16 de jul de 2018

Um jogo judicial mais do que claro

A presidente do STJ, Laurita Vaz, e o presidente golpista, Michel Temer
Se por acaso alguém tinha dúvidas sobre a perseguição ao preso político Luiz Inácio Lula da Silva, a decisão da presidenta do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Laurita Vaz, de, entre outras coisas, impedir que o ex-presidente conceda entrevistas, deixou tudo muito claro. Se até o traficante Fernando Beira Mar e outros presos por graves acusações já concederam entrevistas, por que a magistrada determinou a proibição de Lula, um preso político?

Ela simplesmente seguiu o roteiro de outras instâncias que querem, de qualquer forma, silenciar o candidato presidencial preferido dos eleitores, segundo as mais recentes pesquisas. Os últimos procedimentos da Justiça simplesmente confirmam que a mesma quer silenciar o candidato.

Está mais do que claro o objetivo e a única forma para dar o recado é a mobilização popular e as denúncias sobre a clara não isenção da Justiça. Mas não é só Laurita Vaz. Por que será que o juiz Sérgio (queridinho da Globo) Moro segue ditando regras e até do exterior, onde se encontrava, mandando a Polícia Federal não cumprir ordens emanadas de um desembargador? É realmente incrível que isso tenha acontecido e até agora a Justiça tenha só decidido investigar Rogério Favreto.

Em que Justiça no mundo um juiz de férias e se encontrando fora de seu país poderia fazer o que fez? No caso, apenas o segmento Juízes pela Democracia decidiu agir e ingressar na Justiça para que seja investigado o procedimento do juiz Sérgio Moro.

Se nada for decidido pela Justiça, não chegará a ser surpresa, mas apenas confirmará que o campo está minado porque o que os golpistas de 2016 querem, com o beneplácito judicial, é o silêncio de Lula, um político em condições de contestar a pouca vergonha que vem sendo feita nestes mais de dois anos de governo Michel Temer. E um político reverenciado pelo povo, o que não acontece com os defensores do projeto lesa pátria que vem sendo colocado em prática.

Essa é a dura realidade vigente no Brasil. Os que se apossaram do governo querem continuar levando adiante, de qualquer maneira, a entrega das riquezas nacionais para grupos estrangeiros. E para tanto contam com ações da Justiça cada vez mais claras. E uma pergunta que deve ser feita: por que não querem disputar a preferência popular com Lula e seguem se valendo de métodos golpistas para alijá-lo do quadro político?

Diante dos últimos acontecimentos, seja na área midiática comercial ou na Justiça, os fatos estão cristalinos. Não querem o debate, porque, de fato, não têm como defender diante da opinião pública o que fizeram com o Brasil. É por aí que se pode entender perfeitamente as tentativas de alijar Lula do cenário político.

E ainda por cima, no jogo da enganação tentam se apresentar como democratas e até estão propensos a apoiar um dos candidatos defensor dos métodos da ditadura empresarial militar instalada no Brasil a partir de 1° de abril de 1964. Tanto assim que o referido tem feito concessões ao tal mercado, uma forma de na prática fazer o jogo do capital.

Mário Augusto Jakobskind
No Brasil de Fato

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