23 de jun de 2018

Palocci inaugura a “xepa” das delações, com acerto com a polícia


Depois de tentar durante meses, com direito a expressões bombásticas como aquela do “pacto de sangue” que existiria entre o empresário Emílio Obrebrecht e  Lula, o ex-ministro Antonio Palocci ingugurou, hoje, a “xepa” das delações premiadas, com aqueles acordos em que nem um Ministériio Público obcecado por incriminar o ex-presidente e que a Polícia Federal pega as rebarbas, agora com a vergonhosa autorização do Supremo Tribunal Federal para usar  o “dedo-duro reciclado”.

O desembargador João Paulo Gebran, amigo e referendador contimaz das decisões de Sérgio Moro homologou o acerto entre Palocci e os delegados da Lava jato, algo que nem Deltan Dallagnol, Carlos Fernando dos Santos Lima e os outros furibundos promotores toparam fazer.

Pelo curioso acordo, Palocci está autorizado a contar “meia verdade”, ou seja, está impedido de fazer menções a pessoas que tenham foro privilegiado e, portanto, de delatar crimes que tenham cometido.

Nem para Gebran, nem para a PF este “detalhe” importa. Terão muito material – embora nenhuma prova – para enxovalhar Lula e Dilma, apenas com a palavra de alguém que, duas vezes, se viu “pendurado” por omissões de seus próprios atos, no caso do caseiro Francelino e , depois, nos pagamentos recebidos por consultorias que jamais revelou.

É mesmo a “xepa”, com mercadoria inservível, mas que ajuda a produzir o cenário de imundícies nos quais estamos vendo, desde o golpe, os porcos chafurdarem.

Palocci talvez seja o melhor retrato da degradação a que alguém se submete para livrar-se de suas culpas atirando lama em todas as direções.

Porque algo que repugna até Dallagnol e companhia, dá para perceber, precisa ser muito sórdido.

Fernando Brito
No Tijolaço

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