29 de set de 2018

A máquina de ‘fake news’ nos grupos a favor de Bolsonaro no WhatsApp


Reportagem do EL PAÍS acompanhou mobilização on-line por três semanas e detectou ativação para responder mídia, mentiras e teoria de conspiração

Difusão de mentiras camufladas como notícias, vídeos que tentam desmentir publicações negativas da imprensa, desconfiança das pesquisas e falsos apoios de celebridades à candidatura Jair Bolsonaro. Assim funcionam no aplicativo de mensagens WhatsAapp uma amostra de grupos públicos de eleitores do presidenciável do PSL. Nas últimas três semanas, a reportagem do EL PAÍS se inscreveu em três desses grupos – juntos, eles publicam mais de 1.000 mensagens ao dia. Em dois deles a presença de fake news é mais evidente e forte do que em outro, mas em todos o discurso é o de que é preciso usar a plataforma, de uso massivo em todas as faixas de renda no país e de difícil monitoramento, para combater a "grande mídia tendenciosa" e ajudar na disseminação das mensagens.

Em uma disputa francamente digital e que desafia o poder da propaganda na TV, a capilaridade da campanha de Bolsonaro no WhatsApp é umas das potências da candidatura. Há pelo menos cem grupos públicos específicos do aplicativo que apoiam o capitão reformado do Exército: 37 deles são monitorados pelo projeto Eleições Sem Fake, vinculado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "Bolsonaro monopoliza os debates na maior parte dos grupos públicos. Monitoramos 272 grupos que debatem política, 37 deles só de Bolsonaro. Somos um sistema enviesado porque há mais grupos de apoiadores dele do que de outros candidatos", diz Fabrício Benevenuto, professor do departamento de Ciência da Computação da UFMG e criador do projeto pioneiro (leia mais).

No acompanhamento da reportagem ou no monitoramento dos pesquisadores da universidade, aparecem resultados semelhantes que incluem a difusão de informações falsas. Para entrar nos ambientes, basta receber um convite de algum dos participantes ou buscar o caminho pela Internet. Foi o que o EL PAÍS fez para entrar em dois grupos nos quais todos os participantes podem trocar informações. No “Brasil é Bolsonaro 17” e “Mulheres de Bem” se pode identificar uma circulação intensa de boataria criada por apoiadores voluntários –não se constatou, a princípio, a presença de militantes pagos.

Em outro grupo, chamado “Vídeos do Bolsonaro”, onde são distribuídas imagens para viralizar, são só dois administradores e ambos vivem no exterior (Estados Unidos e Portugal) – raramente aí há informações falsas. A maioria das mensagens de “Vídeos do Bolsonaro” trata de promover a candidatura do militar reformado do Exército ou exibir discursos de quem está ao seu lado, como os feitos pelo seu vice, o general Hamilton Mourão. "Além da guerra entre os partidos esta eleição será marcada pela guerra virtual. Uma guerra entre a grande mídia tendenciosa e a mídia nas redes sociais onde tem de tudo, mas com certeza é mais democrática e está se mostrando mais poderosa", diz Carlos Nacli, que mora em Portugal e afirma ter criado 50 grupos para fazer campanha.

As estratégias


De maneira geral, todos os grupos acompanhados servem para produzir respostas às notícias publicadas pela imprensa. Por exemplo, depois que, com base em documentos do Ministério das Relações Exteriores, a Folha de S. Paulonoticiou que uma das ex-mulheres de Bolsonaro relatou ter sido ameaçada por ele em 2011, todos os grupos divulgaram um vídeo em que a Ana Cristina Valle “desmente” a informação. Ela é candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro e, com autorização de seu ex-marido, passou a usar o mesmo sobrenome dele.

