28 de mai de 2018

Bolsonaro é o grande beneficiário do caos

Caminhoneiro e seu candidato
O maior beneficiário do caos instalado pela greve dos caminhoneiros é Jair Bolsonaro.

Bolsonaro é o candidato da lei e da ordem, clássica plataforma fascista. O sujeito que vai acabar com a corrupção, abaixar os preços dos combustíveis e dar um jeito nessa bagunça que virou o Brasil.

Seu assessor, o advogado Gustavo Bebianno, esteve num bloqueio no Rio de Janeiro.

Do capô de um carro, saudou os homens. “Parabéns pela força do caminhão brasileiro”, falou.

“Não sou político, mas acompanho o maior político da atualidade: Jair Bolsonaro”.

A plateia urrou em êxtase.

Um carro da CUT foi expulso há dias e seus ocupantes escaparam de ser linchados por pouco.

Em meio à miríade de associações que encabeçam as paralisações, sobressai o apelo para a intervenção militar.

Não houve, até o momento, nenhum relato de confronto com as forças armadas. Qualquer meia dúzia de professores já teria sido devidamente massacrada.

No Twitter, Bolsonaro afirmou que um “futuro presidente honesto e patriota” deve revogar qualquer multa, prisão ou confisco determinados por Temer ou pelo ministro da Segurança Pública Raul Jungmann.

Depois, argumentou que “os responsáveis pela crise são ótimos para distribuir ministérios, estatais, diretorias de bancos… que geram ineficiência do Estado e corrupção”.

Isso “vem destruindo o Brasil”.

Ele vai colocar pelo menos cinco generais nos ministérios.

Nem uma palavra sobre Pedro Parente e a ineficiência da gestão da Petrobras. JB não quer desagradar o mercado agora.

Em 1964, os militares foram abraçados pela classe média como salvadores do Brasil. Sem eles, seríamos entregues à anarquia comunista e sindicalista.

A necessidade de lei e ordem serviu para os nazistas porem fim às liberdades civis em 1933. Milícias e capangas paramilitares foram formalmente integrados como “polícia auxiliar”.

Bolsonaro é o lixo que vai sobrar no final dessa mixórdia.

Kiko Nogueira
No DCM



Bolsonaro muda de ideia e, após criticar bloqueio de estradas, defende grevistas

O deputado federal Jair Bolsonaro, pré-candidato do PSL à Presidência, mudou de posicionamento e defendeu, no último domingo, os caminhoneiros que estão em greve há quase uma semana pedindo a redução do preço do diesel. Na última quinta-feira, o presidenciável havia afirmado que era contrário ao bloqueio de estradas, tática adotada pelo movimento grevista em todo o país.

Em mensagem publicada no Twitter, Bolsonaro questionou a aplicação de punições aos caminhoneiros. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) multou motoristas por pararem os caminhões no acostamento, e a Polícia Federal, segundo o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) pediu a prisão de empresários do setor de transportes que estariam estimulando a greve.

Qualquer multa, confisco ou prisão imposta aos caminhoneiros por (Michel) Temer/(Raul) Jungmann será revogada por um futuro presidente honesto/patriota — escreveu Bolsonaro no Twitter.

Na semana passada, nos primeiros dias de greve, a postura havia sido diferente. Ao ser perguntado sobre o que achava do movimento, Bolsonaro criticou as interrupções no tráfego nas estradas.

— Os caminhoneiros sofrem com preço alto dos combustíveis, roubo de cargas, a indústria das multas, as condições das estradas… Eu concordo com quem para o caminhão em casa. Agora, fechar rodovia é extrapolar. Com isso, não dá para negociar — disse o pré-candidato do PSL, que, na ocasião se absteve de opinar sobre qual solução daria para a crise envolvendo o alto preço dos combustíveis. — Quem tem de dar a solução é o governo, não sou eu.

No O Globo

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