17 de jun de 2018

STF não vai julgar só Lula mas, a própria reputação no dia 26: O cenário atual é favorável à sua liberdade


Com a imagem nacional e internacional completamente deteriorada por decisões contraditórias e completa falta de padronização em decisões colegiadas ou nas decisões monocráticas, o desmonte da imagem de um tribunal minimamente imparcial foi inevitável. Essa imagem se deteriorou ainda mais, com o STF liderado pela ministra Cármen Lúcia, cujas reuniões e encontros com empresários nacionais e multinacionais contribuíram, juntamente com suas jogadas jurídicas, para a morte da imagem do Supremo Tribunal Federal (STF).

A prisão de Lula que deveria resolver os problemas, já que contaram com a deterioração da imagem do líder popular, acabou piorando a situação do judiciário como um todo. Na medida que as instâncias superiores foram negando os recursos de Lula e arquivando os processos ligados ao PSDB, o desmoronamento moral se alastrou para o mundo e o Lula Livre se tornou internacional.

Então, entrou em campo a juíza Carolina Lebbos, da Vara de Execuções Penais responsável pela custódia do ex-presidente, agindo como preposto do juiz Sérgio Moro. Sua arrogância e a predestinação à purificação do país, somado ao ódio de classe, levou à negativa de visitas a pessoas como o Prêmio Nobel da Paz Adolfo Perez Esquivel e o assessor papal Juan Grabois. Um desastre intencional. Fora o ridículo da mídia nacional que arrumou polêmica com o Vatican News.

No campo econômico, enquanto a Globo e a Band mostravam uma recuperação fantasiosa, tentando melhorar a espectativa de futuro pelos brasileiros, a greve dos caminhoneiros deu um choque de realidade às emissoras e ao governo. O espelho mostrou a tragédia econômica e o caos construído pelo ultra-neoliberalimos. Na sociedade o consenso de que somente Lula pode resolver a zona que o se tornou o Brasil, veio se ampliando, até entre os que pediram intervenção militar, que não ocorrendo, migraram para Lula ou para o “Não Voto”.

Esse é o cenário posto para o julgamento da Segunda Turma do STF, que conta com maioria favorável a um recurso anterior de Lula, no plenário do Tribunal. Com base na votação anterior, o placar seria 4 a 1, pela liberdade do ex-presidente. Hoje, há pressão interna, pressão internacional, derrocada de Sérgio Moro, persistência na popularidade de Lula mesmo preso, desastre do golpe e o desânimo da população. Mas, diriam os mais conscientes que esse são fatores políticos e não jurídicos. E o STF é o que? Técnico? Claro que não. Todas as indicações são políticas e suas ações têm sido profundamente políticas. O golpe acabou com as bases jurídicas do país, para substituir por colegiados formados por militantes ideologicamente conduzidos por convicções e não provas. Os fatores políticos de hoje são mais favoráveis à liberdade de Lula que antes. Por isso, há mais motivos para crer em sua liberdade hoje que ontem.

Fábio St Rios
No A Postagem

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