23 de mai de 2018

Bloomberg: embaixada americana treinou a Lava Jato

Departamento do Tesouro ajudou a "achar" a lavagem de dinheiro



(...) Judiciários mais eficazes também ajudaram a mudar o placar do jogo: no Brasil, a intocável equipe formada por policiais federais, promotores e pelo juiz Sérgio Moro de Curitiba derrubou dezenas de líderes políticos e, agora, levou à cadeia o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na Colômbia, o procurador-geral Nestor Humberto Martinez abriu processos contra mais de 1.600 pessoas acusadas de corrupção - cerca de 500 são políticos. Na Guatemala, a procuradora-geral Thelma Aldana, trabalhando junto a uma agência anti-corrupção da ONU, descobriu um esquema de propinas de dezenas de milhões de dólares, o que levou à prisão o presidente, vice-presidente e vários outros políticos. No Peru, quatro ex-presidentes já foram sentenciados, presos ou estão foragidos por conta de corrupção e ataques contra os direitos humanos.

E tudo isso deve-se à enorme pressão da população. Em um ano em que dois terços dos latino-americanos irão às urnas para escolher o novo presidente, a corrupção é um elemento que os eleitores irão levar em consideração.

O governo dos Estados Unidos teve parte nesse "despertar" inicial. A agência USAID trabalhou com os governos da região para reformar e transformar seus sistemas jurídicos. O Departamento do Tesouro dos EUA dedicou recursos para rastrear dinheiro de corrupção que era transferido para contas americanas ou que passava pelo sistema bancário do país. Promotores do Departamento de Justiça trabalharam junto aos seus pares latino-americanos, especialmente no caso Odebrecht, que resultou em mais de U$ 2,6 em multas e na prisão de dezenas de políticos e empresários. (...)
Essa edição da revista Bloomberg, de 12 de abril de 2018, publica o revelador artigo sobre o papel central do Governo americano na formação, treinamento e operação dos membros da Operação Lava Jato.

Sobre a ligação do Departamento de Justiça americano com o Ministério Público do Dr. Janot já se sabia.

O Ministério Público Federal do Dr. Janot prestou informações e serviços ao Governo americano, em viagem a Washington, em colaboração explícita, SEM autorização prévia e indispensável do Poder Executivo.

Pegava o avião, ia lá, cuspia os feijões - e o Estado brasileiro, que se lixasse...

A entrevista do Dr. Cristiano Zanin, advogado de Lula, à TV Afiada demonstrou que a CIA entregou ao Judge Murrow, em prazo record, o grampo ilegal do diálogo da Presidenta Dilma com o Presidente Lula (isso, no Estados Unidos, levaria Murrow à cadeira elétrica) à Globo Overseas, empresa com sede na Holanda.

O Conversa Afiada reproduziu a conversa de um ministro russo com um ministro brasileiro: a CIA estava infiltrada na Lava Jato, desde o Banestado, com o objetivo de boicotar a exploração do pré-sal pela Petrobras.

(O Conversa Afiada informou também que a Presidenta Dilma, ao ouvir o relato, ignorou-o.)

É o que demonstra a Bloomberg - o Departamento do Tesouro abria o caminho da "lavagem".

A USAID opera dentro da Embaixada americana em Brasilia - usaid.gov/brazil - e, sabidamente, opera de mãos dadas com a CIA, mundo afora.

Também se sabe que o Judge Murrow faz visitas periódicas aos Estados Unidos, com escalas em agências do Governo americano.

Finalmente, a revista Bloomberg pertence ao Michael Bloomberg, que foi coroado Rei americano, naquela festa cafona no Museu de História Natural, em Nova York, onde o Judge Murrow mereceu sorrisos - e quem sabe, mimos? - do notório Dr. Willians.

Precisa desenhar, amigo navegante?

Em recente entrevista, o grande chanceler Celso Amorim mencionou esse papel central dos Estados Unidos no Golpe que derrubou a Presidenta Dilma (e se concluiu com a prisão do Presidente Lula).

O Pedro Malan Parente, que vende o pré-sal a preço de Vale do Rio Doce, quer dizer, de banana, faz parte dessa atividade lesa-pátria.

Parente, como se sabe, não passava de um "economista" de quinto escalão do FMI, onde cuidava de países reconhecidos só nos novos mapas da África.

De lá, foi promovido a jênio tucano por seus patronos Pedro Malan, Careca, o maior dos ladrões e o Príncipe da Privataria, o maior de todos os traidores da pátria.

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