2 de jul de 2018

Bolsonaro, afinal, admite que quer fazer com o STF o mesmo que a ditadura fez


Hoje, no Poder360, lê-se o que Jair Bolsonaro pretende fazer para que suas propostas nazistórides não caiam na Justiça.

Da própria boca, anuncia que fará o mesmo que fez a ditadura, um ano depois de implantada, em 1965: aumentará o número de ministros do STF.

E em escala maior: o regime militar passou de 11 para 16 o número de ministros e Bolsonaro quer 21, dez a mais que os atuais.

Como, pela já absurda “Lei da Bengala”, ele já teria de nomear dois ao longo de um improvável mandato, estaria resolvida, de maneira descaradamente casuísta, a questão da “legalidade fascista” que ele deseja impor.

Com 12 ministros em 21, teria maioria para dar cobertura legal às monstruosidades que edite como decreto ou faça o Congresso aprovar.

Isso se não partir para coisa pior, porque a ditadura simplesmente cassou três dos ministros – Victor Nunes Leal, Hermes Lima, Evandro Lins e Silva – e provocou a saída de mais três – Gonçalves de Oliveira, Lafayette de Andrada e Adaucto Lúcio Costa – por discordarem das cassações e da censura.

Bolsonaro já até anunciou seu primeiro indicado: Sérgio Moro. Não é de descartar que Janaína Paschoal, a transtornada musa do impeachment seja outra.

Não pense que o nazismo ou outras variante do autoritarismo sejam incoparáveis com tribunais. Na foto aí de cima, mostra-se uma sessão do  Volksgerichtshof, “tribunal do povo” nazista que, junto com a “justiça regular” e as cortes marciais, emitiram mais de 70 mil sentenças de morte.

A propósito, a estátua ao fundo, embora pareça menção a tempos atuais, era de Adolf Hitler.

Fernando Brito
No Tijolaço

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