17 de jul de 2018

Agência Xeque analisa a campanha da Globo contra Marcelo Crivella


Fakenews é entendido como a notícia falsa. Há várias formas de manipulação da verdade, na divulgação de notícias. A mais óbvia é a mentira explícita – que tem sido alvo único das agências de checagem.

A mais utilizada é a interpretação falsa. Por exemplo, criação de falsos escândalos, tratamento de escândalos a irregularidades administrativas menores.

A campanha atual da Globo contra o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, recorre abundantemente ao segundo tipo de manipulação.

As análises da Agência Xeque não se referem à atuação de Crivella como um todo, mas especificamente à campanha dos últimos dias. É análise das reportagens e das denúncias do MP e do Judiciário, não um atestado de absolvição de Crivella.

Há uma diferença fundamental dos fakenews interpretativos da Goblo em relação aos fakenews convencionais. Enquanto estes iludem a ralé popular, os fakenews jornalísticos influenciam a ralé do Judiciário e do Ministério Público – por ralé entenda-se o significado dado por Jessé de Souza ao indivíduo que segue cegamente os impulsos de grupo, sem capacidade de discernimento.

As matérias analisadas são as seguintes:

A decisão da Justiça do Rio



As denúncias foram feitas após reportagem de O Globo sobre a tal reunião secreta com 250 pessoas. O conjunto de indícios se resume a isso:
  • colocação de cartazes evangélicos e ações sociais por evangélicos em duas das 1.537 unidades de ensino municipais, ou 0,13% das escolas.
  • Na gestão Eduardo Paes, um funcionário da Guarda Municipal incluiu uma pergunta sobre religião em uma pesquisa sobre apoio espiritual dos solados. Segundo a substanciosa denúncia de O Globo, a pesquisa foi interrompida. “Apenas em junho de 2017 foi retomada, quando um capelão da PM foi convidado para participar do lançamento do projeto. Procurado pelo GLOBO, o GM que teria sugerido o censo ainda não foi localizado”. Presume-se que o capelão é católico.
Xeque: é evidente que são indícios absolutamente irrelevantes e, por si só, não caracterizam facciosismo religioso da parte de Crivella. Há suspeitas de ações contra as religiões afro e outros sinais de intolerância, mas não foram contemplados nessa denúncia. Trata-se de uma denúncia fake que mereceu uma sentença fake, consequência de uma reportagem fake.

O bloqueio das contas de Crivella


“um juiz de Brasília determinou o bloqueio de R$ 3 milhões de suas contas bancárias, de outras oito pessoas e de uma empresa. A decisão de Renato Borelli, da 20ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, atende a um pedido do Ministério Público Federal (MPF), e está relacionada a uma suposta irregularidade em um contrato do Ministério da Pesca, no período em que Crivella comandou a pasta, entre 2012 e 2014.

O valor máximo a ser bloqueado será R$ 3.156.277,60. De acordo com o magistrado, há “fortes indícios de irregularidades” em um contrato firmado entre o ministério e a empresa Rota Nacional Comércio e Engenharia em 2013, para a instalação e substituição de vidros na sede da pasta, entre outros serviços.

O direito de resposta de Crivella

Além da análise, o GGN lhe confere o direito de resposta que deveria ter lhe sido oferecido pela Globo. A única maneira de preservar a objetividade jornalística é concedendo o direito de defesa a todos os acusados.

Sobre o bloqueio de contas

O juiz federal de Brasília mandou arrestar 3,2 milhões de 9 pessoas do Ministério da Pesca por um contrato em houve denúncia de sobrepreço em placas de vidro para fachada do prédio e que foi investigado pela CGU (Controladoria Geral da União). Me incluiu quando Ministro de Estado não é responsável por contrato.

Porém antes da investigação da CGU ao tomar conhecimento da denúncia eu orientei realizar sindicância e de acordo com parecer da consultoria jurídica do ministério cancelei o contrato o qual só havia sido executado em 79 mil reais.

Provavelmente o MP de Brasília não tenha colocado na denúncia esses documentos que hoje estamos levando ao conhecimento do juiz pedindo reconsideração da sentença. Caso negue, faremos o agravo.

Uma violência jurídica absurda nessa campanha orquestrada pela globo.

Sobre a sentença da Justiça do Rio sobre benefícios a evangélicos

A sentença do juiz do Rio se baseia não em fatos, mas nas intrigas da sua informante, a Globo. Em 12 recomendações proíbe o prefeito de “privilegiar” seu grupo religioso.

A Globo insiste na tese de que evangélicos na política cuidam da expansão de suas doutrinas e insinuam o risco do Brasil se tornar como Iraque

Luís Nassif
Agência Xeque
No GGN

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