8 de mai de 2018

Joaquim Huck ou Luciano Barbosa, o fiasco dos marqueteiros de si mesmos


Dois meses depois da pantomima de Luciano Huck e seu “sou-não sou candidato”, a vez agora foi de Joaquim Barbosa “brincar” de “candidato a presidente”.

Hoje, foi a hora do ex-ministro dizer “não quero mais brincar”.

Tudo quanto se lê de suas razões – a lacônica,  no Twitter (“estritamente pessoais”) e as reveladas por Bernardo de Mello Franco (“temia perder dinheiro e tranquilidade, não necessariamente nesta ordem”) e por Lauro Jardim ( “meu coração já vinha me dizendo: não mexe com isso, não”)-  revela um homem imaturo, sem consciência do que é ser um presidente da República ou, mesmo, um pretendente ao cargo.

Como Huck, não se preocupou em semear confusão política, despertar simpatias não correspondidas e, sobretudo, usar a candidatura a presidente para ocupar espaços na mídia e promover-se, embora seja duvidoso que tipo de projeção se consegue assim.

Fosse numa empresa e estas chicanas fossem feitas com um simples cargo de gerente, nunca mais arranjaria emprego em seus quadros.

Pior ainda quando se trata do destino de um país de quase 210 milhões de habitantes.

Menos mal, porém, que uma figura capaz disso nem sequer tenha o risco de ser eleita por artes da mídia ou do poder econômico.

Pela segunda vez, ao que parece a última, Joaquim Barbosa é elevado a herói e revela ser um covarde, até porque todos agora têm o direito de pensar que o que o fez recuar foi o medo de ver sua vida devassada – logo ele, que devassou a de tantos.

Como Luciano Huck, agora, é pior do que as fubicas do “Lata Velha” televisivo: nem a mídia é capaz de pô-los para rodar outra vez.

Fernando Brito
No Tijolaço

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