17 de jul de 2018

Vice de Bolsonaro é uma ameaça à Constituição

Gal Augusto Heleno e Bolsonaro defendem a tortura

Reprodução/YouTube/Carla Zambelli
O Globo Overseas (empresa que tem sede na Holanda para lavar dinheiro e subornar agentes da FIFA com objetivo de ter a exclusividade para transmitir os jogos da seleção) publicou na noite desta terça, 17/VII, a notícia de que o pré-candidato a Presidente Jair Bolsonaro, do PSL, deve anunciar nesta quarta o nome do vice: o General da reserva Augusto Heleno Ribeiro Pereira.

Ele já é o responsável (sic) pelo programa de governo de Bolsonaro na área de segurança pública.

O Conversa Afiada recuperou algumas declarações do General Heleno que conflitam com o Estado de Direito e a Constituição:

Por exemplo, em setembro de 2014, quando Celso Amorim, então Ministro da Defesa, enviou à Comissão Nacional da 1/2 Verdade um ofício em que reconhecia que as Forças Armadas praticaram tortura no regime militar, o General Heleno disse:

"Pelo que li do ofício, em nenhum momento as Forças Armadas reconhecem a tortura. O reconhecimento aconteceu por parte do Ministério da Defesa. Esta história de querer que as Forças Armadas peçam desculpa... é lógico que ninguém vai aceitar isso aí. Não tem sentido essa orquestração. Eles vão pedir desculpas pelos inocentes que eles mataram? Anistia é esquecimento. A partir dali, começa vida nova. Não adianta resolver o passado só com um lado da história. Tudo isso é esquecido para transformar as Forças Armadas em vilã"

Na mesma oportunidade, ele disse que:

“O governo já pagou polpudas indenizações pelo fato de ter reconhecido que o Estado brasileiro teria desrespeitado os direitos humanos. Algumas delas, estapafúrdias. Mas já estão pagas. Esta comissão não tem nenhuma credibilidade, pois só trabalha para um lado. Eles querem transformar guerrilheiros, assaltantes e assassinos em bonzinhos. Estão querendo fazer uma nova caça às bruxas”.

Em maio deste ano, a "Fel-lha" entrevistou o General Heleno na greve dos caminhoneiros. E ele aproveitou os para dizer que "o clamor por intervenção militar em 2018 é semelhante ao de 1964".

Pouco antes, em fevereiro, na revista QuantoÉ, sobre as chances de a "Intervenssão" gerar uma nova Comissão da Verdade, ele disse:

"A nossa geração, minha e dele [General Villas Bôas, Ministro do Exército], foi toda formada no regime militar. Eu saí oficial em dezembro de 1969. O regime durou até 1985. Por 15 anos, como tenente e capitão, vivi a fase de contenção da luta armada para que o Brasil não virasse uma Colômbia, que não tivéssemos aqui uma Farc ou virássemos uma Cuba. Nenhuma organização da luta armada fazia qualquer referência à democracia. Pode procurar. Alguns de seus ex-integrantes têm a dignidade e a coragem de declarar isso."

Por fim, o Conversa Afiada oferece, a partir de coluna de Marco Aurélio Canônico na "Fel-lha" em março deste ano, o que o General Heleno considera a principal missão da Intervenção Tabajara:

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