27 de ago de 2018

Candidatos têm estratégia para fazer campanha nas igrejas sem correr risco de cassação


Os candidatos que fazem campanha em igrejas evangélicas que já têm estratégia para evitar a cassação, como aconteceu com os deputados Márcio José Oliveira, do PR de Minas Gerais, e o deputado federal Franklin Roberto Souza, do PP mineiro.

O pastor da Igreja Mundial do Poder de Deus pediu explicitamente votos para eles.

Essa prática foi considerada pelo TSE abuso do poder econômico — Igreja é isenta de impostos, não pode fazer campanha.

Para fugir da punição, os pastores mais precavidos pedem oração, em vez de voto. O fiel entende. Enaltece as qualidades do candidato, o abençoa na frente de todos e permite que, nas imediações da Igreja, os cabos eleitorais distribuam santinho.

Antes, no culto, o pastor fala que determinado candidato é amigo da igreja, pede que orem por ele contra forças de Satanás, etc.

É uma estratégia e, em geral, ela custa ao candidato, ou na forma de doações (dinheiro vivo mesmo) ou de benesses no poder público, como cargos.

Joaquim de Carvalho
No DCM

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários com links NÃO serão aceitos.

Os comentários são de total responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente a opinião do blog

Comentários anônimos NÃO serão publicados, como também não serão tolerados spams, insultos, discriminação, difamação ou ataques pessoais a quem quer que seja.

É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O blog poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.