31 de mai de 2018

Silogismo


Nos últimos 15 anos, o baronato da mídia, Grupo Globo à frente, enfiou na cabeça fraca da matilha que o PT trabalhava para transformar o Brasil em uma Venezuela, essa cruel ditadura onde falta comida, gás de cozinha, gasolina e, claro, papel higiênico – uma obsessão da CIA usada, na Guerra Fria, para desmoralizar o Estado Soviético e Cuba.

Assim como os evangélicos, mas por motivos diferentes, a CIA tem uma enorme preocupação pelo toba alheio.

Então, deram o golpe no PT, usurparam a Presidência da República e injetaram nas veias do País a heroína do neoliberalismo, essa overdose de capitalismo. E como ficamos? Falta comida, gás de cozinha, gasolina e, claro, papel higiênico.

As alminhas verde-amarelas, então, diante desse paradoxo, como reagem? Temer e TV Globo, claro, são comunistas. E pedem intervenção militar.

É o preço de alimentar a matilha com ração envenenada.

Leandro Fortes
No Esquerda Caviar
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Golpe abortado

FINALMENTE, FOI “ABORTADO” O GOLPE DA DIREITA. ENTRETANTO, O MAIS PREOCUPANTE É QUE A POPULAÇÃO NÃO SE POSICIONOU COM CLAREZA, CHEGANDO A PARECER QUE APOIAVA ESTA SUSPEITA PARALISAÇÃO.

Acho que restou amplamente demonstrado que a paralisação dos caminhoneiros começou por meio de um verdadeiro locaute das empresas de transporte rodoviário de cargas.

O apoio das classes empresariais e da grande mídia foi evidente.

Acho que restou amplamente demonstrado que várias instituições policiais do governo federal e da maioria dos Estados – sabidamente reacionárias ou conservadoras – fizeram “corpo mole” e chegaram, até mesmo, a manifestar apoio e solidariedade à paralisação que tanto prejuízo causou ao país e à população.

Sequer as polícias rodoviárias obedeceram à ordem de multar os caminhões parados nas estradas. Aliás, para isso, não precisavam de ordem superior, pois se trata de uma imposição legal. Prevaricação???

Acho que restou amplamente demonstrado que muitos dos caminhoneiros estavam sendo instrumentalizados pelas forças de direita que não desejam a realização das próximas eleições presidenciais e pediam a nefasta intervenção militar.

A maioria destes caminhoneiros não tem consciência política e se deixam levar pelos interesses empresariais e do grande capital, que estão por trás de tudo isso.

Entretanto, na minha modesta avaliação, o que mais me preocupa é que a população em geral - a maior prejudicada pela suspeita paralisação - hipotecou solidariedade a este movimento “orquestrado” pelas forças de direita.

O mais preocupante é que esta população percebeu que se tratava de um movimento contra o pensamento de esquerda. Vale dizer, a população se posicionou a favor de soluções autoritárias para os nossos problemas sociais.

Desta forma, fica claro que os movimentos sociais e políticos de esquerda estão precisando fazer um sério e competente trabalho de conscientização política, mostrando quem está realmente do lado do povo, quem pode efetivamente lutar por uma sociedade mais justa, mais solidária e menos individualista.

É preciso que a população tenha muito claro que o mercado concentra e não distribui a renda. A atual política de preços da Petrobrás é um exemplo disto. O neoliberalismo é altamente danoso para o povo trabalhador. Só um governo democrático pode impedir este “darwinismo” social. O inimigo da população não é o Estado e, sim, o capital, que explora a força de trabalho.

Na verdade, em razão desta manipulação dos grandes meios de comunicação, sob o aspecto político, a nossa população está à deriva, está perdida, tornando-se frágil vítima e “massa de manobra” da extrema direita em nosso país.

