29 de ago de 2018

Novo que é velhíssimo - Novamente oligarquias velhas ocultas!


Genealogia política dentro do Estado do candidato neoliberal João Dionisio Filgueira Barreto Amoedo, filho de Armando Rocha Amoedo, médico radiologista pediátrico e funcionário público federal, do Pará, radicado no Rio de Janeiro e de Maria Elisa Souto Filgueira Barreto Amoedo, família citada nas conexões plutocráticas do Panama Papers e das principais oligarquias políticas familiares do Rio Grande do Norte.

O casamento de Armando Amoedo e de Maria Elisa foi no Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro, em 1961, tendo o ex-Presidente e senador Juscelino Kubitschek de Oliveira e sua esposa, como padrinhos da noiva. João Amoedo é neto materno de Ciro Barreto de Paiva, advogado, grande empresário nos ramos da hotelaria, construção civil e investimentos no RN e no RJ e de Maria Luiza Souto Filgueira Barreto.

Ciro Barreto também foi funcionário público e começou a sua escalada quando foi presidente da Caixa de Aposentadoria e Pensões dos Servidores Públicos no Rio Grande do Norte.

Ciro Barreto de Paiva era filho do Desembargador Horácio Barreto de Paiva Cavalcanti, presidente do Tribunal de Justiça do RN e de Ubaldina Diógenes Barreto, neto do Cel. João Bernardino de Paiva Cavalcanti, deputado estadual e de Inácia de Albuquerque Barreto de Paiva, das mais antigas oligarquias familiares do Nordeste.

O candidato presidencial João Dionisio Filgueira Barreto Amoedo é bisneto (o pai da avó materna) do também Desembargador João Dionísio Filgueira, de quem herda o nome, ex-presidente do tribunal de Justiça do RN, ex-deputado estadual, vice-governador do RN, assumiu o governo várias vezes e de Eliza Souto, ambos também das antigas oligarquias políticas da região.

O irmãos da mãe, tios maternos, todos importantes na política regional: Luiz Sérgio Souto Filgueira Barreto foi presidente da CIDA (Companhia integrada de Desenvolvimento Agropecuário) e casou com Aldanira Ramalho Pereira, filha do Governador do RN, Radir Pereira.

Alvaro Alberto Souto Filgueira Barreto foi presidente da Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança, suplente do senador Agripino Maia. Depois na Companhia Hipotecária Brasileira.

Elias Antonio Souto Filgueira Barreto casou com Luciana Pessoa Queiroz, da família do ex-presidente da República Velha, Epitácio Pessoa.

Uma das lojas mais luxuosas e caras em Natal é de Tereza e de Maria Isabel Tinoco Souto Filgueira Barreto, a Bebel, da loja Tereza Tinoco, esposa de Mario Roberto Souto Filgueira Barreto.

Como podemos analisar por esta breve análise genealógico-política, trata-se de mais uma das típicas famílias brasileiras do poder regional incrustadas historicamente no Estado ao longo dos séculos, desde antepassados na grande propriedade rural escravista do Antigo Regime, fazendo política o tempo todo dentro do extrativismo estatal, sempre usando o Estado e os cargos públicos ao máximo para enriquecerem e concentrarem renda, cada vez mais ricos, como João Amoedo declarou patrimônio de 425 milhões de reais, cerca de 220 milhões em aplicações ou fundos de renda fixa, muitas vezes aplicando em fundos públicos ligados ao mesmo Estado que querem diminuir para os outros - tudo para pregarem o (Estado) mínimo para os trabalhadores pobres e as maiorias historicamente excluídas da cidadania, os sem educação, saúde, segurança, justamente pela ação dessas oligarquias políticas familiares do atraso político e do neoliberalismo promotor de desigualdades sociais.

Prof Ricardo UFPR



O crescimento de Amoêdo é tão verdadeiro como uma nota de 3 reais

As redes sociais acordaram exaltadas. Pesquisa feita pelo banco de investimentos BTG Pactual divulgada ontem cravou 4% das intenções de voto  para João Amoêdo, do Novo.

