25 de jun de 2018

Vídeo de Fachin recuperado por militantes causa espanto: “Hipócrita”




O vídeo primeiro chamou a atenção da mídia conservadora, que deu destaque à existência dele quando a presidenta Dilma Rousseff indicou Edson Fachin ministro do Supremo Tribunal Federal, em 14 de abril de 2005.

O discurso de Fachin num evento de apoio à candidatura de Dilma, em 2014, na Universidade Federal do Paraná, foi apresentado como prova de que Dilma pagava uma fatura de campanha.

No evento, o advogado leu um documento de juristas que pleiteavam a reeleição de Dilma.

À época da indicação, o nome de Fachin foi imediatamente abraçado por Ricardo Lewandowski, com palavras entusiasmadas: “Nós precisávamos de alguém da advocacia, com visão própria dos advogados, que enfrentam o outro lado do balcão. Penso que é um dos melhores nomes que o governo tinha a oferecer à sociedade e ao Parlamento. Tenho certeza que depois de aprovado, ele emprestará um grande serviço. É um homem preparado, experiente, já atuou na esfera pública e privada. Vemos esse nome com muita satisfação. O Judiciário estará engradecido com esta indicação”.

Agora, o relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal aderiu à turma do colega Luís Roberto Barroso, fazendo tabelinha com o TRF-4 para manter o ex-presidente Lula na cadeia, ao retirar da pauta da Segunda Turma pedido de liberdade da defesa.

O caso deveria ser analisado amanhã, na última sessão antes do recesso do Judiciário.

O professor Gilberto Maringoni, filiado ao Psol, foi um dos que enxergaram hipocrisia no discurso.

Escreveu: “Prestem atenção nas palavras grandiloquentes e vazias. Vejam como o verbo inflamado é vendido pelo valor de face na adesão interessada a uma coalizão que poderia lhe abrir novos espaços para uma carreira centrada na ascensão pessoal. Observem aquilo que se revelou um abjeto oportunista nas decisões da suprema corte.Vejam como a retórica oca tem o dom de iludir dirigentes do movimento social e líderes políticos tidos como experientes. E, por fim, atentem como isso tudo se concretiza em um desastre autoritário, moralista e antipolítico”.

Embora a Segunda Turma não vá apreciar o pedido de liberdade de Lula, uma apelação do ex-ministro José Dirceu está na pauta e permitirá avaliar a temperatura no STF.

Dirceu quer cumprir a pena de 30 anos e nove meses a que foi condenado só depois de esgotados todos os recursos, como prevê a Constituição.

A Segunda Turma é presidida por Lewandowski e tem como integrantes Fachin, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Celso de Mello.

No Viomundo

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