12 de mai de 2018

Mas o que é essa tal de desobediência civil?

Desobediência civil pacífica é uma forma de luta democrática

Foto: Joana Brasil
O direito de se opor a tirania e ao arbítrio vem de muito longe, como bem mostra a lenda de Robin Hood. A desobediência civil é uma forma de protesto pacífico ante a injustiça ou há formas de estado de exceção. Muitas vezes, ela é uma deliberada as regras impostas pelo Estado.

A desobediência civil tem como teóricos Henry David Thoreau e Hannah Arendt, que inclusive defendia que a resistência pacífica era necessária quando um grupo de cidadão percebe que o Estado não lhes ouvia e emprega mecanismos para surrupiar direitos e agir na ilegalidade.

As táticas de desobediência foram aplicadas por Gandhi na Índia e replicadas por Marthin Luther King e posteriormente na luta contra a guerra no Vietnã que levou muitos norte americanos se negar a servir o exercito por serem contra a guerra. Ou nos movimentos pacifistas que invadiram base americana contra a possibilidade de guerra nuclear.

Gandhi, por exemplo, defendeu táticas que levavam ao enfraquecimento do Império Britânico, que envolviam o não pagamento de impostos, boicote econômico e por exemplo, recuperou os teares indianos para que estes fabricassem sua própria roupa e não comprassem produtos ingleses.

Outra atitude de Gandhi foi um marcha com mais de 70 mil pessoas a uma praia pela extinção da taxação do sal. Ainda buscava pela luta pacífica denuncia a ação violenta e desumana das autoridades contra a luta justa por direitos.

A desobediência civil, enfim questiona decisões injustiças para que estas sejam revistas e visa com isto, manter de pé a democracia. Ou seja, questionar uma lei ou uma decisão é um direito do cidadão, pois ele paga impostos e tem o direito a não aceitar a injustiça.

A injustiça é a força motriz da desobediência civil, por exemplo, a existência de inúmeras casas vazias e enorme quantidade “sem tetos” levou ao uso da ocupação da propriedade privada e força que o governo busca soluções para esta estratégia. A ocupação de escolas públicas para se confrontar contra uma política de fechamento de escolas ou leis injustas é outra forma.

Quer dizer então que já se emprega táticas de desobediência civil no Brasil… Sim, mas no tempo atual do Estado de exceção, retrocessos e perda de direitos precisamos ampliar nossas ações quando ocorre “um julgamento politico” que ameaça o direitos de todos. O judiciário se fecha e não quer ouvir o clamor popular e julga para satisfazer a mídia e o grande capital. Tempos em que o povo perde direito e se vê quase escravizado. Tempos em que a esperança do pobre é surrupiada pelos poderosos e se quer aprofundar o desastre social que vivemos e nos levar a um cenário de mais miséria.


Foto: Joana Brasil

E tempo de dizer não a injustiça e seguir os passos de Gandhi e fazer as marchas de Luther King.

É Tempo de luta pela justiça que está sendo negada aos mais pobres.

Emilio Rodriguez
No Jornalistas Livres

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