Imagem divulgada para combater reportagem da revista Veja. REPRODUÇÃO/WHATSAPPEm resposta à reportagem da revista Veja mostrando que, no processo de separação litigiosa, Ana Cristina teria acusado Bolsonaro de furtar o cofre de um banco, ter "comportamento explosivo" e "desmedida agressividade", os apoiadores dele disseram, mais uma vez, que tudo era boato. Logo na madrugada desta sexta-feira passaram a disseminar informações de que o candidato jamais foi investigado por esse crime e que o gerente do banco seria o responsável pelo furto do cofre. Diz trecho da mensagem: "O processo que a Veja está alardeando estava arquivado e Bolsonaro era o autor, não o réu. Foi desarquivado a pedido da Editora Abril S/A, numa clara tentativa de golpe contra a candidatura de Bolsonaro".

Em outra frente, os grupos distribuem fake news. Um dos boatos é o de que as urnas eletrônicas no Brasil já foram fraudadas – apesar de que nenhuma irregularidade tenha sido comprovada em 22 anos de uso do sistema, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral. Há ainda a falsa informação de que Manuela D’ávila (PCdoB), candidata a vice-presidente na chapa do petista Fernando Haddad (PT), teria recebido diversas ligações de Adélio Bispo de Oliveira, o criminoso que esfaqueou Bolsonaro, no mesmo dia do atentado, em 6 de setembro. Há ainda questionamentos em que se tenta imputar a culpa do ataque à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) ou em adversários do político. Num deles, há uma montagem de fotos de 12 políticos seguidos da pergunta: “Quem mandou matar Bolsonaro?”. Até o momento, as investigações da Polícia Federal apontam que o agressor agiu sozinho, era um lobo solitário.

Outro boato que circulou nos grupos foi o de que uma entrevista com Adélio Bispo de Oliveira seria publicada em breve e nela o agressor diria que o atentado foi planejado pelo próprio Bolsonaro e sua equipe: ou seja, uma fake news para alertar sobre uma possível fake news futura. Algumas das mensagens diziam que a publicação ocorreria nesta quarta-feira (dia 26). Outras, no dia 5 de outubro, a dois dias do primeiro turno das eleições. Eis uma delas: “Adelio foi autorizado a dar entrevista dia 5 sexta-feira depois que acabar o horário eleitoral. Fontes confiáveis e dignas viram os textos. Ele vai dizer q foi o próprio partido de Bolsonaro que armou tudo. Vai contar todos os detalhes. Não acreditem, meus irmãos, será a última cartada nojenta, nazista dessa gentalha vermes vermelhos”.

Essas antecipações de “notícias” também criam diversas teorias da conspiração. A jornalista Joice Hasselmann, que é candidata a deputada federal pelo PSL de São Paulo, divulgou um vídeo no qual diz que uma fonte confiável lhe disse que um órgão de imprensa teria recebido 600 milhões de reais para, nesta reta final de campanha, detonar a candidatura de Bolsonaro. Mesmo que ela não tenha apresentado nenhuma prova, a notícia se propaga como fogo em mato seco.

Além da mobilização dos voluntários, a própria campanha de Bolsonaro distribuiu ela mesma informações falsas, como a de que códigos das urnas eletrônicas foram passados à Venezuela ou mentiras a respeito da mobilização de mulheres. O candidato, porém, também tem sido alvo de manipulações. Há um áudio falso em que ele xingaria enfermeiras no hospital, por exemplo. Até mesmo uma reportagem do EL PAÍS sobre um caso de pedofilia no Rio teve o título falseado no Facebook para ligar o acusado a Bolsonaro.