Nada disso está sendo compreendido pela nossa imatura esquerda, que prima por falta de sensibilidade política e até parece que não tem uma estratégia competente para chegar ao poder. Por vezes, chega a fazer o “jogo da direita” e contribui para uma indesejável instabilidade social e política, colocando em risco as próximas eleições presidenciais. Nelas, a nossa vitória é quase que certa, pois a direita não tem sequer um candidato eleitoralmente viável.

Enfim, diante da falta de educação política e ideológica de nossa população, mais do que nunca se torna alarmante e atual a conhecida advertência de Bertolt Brecht: “A cadela do fascismo está sempre no cio” ...

Afrânio Silva Jardim, professor de Direito da Uerj.
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ContextoLivre — Ano X


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Raquel Dodge pede arquivamento de inquérito sobre caixa dois de Aloysio Nunes

De acordo com a procuradora, o delator não encontrou provas para corroborar com seus depoimentos

Raquel Dodge, procuradora geral da República, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (30), o arquivamento do inquérito aberto para apurar a suposta doação eleitoral não contabilizada ao ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes (PSDB), em 2010.

De acordo com a procuradora, o delator não encontrou provas para corroborar com seus depoimentos:

“A autoridade policial no seu relatório final reconhece que as afirmativas constantes do termo de colaboração de Ricardo Ribeiro Pessoa, especificamente em relação à suposta doação em espécie à campanha de Aloysio Nunes Ferreira em 2010, não foram corroboradas por outros elementos de prova suficientes a comprovar a materialidade e a autoria das infrações investigadas, e, por isso, não há elementos para deflagrar ação penal”, argumentou Dodge.

A investigação trata dos depoimentos de delação premiada do ex-executivo da empreiteira UTC Ricardo Pessoa. Ele diz que teria acertado doação de R$ 500 mil à campanha de Nunes ao Senado, em 2010. Aloysio está licenciado do mandato para ocupar o cargo de ministro.

O pedido de arquivamento será analisado pelo ministro Celso de Mello, relator do inquérito. Não há prazo para a decisão.

No Fórum
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Fachin vai re-estabelecer o imposto sindical

Constituição não deixa Golpista "desestabilizar" o regime sindical

Manifestação em São Paulo contra a revogação da Lei Áurea
Thallita Oshiro/CUCA da UNE
De Amanda Pupo, Rafael Moraes Moura e Fernando Nagakawa, no Estadão:

O ministro Edson Fachin, Supremo Tribunal Federal (STF), vê razões para o retorno da contribuição sindical obrigatória. Esse pagamento foi extinto pela reforma trabalhista.

Em despacho divulgado nesta quarta-feira, 30, o ministro defendeu, inclusive, que há elementos que justificam decisão monocrática, ou seja, uma decisão dele próprio, sem levar para o plenário.

Algumas entidades sindicais receberam a notícia com otimismo. No despacho, o ministro diz que recebeu informações de entidades que mostram o impacto das alterações feitas pelo Congresso nas atribuições dadas pela Constituição aos sindicatos. Para o ministro, conforme o que está previsto no texto constitucional, “é necessário reconhecer” que a mudança pode ser “desestabilizadora” de todo o regime sindical.

Até antes de novembro do ano passado, todo empregado com carteira assinada tinha um dia de trabalho descontado. Os recursos eram divididos entre centrais, sindicatos e o próprio governo. Com a reformulação da CLT, essa contribuição deixou de ser obrigatória. Fachin, no entanto, entende que a nova regra gera possível “enfraquecimento dos direitos sociais com a redução da capacidade de financiamento das atividades sindicais”.

No despacho, o ministro afirmou que, se Plenário não julgar ação contra o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical, analisará a possibilidade de conceder uma medida cautelar. O tema está previsto para ser analisado pelos 11 ministros da Suprema Corte no dia 28 de junho.

(...)

