27 de ago de 2018

Alckmin precisa dobrar eleitorado para chegar ao 2º turno

Entre eleitores do PSDB, Alckmin perde até mesmo para Bolsonaro em pesquisas espontâneas; com Lula na disputa, 13% do eleitorado que diz preferir PSDB, votaria no petista


O ex-governador de São Paulo e candidato à presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, precisa dobrar seu eleitorado em cinco semanas para conquistar uma vaga no segundo turno. A avaliação é apresentada pelo colunista da Folha de S.Paulo, Bruno Boghossian. 

O tucano tem a seu favor o maior tempo para exibição na propaganda eleitoral gratuita que começa 31 de agosto, com 5min32s, contra 2min23 de Lula (ou Haddad). Os demais concorrentes (Marina Silva, Ciro Gomes, Álvaro Dias e Bolsonaro) não somam juntos o total de tempo conquistado pelo PSDB. 

Alckmin tem tido dificuldades de penetrar, até mesmo, nichos tucanos. Segundo pesquisa espontânea, realizada pelo Datafolha, divulgada sexta-feira (24), entre os eleitores que dizem preferir o PSDB como partido, feita sem citar o nome de candidatos, 22% preferem o deputado federal e candidato pelo PSL, Jair Bolsonaro, contra 14% que dissera o nome o ex-governador de São Paulo. Outros 35% dos eleitores do PSDB disseram que ainda não sabem em quem votar em outubro.

Quando a pesquisa incluiu a lista de nomes dos candidatos, o cenário mudou. Sem Lula na disputa, Alckmin aparece com 34% das intenções, contra 27% de Bolsonaro. Incluindo o PT, Lula leva 13% dos votos dos eleitores psdbistas, atrás de Alckmin (31%) e Bolsonaro (24%).

Já, nas pesquisas gerais, incluindo todo o eleitorado brasileiro, Alckmin conta com cerca de 9% do eleitorado. Neste quadro, pondera Boghossian, o candidato do PSDB "precisa, no mínimo dobrar seu eleitorado em cinco semanas", portanto até o dia do primeiro turno da eleição, 7 de outubro.

Ainda que sua estrutura na TV e rádio possam fazer a diferença nos próximos dias, o articulista lembra que Alckmin não tem sido capaz de romper os 10% de eleitores com curso superior ou de classe média alta, "segmentos em que Aécio Neves batia os 30% em 2014".

"O tucanato perdeu espaço para Jair Bolsonaro: mais de 40% dos apoiadores do deputado do PSL votaram em Aécio na última eleição", analisando, por outro lado, o PT como "rei do campo vermelho", em mais um ano eleitoral. 

A saída que o PSDB busca é conquistar eleitores de Marina, Alvaro Dias, Meirelles e Amoêdo. "Dentro desse campo, a rejeição a Bolsonaro é quase o dobro do índice de Alckmin". Esse será um trabalho mais fácil do que alcançar um grupo que cresce ano a ano: dos desiludidos com a política. 

Em pesquisas do Datafolha que apresentam o embate direto entre PSDB e PT, 70% dos eleitores disseram aderir ao voto branco ou nulo no primeiro turno. Uma tendência que poderá se repetir no segundo.

No GGN

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