9 de jul de 2018

As perguntas geradas pela armação do TRF-4: Quem avisou Sérgio Moro?


O dia de ontem foi marcado por idas e vindas de um judiciário que de uma hora para outra comprovou o que todos sabíamos existir, o porão da juristocracia. “Ah! Mas isso não é novidade” diriam os ditos espertos. Não mesmo, só que esse porão foi obrigado abrir o boeiro que serve de passagem. Se tivemos apenas um vislumbre da escuridão e não uma luz sobre os ratos, ao menos, restaram as perguntas, como:
  • Quem correu para avisar Sérgio Moro, que estava em Portugal de férias?
  • Quem, de uma hora para outra, disse ao presidente do TRF-4, Thompson Flores, “vai trabalhar, bagabundo”?
  • A Polícia Federal não cumpriu uma ordem de soltura em tempo previsto, preferiu esperar uma ligação, como eles mesmos afirmaram. Ligação de quem?
  • Se alguém mandou a polícia não cumprir a ordem, quem mandou não cumprir?
  • Assim que houve o deferimento do habeas-corpus, Moro disse que notificaria o relator do processo, Gebran Neto, que não demorou uma hora para derrubar o habeas-corpus. Quem manda em quem?
  • Se em diversos discursos, no habeas-corpus preventivo do ex-presidente Lula no STF, os ministros afirmaram que o habeas-corpus é um recurso nobre e que merece apreciação acima de tudo, por que os juristas da mídia disseram que não cabia a apreciação do hc por Favreto?
  • Ao noticiar o habeas corpus, quatro idiotas apareceram na mesma hora que o repórter da Globo, em frente o TRF-4, junto com a RBS (subsidiária nazista da Globo, no RS), todos com a bandeira do Partido Novo, do Itaú. Por que e como apareceram tão rápido?
  • Se Moro manda no judiciário brasileiro e a presidente do STF, Cármen Lúcia, emitiu uma nota em que lavava as mãos, quem manda em Moro?
Essas são as diversas perguntas não respondidas que ressaltaram o dia de ontem, numa ação estranhamente coordenada entre primeira instância, segunda instância, Polícia Federal, mídia e outras “merdas”. Certo até aqui, é que Rogério Favreto fez esse pessoal bater cabeça e com um único tiro, acertou mortalmente a farsa, expondo o que é o judiciário. Mesmo que Lula ainda esteja preso, nada será como antes, daqui para frente.

Fábio St Rios
No A Postagem

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