Pesquisas e falsos apoios


Outro foco de constante desconfiança nos grupos pró-Bolsonaro é sobre pesquisas eleitorais. Os militantes creem que Bolsonaro será eleito no primeiro turno. Quando leem algo de que ele estancou nas pesquisas Ibope ou Datafolha abaixo dos 30% e que Fernando Haddad vem se aproximando dele, rapidamente dizem que os dados foram fraudados. Criticam a rede Globo, que costuma contratar alguns desses institutos, ou os jornais que a divulgaram, principalmente Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. Alguns desses membros passaram a pedir que as pessoas colaborassem com uma vaquinha virtual (um crowdfunding) para bancar uma pesquisa sobre intenções de votos para presidente, sobre o regime de Governo e sobre o voto distrital. A iniciativa foi proposta pelo Movimento Parlamentarista Brasileiro, uma entidade suprapartidária sediada no Rio Grande do Sul que quer mensurar o apoio ao regime parlamentar. “Não temos vinculações com os partidos ou candidatos, mas queremos aproveitar esse momento para sabermos o apoio que nossas ideias têm na sociedade”, explicou o advogado Vinicius Boeira, presidente dessa organização.

Nesses grupos ainda há falsas declarações de apoios à candidatura do militar de extrema direita. Por exemplo, difundiram imagens de que o apresentador e empresário Silvio Santos, o treinador e ex-goleiro Rogério Ceni e a cantora Sandy estariam fazendo campanha para Bolsonaro. Algo que foi desmentido por todos eles. A mensagem falsa de Silvio dizia o seguinte: “Desde quando fundei meu próprio canal [o SBT], sempre tive como princípio a união da família brasileira. Hoje, vejo somente uma pessoa disposta a praticar o mesmo princípio na política: o sr. Jair Bolsonaro. Por isso, ele tem não só o meu apoio, mas o meu voto e os votos de todos de minha família!”. Em nota, o apresentador afirmou que não declarou apoio a ninguém e que não revela em quem votará.

Houve também uma tentativa de complementar, com mentiras, informações publicadas na imprensa. Na semana passada, o jornalista Ricardo Noblat, da revista Veja, publicou em seu blog que um dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal pretendia se aposentar caso Bolsonaro fosse eleito. O nome desse ministro não foi revelado. A informação era de que esse ministro queria que o atual presidente, Michel Temer (MDB), indicasse seu sucessor. Não daria essa oportunidade a Bolsonaro, já que o magistrado seria obrigado a se aposentar nos próximos quatro anos, pois está próximo de completar 75 anos, data limite para o afastamento compulsório. Nesse período, apenas dois ministros chegarão a essa idade, Celso de Mello, que completa 75 anos em novembro de 2020, e Marco Aurélio Mello, em julho de 2021. Ainda assim, a rede de fake news pró-Bolsonaro atribuiu a informação a Gilmar Mendes, o polêmico ministro, de 63 anos de idade, que desperta a ira de diversas correntes políticas porque costuma conceder habeas corpus a dezenas de condenados. “Se o Gilmar Mendes se aposentar, ele será o maior cabo eleitoral do Bolsonaro”, advertiu um dos membros dos grupos pró-Bolsonaro.

Uma outra estratégia é de tentar mobilizar os bolsonarianos, como alguns deles se chamam, para criticar os opositores do candidato. Nesses grupos é comum se deparar com mensagens de pessoas pedindo para entrarem nos perfis de artistas que se declararam a favor da campanha #EleNão, contra Bolsonaro, e “descurtirem” as publicações. Dizia uma das mensagens, seguida dos links das páginas dos artistas: “Vamos dar dislike: negativar - Meta pra hoje MILHÕES DE DESLIKES vamos mostrar para ele que nossa bandeira não é vermelha”. A campanh, liderada por mulheres opositoras de Bolsonaro, promete uma mobilização nas ruas no próximo dia 29.

Como esses grupos são públicos é comum eles serem invadidos por militantes de partidos adversários de Bolsonaro. Na madrugada do último sábado, por exemplo, ao menos três simpatizantes do PT entraram no grupo “Mulheres de Bem” e passaram a xingar as participantes. Enviaram imagens pornográficas, além de dezenas de fotos dos candidatos petistas. Foram mais de 500 mensagens em menos de quatro horas. Na manhã seguinte, acabaram sendo expulsos do grupo. Como os membros ficaram em alerta, qualquer um que postasse uma informação que não fosse de apoio a Bolsonaro virava potencial alvo. Por exemplo, uma apoiadora perguntou se era verdadeira uma reportagem crítica sobre o economista Paulo Guedes, o possível ministro da Fazenda do militar. Em dois minutos outros participantes decretaram: “Ela tem de ser expulsa daqui!”. Ao que a mulher disse: “Calma, gente. Eu sou Bolsonaro. Só quero saber se é verdade para saber como responder”. A desconfiança que o candidato tem com relação a quase tudo parece contagiar seus seguidores.

