28 de mai de 2018

Petroleiros se juntam a caminhoneiros, denunciam “política insana” de Pedro Parente, que recebe apoio do lobby de estrangeiros


Os petroleiros de duas refinarias anteciparam para esta segunda-feira a greve de 72 horas prevista para acontecer a partir de quarta-feira.

Eles estão mobilizados na Refinaria de Paulínia, a Replan, maior do Brasil, e na Recap, Refinaria de Capuava, responsável por cerca de 30% do abastecimento da Grande São Paulo.

Na Refinaria Presidente Getúlio Vargas, a Repar, em Araucária, no Paraná, os petroleiros se juntaram aos caminhoneiros (ver imagens abaixo).

Os petroleiros denunciam a política de preços da Petrobras, que está internalizando as variações do dólar e do preço internacional do barril, apesar de o Brasil ser um grande produtor mundial de petróleo.

Enquanto isso, o lobby das petroleiras internacionais deu apoio a Pedro Parente, o presidente da Petrobras, de maneira indireta.

Em nota, o Instituto Brasileiro do Petróleo, que apesar do nome representa as multinacionais, atribuiu as altas do preço dos combustíveis aos impostos e defendeu “a prática de preços livres”, sem esclarecer de quem eles seriam “livres”:

Trabalhadores da Replan e da Recap paralisam as refinarias em protesto contra projeto de privatização


Desde as primeiras horas da madrugada desta segunda-feira, 28 de maio, diretores do Unificado estão nas portarias da Replan e da Recap para organizar a paralisação nas duas refinarias.

Na Replan, trabalhadores do turno e do HA participaram em massa da mobilização em solidariedade ao movimento dos caminhoneiros e contra a privatização da Petrobrás e a política de preços insana, praticada pela Petrobrás, e que aumentou abusivamente os valores da gasolina, do diesel e do gás de cozinha.

Houve corte de rendição do turno da manhã e atraso na entrada do HA.

​Na Recap, a paralisação teve início às 6h da manhã, com o corte de rendição do turno.

​A adesão e o apoio à paralisação são expressivos nas duas refinarias.




Diante da atual crise que impacta severamente o país, o IBP manifesta seus esclarecimentos sobre alguns pontos relativos aos preços dos combustíveis e a situação atual de desabastecimento e suas consequências graves.

O IBP, como sempre, apoia a competição e o livre mercado. Desta forma, estamos de acordo com a pratica de preços livres de combustível.

Esta é uma forma transparente de estabelecer os preços no Brasil, e assim ocorre nos principais mercados globais.

Entendemos também que o preço final do combustível é composto por uma carga massiva de impostos e que o valor pago por cada um de nós se divide majoritariamente entre o refinador/importador e o Governo (Federal e estadual).

Desta maneira, a solução para a atual crise somente será encontrada através do envolvimento das esferas governamentais, dada a relevância da carga de impostos.

Cabe notar que uma solução que envolva eventual tabelamento de preço significa, na prática, um ônus para os contribuintes e como já experimentamos antes com consequências catastróficas a longo prazo.

Aprovamos o engajamento de todos estes atores e vemos positivamente os avanços conseguidos até agora.

Estamos monitorando e apoiando o desbloqueio de todas as vias emergenciais para manutenção dos serviços mínimos de apoio a população.

É preciso trabalhar arduamente e em conjunto para assegurar que o país volte rapidamente ao abastecimento dos setores críticos de nossas cidades garantindo energia, segurança, saúde e alimentação a todos.

No Viomundo

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