7 de mai de 2018

Telescópio Hubble captura um dos agrupamentos de galáxias mais distantes no universo

O observatório espacial Hubble captou fotografias únicas do agrupamento de galáxias gigante RXC J0032.1+1808, na constelação de Peixes, que está entre os 40 maiores e mais antigos agrupamentos no nosso universo.

Agrupamento de galáxias RXC J0032.1+1808
A maioria das galáxias no universo, inclusive a Via Láctea, faz parte de grandes agrupamentos de matéria, aglomerações ou superaglomerados de galáxias.

Segundo mostram várias pesquisas, a maioria deles estende-se por milhões e dezenas de milhões de anos-luz, enquanto seu peso supera em dezenas e centenas de trilhões de vezes a massa do Sol.

Muitas destas galáxias, incluindo o agrupamento RXC J0032.1+1808, estão tão longe da Via Láctea e da nossa Terra que apenas é possível vê-las através de lentes gravitacionais, ou seja, deformações especiais do espaço-tempo que aumentam a luz e surgem próximo das grandes galáxias.

Através deste tipo de lentes, os cientistas podem seguir o movimento das galáxias dentro do RXC J0032.1+1808 e outros agrupamentos. Entre as aglomerações já descobertas e mais marcantes estão o Grande Atrator, o superaglomerado de galáxias Abell 3627.

Atualmente o Hubble está efetuando o chamado "censo" das maiores aglomerações de galáxias, captando imagens detalhadas no âmbito do projeto RELICS.




Universo é mais simples do que se imagina, diz última teoria de Hawking

Físico concluiu que o universo é finito e que não há multiverso
A última teoria de Stephen Hawking (foto) sobre a origem do universo, desenvolvida em colaboração com o professor Thomas Hertog, da Universidade KU Leuven, na Bélgica, foi publicada no dia 27 de abril de 2018 pelo Journal of High-Energy Physics.

A teoria, que foi aceita para publicação antes da morte do físico britânico, em 14 de março, prevê que o universo é finito e mais simples do que indicam os estudos atuais sobre o Big Bang, de acordo com um comunicado divulgado pelo European Research Council (ERC), que apoia o trabalho de Hertog.

As teorias modernas estabelecem a criação do universo em uma breve explosão, durante uma mínima fração de segundo depois do Big Bang, quando o cosmos se expandiu rapidamente. Acredita-se que, uma vez ocorrida a inflação, existam regiões que nunca pararam de crescer e que, devido aos efeitos quânticos, esse fenômeno seja eterno.

De acordo com essa tese, segundo o comunicado do ERC, a parte observável do nosso universo é uma porção mínima onde o processo terminou e estrelas e galáxias foram formadas.

“A teoria usual da inflação eterna prevê que nosso universo é como um fractal infinito [objeto geométrico cuja estrutura básica, fragmentada ou aparentemente irregular, que se repete em diferentes escalas] com um mosaico de diferentes pequenos universos separados por oceanos que crescem”, afirmou Hawking em uma entrevista no último outono.

“As leis da física e da química podem ser diferentes de um universo para outro, que juntos formam um multiverso. Mas nunca fui um defensor do multiverso. Se a escala dos diferentes universos no multiverso é grande ou infinita, a teoria não pode ser testada”, acrescentou.

Na pesquisa recentemente publicada, Hawking e Hertog afirmam que essa teoria da inflação infinita está errada.

“O problema habitual dessa teoria é que ela pressupõe a existência de um universo de fundo que evolui de acordo com a teoria geral da relatividade de Einstein e trata os efeitos quânticos como pequenas flutuações ao seu redor. No entanto, a dinâmica da inflação eterna elimina a separação entre a física quântica e a clássica”, diz Hertog no comunicado divulgado pelo ERC.

“Prevemos que o nosso universo, nas maiores escalas, é razoavelmente simples e globalmente finito. Portanto, não é uma estrutura fractal”, diz Hawking na pesquisa publicada.

Hertog e Hawking usaram a nova teoria para obter previsões mais confiáveis sobre a estrutura global do universo. Seus resultados, se confirmados por novos trabalhos, terão implicações no paradigma do multiverso.

“Nossas descobertas implicam uma significativa redução do multiverso a uma categoria muito menor de possíveis universos”, afirma a última teoria de Hawking.

Do El País

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