No CAf
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Sujos na rodinha


A paralisação dos caminhoneiros trouxe muito mais estragos do que os provocados pelo desabastecimento de combustíveis nas cidades e de ração para animais nas fazendas de aves e suínos. Alguns personagens saem desse episódio com a imagem seriamente avariada.

Michel Temer – com cartazes de Fora Temer a direita e a esquerda, Temer não tem mais para onde correr. O paradoxal disso é que Temer é indestrutível. Em dois anos, enfrentou duas denúncias da Procuradoria Geral da República e um movimento paredista com ares de greve geral e tentativa de derrubada do governo. E continuou no governo. Foi derrotado em todas as suas vitórias.

Rede Globo – tal qual Temer, apanha – infelizmente para seus jornalistas, literalmente – da direita e da esquerda. Aliás, a extrema direita tomou emprestado da esquerda os gritos de “Fora Temer” e “abaixo a Rede Globo”.

globo caminhoneiros

Pedro Parente – recebeu da grande mídia o tratamento devido ao grão tucanato, quando em crise: o manto da invisibilidade e a tentativa de transferência dos seus erros para a conta do PT.  Pode ainda continuar à frente da Petrobras, mas é um pato manco. Não encontrará apoio para bancar sua estapafúrdia política de preços. Em ano de eleição, isso é fatal.

Pensamento conservador – a ideia de que o livre mercado traria a auto regulação e o crescimento geral foi destruída. Atropelada por uma economia parada por caminhões parados e a aprovação desse movimento por 87% da população. Vá até a página de arautos como o MBL ou o “Vem pra Rua”. Estão fechadas por falta de combustível. A classe média com galões em fila de posto de gasolina e sob o risco de faltar papel higiênico nos supermercados deve ter se sentido em pleno governo bolivariano. Como defender que era só tirar a Dilma que tudo se resolveria?

venezuela é aqui

Intervenção Militar – em meio às vitórias várias dos caminhoneiros, há um derrotado.  Aquele que sonhou que o Exército tomaria o poder. Desta vez, as vivandeiras não foram apenas bolir com os granadeiros. Mais do que isso, prepararam-lhes a cama, mas os militares se recusaram a deitar com elas. O que acontecerá a partir dessa rejeição ainda é mistério. Mas, sem dúvida, algumas ilusões armadas foram desfeitas.

intervenção militar

Ministério Público e Judiciário – sempre tão ativos quando e trata do PT, sumiram. Sem opiniões nas redes sociais, sem jejuns ou convicção.

Partidos de esquerda – um poderoso movimento popular do qual não participaram, nem foram convidados. Poderia se dizer o mesmo dos outros partidos, mas esses não participariam mesmo. É um caso para se estudar.

Sérgio Saraiva
No Oficina de Concertos Gerais e Poesia
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Segurança diz que Lula esteve 72 vezes no sítio em Atibaia e desmente a Globo

A PF no sítio de Atibaia
Segundo a Folha, o tenente Valmir Moraes da Silva, da equipe de segurança de Lula, disse ao juiz Sergio Moro nesta quarta (30) que o ex-presidente esteve no sítio de Atibaia (SP) em cerca de 72 finais de semana, de 2012 a 2015.

Ele prestou depoimento como testemunha de defesa no processo que investiga se Lula se beneficiou de R$ 1,02 milhão em benfeitorias que teriam sido pagas pela Odebrecht e OAS.

O Ministério Público Federal acusa o petista de ser o verdadeiro dono do imóvel, que está no nome do empresário Fernando Bittar.

Valmir disse que fez o levantamento por curiosidade, após ver relatos na imprensa de que o ex-presidente teria estado no sítio em mais de cem finais de semana. Segundo ele, Lula levava uma bolsa de mão, com shorts, camiseta e agasalho, e retornava para casa com as roupas. 

O segurança também afirmou que, desde o primeiro momento, ficou sabendo que o imóvel pertencia a Fernando Bittar. De acordo com ele, sempre que havia algum problema no sítio, a mulher de Lula, Marisa Leticia, dizia para ligar para o empresário. 