Como um candidato completamente desconhecido e que beirava o 1% pela pesquisa Ibope, repentinamente quadruplicou esse índice em poucos dias?

É uma bolha, claro, e como toda bolha há alguém/alguma coisa inflando-a.

Na parte ‘visível’ do bico soprador, a explicação é a seguinte: o candidato triplicou o tamanho da equipe que cuida de suas redes sociais e tem investido cerca de R$ 4 mil por dia em postagens patrocinadas, o que já está liberado para ser feito desde o último dia 15. O resultado é que a página de Amoêdo no Facebook teve um crescimento de 26% só na última semana.

R$ 4 mil por dia é o valor divulgado pela própria assessoria de Amoêdo. Pode ser, portanto, mais. Afinal, dinheiro não é nem será problema para o candidato mais rico na disputa ao Planalto. Amoêdo tem um patrimônio de R$ 425 milhões (declarado). Disse estar disposto a torrar R$ 1,4 milhão do próprio bolso, mas já conta com outros R$ 308 mil recebidos via vaquinha virtual e também com amigos cujos saldos bancários trazem a felicidade.

O crescimento foi sentido pelos institutos de medição de tráfego não apenas na rede de Zukerberg. A AJA Solutions detectou uma arrancada surpreendente de Amoêdo que colocou-o em 3º lugar no ranking de relevância e visibilidade (R&V) no ecossistema das eleições no Twitter na semana de 17 a 24 de agosto (a pesquisa da AJA analisou 1.106.483 interações entre 519.770 de usuários). Ficou com uma fatia de 13,58%.

Essa é a parte visível, apresentável do bico soprador. Mas o que mais poderia estar inchando a tal ‘Onda Laranja’ tão cantada pelo candidato ultra liberal?

Rafael Goldzweig é um analista de trends eleitorais que também ficou surpreso com a arrancada e resolveu dar uma conferida. Rafael importou os dados e organizou as contas por datas de criação no Twitter desde o dia 15, data na qual os candidatos já podiam fazer campanha pela internet. 

Analisou os dados dos últimos 40 mil novos seguidores de Amoêdo e verificou que os grandes picos de contas criadas foram a partir daquela data. Rafael desconfiava da existência de bots (robôs) e utilizou a ferramenta ‘botornot’ para testar as contas. O que encontrou foi que no dia 15, das 75 contas testadas, 66 eram bots. No dia 27, foram 67 contas falsas de um total de 69. Só duas contas eram verdadeiras.

Há menos de 2 meses, o InternetLAB já havia realizado um levantamento utilizando uma outra ferramenta (Botometer) que revelava um índice percentual indicando a probabilidade das contas que seguiam os então pré-candidatos serem bots. João Amoêdo já apresentava o risco de 21% de seus seguidores tratarem-se de contas totalmente automatizadas. Depois disso ainda vieram os picos analisados por Rafael Goldzweig.

Esses levantamentos já chegaram aos ouvidos de Amoêdo que tem se pronunciado da forma prevista. Em vídeo, classifica-os como fake news e disse que “o crescimento da Onda Laranja já anda trazendo ataques vindos da turma que não quer perder seus privilégios.” Assim falou Amoêdo, o não privilegiado.

É evidente que nem tudo são bots. Amoêdo tem herdado aquela parcela da população despolitizada, órfã e traída por Doria. Desavisados ingênuos que caem no discurso “não vou morar no palácio (como se Amoêdo já não morasse em um); é rico não precisará roubar; não é político” e que considera o eleitor de Bolsonaro, este sim, burro.

Amoêdo e seu Novo representam o que há de mais arcaico em termos de opressão e exploração do povo. O Novo é um punhado de bancos travestidos de partido. Um segmento que nos últimos anos ‘retomou’ 47 mil imóveis das mãos de clientes cuja inadimplência tem relação direta com essas empresas financeiras que cobram 400% de juros. 

Mas Amoêdo deve considera-los uns privilegiados, vagabundos e coloca todo mundo no olho da rua. Novo isso daí.


Gráfico do @Schmuziger de seguidores de Amoêdo mostrando o bots na “onda laranja” da redes.
Foto: Reprodução

Mauro Donato
No DCM

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