No GGN



Campanha de Bolsonaro fabricou um boato e o usou como antídoto contra a reportagem da Veja

Durante a semana, o exército virtual de Bolsonaro espalhou nas redes sociais uma falsa capa da Veja que revelava um esquema de fraude nas urnas eletrônicas para favorecer o PT. Era mais uma mentira entre tantas que a família Bolsonaro e sua militância têm espalhado sem o menor pudor. O boato voou e foi compartilhado até pelo cantor, compositor e bolsonarista Lobão, o que também não chega a ser uma novidade. Ironicamente, a Veja se preparava para publicar uma reportagem devastadora para a candidatura Bolsonaro. Mas, para seus militantes, a reportagem fake anunciada em uma montagem de Photoshop teria mais credibilidade do que a verdadeira.

A falsa capa da Veja produzida pelo exército virtual de Bolsonaro.
A falsa capa da Veja produzida pelo exército virtual de Bolsonaro.
Foto: Reprodução

A revista teve acesso a um processo que Ana Cristina deu entrada em 2008 contra Bolsonaro. Os dois disputavam a guarda do filho, e Ana Cristina reivindicava uma partilha justa dos bens. Uma relação de bens e a declaração do imposto de renda de Bolsonaro foram anexados por Ana Cristina no processo e revelam informações importantes e desconhecidas sobre o patrimônio do candidato. O patrimônio do casal à época era de R$ 4 milhões (R$ 7,8 mi em valores atualizados), mas dois anos antes Bolsonaro revelou à Justiça Eleitoral ter pouco mais de R$ 430 mil.

Parece que Bolsonaro tem muito a esconder. Descobriu-se também que ele ocultava da Justiça um cofre que mantinha numa agência do Banco do Brasil. A ex-mulher também possuía um cofre nessa mesma agência que, segundo ela, teria sido roubado por Bolsonaro. Nele, havia valores incompatíveis com a renda do casal. Segundo o boletim de ocorrência aberto por Ana Cristina para registrar o furto, havia no cofre joias avaliadas em R$ 600 mil, mais US$ 30 mil em espécie e R$ 200 mil em dinheiro vivo.

No processo que discutia a guarda do filho, Bolsonaro afirmou ser vítima de chantagem. Segundo ele, Ana Cristina, que viajou com o filho para Noruega, afirmou que a criança só retornaria ao Brasil se ele devolvesse a grana e as joias do cofre. Ou seja, o próprio Bolsonaro confirma a existência desses valores.

Pouco tempo depois, os dois se acertaram, e Ana Cristina não quis mais saber do roubo do cofre. Do nada, sem nenhum motivo aparente, ela resolveu desistir de reaver quase R$ 1 milhão! Procurada pela revista, Ana disse que os dois fizeram um acordo para abrir mão de “qualquer apuração, porque não seria bom”. A polícia também desistiu de encontrar o responsável pelo roubo do cofre. Hoje, Ana Cristina Bolsonaro é candidata a deputada federal e aparece na campanha ostentando o sobrenome que ela nunca usou.

Apesar de ter muita coisa para explicar, a rede de soldados virtuais de Bolsonaro se apressou em chamar a reportagem de fake news, mesmo ela estando calcada em informações de um processo que correu na Justiça. Diversas teorias conspiratórias se criaram em torno da reportagem para desqualificá-la. O modus operandi da turma já é conhecido: joga-se areia nos olhos da opinião pública para que ela não se atente aos fatos.

