22 de jun de 2018

Lula descobre “infiltrado” na PF-PR

Foi rápido. Não há mais vestígio do que ocorreu. Na terça-feira (19/06), quando foi para o seu tradicional banho de sol – normalmente a partir de 13 horas – na sede da Superintendência do Departamento de Polícia Federal no Paraná (SR/DPF/PR), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ali recolhido desde 7 de abril, surpreendido, deu uma boa risada.

Constatou que existe “infiltrado(s)” dentro do prédio, no bairro Santa Cândida, em Curitiba, onde tentam isolá-lo de tudo e de todos.

No local onde é levado para tomar o seu banho de sol diário – um espaço no 3º andar do prédio, normalmente usado pelos servidores para tomarem café, fumar ou simplesmente conversar – que, como de hábito, estava isolado para se evitar qualquer contato com o preso, o ex-presidente deparou-se com um “Lula Livre”. Estava grafado toscamente no banco preto que ele normalmente utiliza. Não conseguiu conter o riso, como relatou depois aos seus advogados.

A expressão não permaneceu por muito tempo no banco. A administração da Superintendência tratou de mandar lixarem a madeira, apagando-a. Mas o fato gerou curiosidade sobre quem será o “infiltrado” na Superintendência, cujos chefes e agentes ligados à Operação Lava Jato têm participação direta na prisão do ex-presidente. E nas muitas tentativas de humilhá-lo e execrá-lo.

Uma prisão considerada injusta e indevida por ele, por sua defesa e pela totalidade de seus seguidores/admiradores. Mas também por centenas de juristas, do Brasil e do exterior, bem como até não apoiadores do ex-presidente. Agora descobre-se que eles também estão na própria Polícia Federal, como demonstrado neste pequeno episódio.

No espaço há dois bancos de madeira simples, sem encostos. Cada um com cerca de 3 metros de comprimento, ambos pintados de preto. O “Lula Livre” foi grafado naquele em que o sol bate no início da tarde, de modo a ser percebido pelo “réu” que merece tratamento diferenciado.

O banho de sol dos demais presos da carceragem do prédio (que fica no segundo andar) ocorre em outra área. No terceiro andar só Lula utiliza a área para essa finalidade. Afinal, ele está recolhido em uma sala especial no andar de cima, onde o acesso é restrito. Quando levado para o andar debaixo, normalmente após o almoço, a área é isolada. Servidores são proibidos de circular por ali. Fica sozinho.

O “Lula Livre” foi grafado arranhando a pintura no assento do banco. Tinha, segundo o Blog apurou, cerca de 20 cm. Suficiente para chamar a atenção pois destacava-se com o fundo preto. Deduz-se que, provavelmente, foi feito com algum instrumento pontiagudo.

Permaneceu pouco tempo. Logo foi raspado, com uma lixa. Mas ficou o tempo suficiente para ser apreciado pelo preso e deixá-lo feliz. Confirmou que mesmo ali na Superintendência há quem o apoie. Provavelmente ele jamais saberá a identificação do “infiltrado”. Não importa, ele deu seu recado e provocou o riso do ex-presidente.

Marcelo Auler

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