16 de jun de 2018

Desistência de Alckmin é apenas “futrica”?

Em entrevista ao Jornal do Brasil nesta semana, o “picolé de chuchu” Geraldo Alckmin negou os boatos sobre a possível desistência da sua candidatura a presidente da República pelo combalido PSDB. Alvo do fogo amigo dentro do próprio ninho tucano, com críticas ao seu péssimo desempenho nas pesquisas, ele garantiu que seguirá em frente com sua campanha e fustigou os agourentos. “Não houve nenhuma especulação nesse sentido. Tem é muita fake news. É impressionante como, às vezes, a imprensa, e isso é um fenômeno mundial, em vez de cobrir com profundidade os temas de interesse do país, dá espaço para essas especulações. Há muita futrica da Corte. Pretendo ser candidato até o dia da eleição”, jurou o ex-devoto da seita Opus Dei.

As tais futricas, porém, têm base. Como apontou a Folha tucana, “o desempenho de Geraldo Alckmin nas pesquisas eleitorais deste ano é o pior para um candidato tucano à Presidência em quase 30 anos. A quatro meses da disputa, o ex-governador de São Paulo marcou 7% das intenções de voto no levantamento do Datafolha divulgado no domingo (10). O índice é comparável apenas ao de Mário Covas (PSDB), que tinha 5% em junho de 1989. Ele terminou aquela eleição presidencial em quarto lugar. Para os tucanos, as dificuldades de Alckmin são motivadas pelo desgaste sofrido pelo PSDB nos últimos anos e pela multiplicação das candidaturas de centro e de direita – que ocuparam um espaço tradicionalmente dominado pelo partido”.

Neste cenário adverso, as bicadas no ninho tucano se tornam ainda mais sangrentas. O PSDB é conhecido pela alta trairagem. Uma das maiores ameaças ao “picolé de chuchu” provêm da sua própria criatura, o ex-prefake João Doria. O oportunista garante que é candidato ao governo de São Paulo, mas ninguém bota muita fé. Nos últimos dias, os dois tucanos voltaram a se estranhar. João Doria apareceu em público com outro presidenciável, o escravocrata Flávio Rocha, dono das Lojas Riachuelo, e Geraldo Alckmin participou de eventos com Márcio França, que foi seu vice no Palácio dos Bandeirantes e é candidato pelo PSB. O clima azedou!

Geraldo Alckmin já nem consegue mais esconder sua bronca com as bicadas no ninho. Segundo outra “futrica” publicada na Folha na terça-feira (12), “vivendo dias de irritação, Geraldo Alckmin se isolou, demonstra desconfiança inclusive de seus auxiliares mais próximos e caciques do PSDB relatam não serem chamados a colaborar com a campanha presidencial do tucano... A postura do ex-governador, às voltas com o mau desempenho em pesquisas de intenção de voto, frustra a expectativa no universo político de que ele, como candidato, faça a corte a potenciais articuladores e estrategistas... A postura retraída de Alckmin ficou clara no jantar na semana passada, em que ele chegou a pôr a candidatura em dúvida”.

Altamiro Borges

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