Antes da publicação, a campanha de Bolsonaro já sabia que a Editora Abril havia entrado com um pedido de desarquivamento do caso e, farejando a bomba que estaria por vir, lançou um antídoto logo no início da semana. A “jornalista” e candidata a deputada federal do PSL Joice Hasselman gravou um vídeo em seu canal no YouTube dizendo que havia recebido uma informação bombástica de uma fonte: uma grande revista semanal teria recebido R$ 600 milhões — sim, mais de meio bilhão! — para destruir a reputação de Bolsonaro na reta final do primeiro turno.

Antes de comentar a evidente picaretagem, é preciso explicar as aspas que coloquei na palavra “jornalista”. Apesar de ter formação em jornalismo, Joice é conhecida por plagiar colegas e espalhar notícias mentirosas nas redes sociais. Depois de ganhar visibilidade na TVeja, Joice virou uma influenciadora digital badalada pelo mais obscuro reacionarismo brasileiro. Hoje, ela conta com mais de 800 mil seguidores no Youtube.

Há dois anos, a “jornalista” também gravou um vídeo revelando uma bomba. Ela teria recebido a informação de que Lula estaria tramando o “golpe da doença”, junto com um “grande hospital de São Paulo”, para escapar da cadeia. A criatividade que falta para escrever seus próprios textos jornalísticos sobra na hora de fabricar teorias da conspiração. Joice se tornou a versão brasileira de Alex Jones, o apresentador de rádio americano conhecido por disseminar maluquices.

É claro que a plagiadora está mentindo mais uma vez. E mente mal. O valor escolhido por Joice soa como piada pronta. Para se ter uma ideia da loucura, a revista Time, que é infinitamente maior que Veja, acabou de ser vendida por R$ 795,6 milhões. Mas ela quer nos fazer crer que forças ocultas despejaram mais de meio bilhão para encomendar uma reportagem que qualquer veículo sonharia fazer.

Sem apresentar um mísero indício, Joice requintou ainda mais o ridículo afirmando que parte dos R$ 600 milhões teriam sido pagos parte em dinheiro vivo, parte em criptomoedas. Como já era de se esperar, a fantasia de Joice virou hit nas redes assim que a reportagem da Veja foi ao ar. Em pouco tempo, o assunto #Veja600Milhões virou um dos mais comentados no Twitter.

Os filhos de Bolsonaro, claro, impulsionaram a mentira de Joice e passaram a tuitar a hashtag #Veja600milhoes. Na semana passada, Carlos Bolsonaro já havia disseminado o boato de que o Brasil teria entregado para a Venezuela os códigos de segurança das urnas eletrônicas. A notícia falsa foi desmentida até pelo General Mourão, mas mesmo assim Carlos mantém a mentira publicada até hoje. Assim como a falsa capa da Veja sobre fraude nas urnas, esse boato integra a estratégia golpista de deslegitimar o resultado das eleições caso Bolsonaro perca. Também servirá como antídoto. É com esse tipo de gente que estamos tratando.

Goste-se da Veja ou não, não há como negar que ela fez o que Joice não costuma fazer: jornalismo. A revista entrou com um pedido de desarquivamento do processo, que foi concedido no último dia 4. O processo conta com 500 páginas e foram necessários mais de 20 dias de apuração. O gerente do Banco do Brasil foi entrevistado, documentos foram apresentados e Ana Cristina foi procurada para se explicar. O argumento de que Veja apenas revelou detalhes de uma briga de casal é completamente falso. A reportagem é bastante sólida e traz a importante revelação de que o candidato preferido dos brasileiros oculta muitos bens da Justiça. Bens de alto valor, totalmente incompatíveis com a sua renda. De onde veio tanto dinheiro?

O candidato, que adora se apresentar como o pobrezinho lutando contra os poderosos do establishment, tem a obrigação de explicar. Mas é melhor já ir se acostumando com o silêncio porque essa pergunta não será respondida. Os disseminadores de fake news estarão muito ocupados em denunciar fake news.

João Filho
No The Intercept

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