22 de set de 2018

A carta de FHC: “é verdade este bilete”


A Folha hoje publica a informação que “um dia antes de divulgar a carta em que pediu união do centro contra o radicalismo” Fernando Henrique Cardoso teve um encontro reservado com Geraldo Alckmin,  em que “discutiram estratégias que deveriam ser implementadas na campanha tucana, estagnada nas pesquisas abaixo dos 10% das intenções de voto”.

Alckmin aceitou, claro, porque está num estado de indigência eleitoral em que qualquer coisa lhe vale, mesmo que seja uma sem-vergonhice do ex-guru tucano.

Era, como se disse aqui desde o início, uma velhacaria, não um apelo cívico, algo que um homem de 87 anos e duas vezes Presidente da República tinha o direito e até o dever de fazer, diante das ameaças de que a Nação se mergulhe no fascismo.

Não há uma vírgula a retirar e certamente muitas a acrescentar no juízo que faço deste senhor, a quem a história não desceu ainda tão fundo o lugar que nela merece.

Tudo nele é “jogada de marketing”, desde a tentativa de parir Luciano Huck até a “pá de cal” em Geraldo Alckmin, que, fingindo ser criança, aceita o “é verdade este bilete”  da carta que fez publicar.

Fernando Henrique encarna a maldição de Ulysses Guimarães, sobre os que são velhos, mas não velhacos.

Fernando Brito
No Tijolaço

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