13 de mai de 2018

Genocida argentino livre nas ruas da Espanha

Scilingo está condenado a 1084 anos de prisão por delitos de lesa humanidade
Adolfo Scilingo foi condenado por executar ações nos "voos da morte", nos quais eliminou a vida de 30 prisioneiros ao lançá-los de um avião ao mar.

O ex-marinheiro argentino, Adolfo Scilingo, foi captado pelas câmaras de um meio de comunicação espanhol caminhando livremente pela ruas de Madrid, Espanha, depois de ser condenado a 1084 anos de prisão por estar envolvido nos chamados "voos da morte" que aconteceram durante a ditadura militar argentina (1976-1983).

O ex-capitão Scilingo foi acusado de lançar de um avião 30 prisioneiros do regime argentino contrários a ditadura de então.

Scilingo cumpre sua condenação em Alcalá de Henares, cidade ao noroeste de Madrid, e devido ao progreso de sua pena e após ser classficada de segundo grau, tem direito a sair da prisão num total de 36 dias a cada ano, repartidos em perídos não superiores a 7 días.

Os "voos da morte", consistiam em arremessar em pleno voo e a uma altitude que assegurasse a morte de pessoas que não tinham consonância de pensamento com os líderes de la ditadura.

Foi um método de extermínio que tirou a vida de incontáveis vítimas, a quem lhes diziam que seriam transferidos de prisão. Após um sorteio, os selecionados deviam entrar em uma fila todas as quartas-feiras para serem supostamente "transferidos".

As vítimas eram previamente injetadas com pentotal sódico, um sonífero, para justificar esta prática diziam que isso era uma vacina, depois eram arremessadas da aeronave parcialmente despidas sobre o mar ou o Rio da Plata, com o objetivo de fazer desaparecer os cadáveres e as provas dos crimes.

Pese a estas práticas que violavam todos os direitos humanos que não prescrevem, ex-militares como Scilingo em pleno éculo XXI gozam do respeito dos direitos que não foram outorgados as vítimas.

Um caso similar é o de Miguel Osvaldo Etchecolatz, ex-policial argentino condenado por sequestro e assassinato durante a ditadura, a quem atualmente foi concedida a prisão domiciliar por ordem do Tribunal Oral não Criminal Federal N°1 de La Plata, Argentina. Após uma forte reação popular, Etchecolatz voltou para a prisão.

Para muitas pessoas entre familiares e cidadãos de diversos países, estas ações manifiestam um retrocesso em matéria de Direitos Humanos.

No teleSUR

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