a firmeza de Haddad na defesa de Lula e do partido na propaganda eleitoral e, logo em seguida, numa entrevista ao Jornal da Record News, de Heródoto Barbeiro, em que ele contestou com toda veemência as acusações e críticas que se fazem a ele e ao PT.

Também foi a primeira vez nesta campanha eleitoral que deixaram o herdeiro do baú de votos de Lula aparecer na televisão aberta, e já podem fazer as contas do que vai acontecer quando Haddad for oficializado como candidato do PT nos próximos dias.

Sai a chapa Lula-Haddad, entra a chapa Haddad-Manu, e o cenário não muda.

No desespero, serve qualquer um, e daqui a pouco vão apresentar Jair Bolsonaro como um grande estadista, o salvador da pátria dos endinheirados, com seu Posto Ipiranga a reboque.

É o que temos para o momento, no meio do dia desta quarta-feira.

Vida que segue.

Ricardo Kotscho

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