O tenente disse, ainda, que Marisa, morta em fevereiro de 2017, levava bichos para o sítio e cuidava de uma horta no local. 

Em 2016, uma matéria do Bom Dia, Brasil, da Globo, afirmava que Lula “foi mais de uma centena de vezes ao sítio”.



Mas Lula diz que o sítio não é dele. Este sítio, para onde o ex-presidente Lula foi mais de 100 vezes, passou por reforma e a dona de uma loja de material de construção disse que a obra foi paga pela empreiteira Odebrecht, investigada na Lava Jato.

Informações do Portal da Transparência do Governo Federal mostram que as viagens da família do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva ao sítio em Atibaia, no interior de São Paulo, foram frequentes, desde 2012.

A propriedade tem mais de 170 mil metros quadrados, o que equivale a 24 campos de futebol. O sítio fica no meio da mata, tem piscina e um lago.

O site da Revista Época mostra que Lula e a família viajaram 111 vezes ao sítio ao longo de quatro anos. Uma média de uma visita a cada duas semanas.

Os detalhes estão no Portal da Transparência do Governo Federal. No site é possível ver que a segurança pessoal do ex-presidente o acompanhou nessas viagens, feitas de carro de São Bernardo do Campo a Atibaia.

Em 2012, Lula e a família passaram, pelo menos, oito fins de semana no sítio. Em 2013,19 fins de semana e feriados. Em 2014, 18; e no ano passado foram pelo menos 22 fins de semana, quase metade de todos os 52 fins de semana do ano.

Até o Réveillon, Lula passou no sítio, segundo os registros oficiais. Apesar de tantas visitas, o ex-presidente nega ser dono do sítio. Diz que usa o local apenas para descansar. (…)

No DCM
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‘Espião do Exército’ William Botelho, o Balta, entra na mira do MPF

Procurador investiga se militar cometeu falsidade ideológica e usurpação de função pública ao se infiltrar em grupos de militantes – e qual foi o papel do Exército

Botelho na foto em que se exibia como Balta, no Tinder e, à direita, vestido com traje militar
A sorte pode estar mudando para o major William Pina Botelho, o oficial de inteligência do Exército que, sob a identidade falsa de Balta Nunes, atuou como infiltrado em movimentos sociais ao longo de pelo menos dois anos, mentindo e assediando mulheres, e que, em 4 de setembro de 2016, envolveu-se na controversa detenção de 18 jovens e três adolescentes antes de uma manifestação Fora Temer, no CCSP (Centro Cultural São Paulo).

Desde que teve sua atuação exposta, em reportagem da Ponte e também do El País, em 2016, o militar escapou ileso de todos os procedimentos que se aproximaram de investigar sua atuação — no Ministério Público Estadual, na Procuradoria de Justiça Militar, na Câmara dos Deputados e no próprio Exército. Mas isso pode mudar. É que a 7ª Câmara de Coordenação e Revisão (Controle Externo da Atividade Policial e Sistema Prisional), da Procuradoria Geral da República, em Brasília, decidiu ressuscitar uma investigação a respeito de Botelho que caminhava para o esquecimento.

A investigação havia sido aberta, ainda em 2016, pela Procuradoria da República em São Paulo, a pedido da 7ª Câmara, com base nas reportagens publicadas por Ponte e El País. Mas avançou pouco: a procuradora Cristiane Bacha Canzian Casagrande, encarregada do procedimento investigatório criminal, concluiu que não havia indícios de crime por parte do militar e, no ano passado, pediu o arquivamento.

Os procuradores de Brasília, contudo, não aceitaram o pedido de arquivamento e devolveram o procedimento para a Procuradoria paulista. Em 19 de fevereiro deste ano, a investigação foi parar na mesa do procurador da área criminal Marcos Angelo Grimone, que decidiu retomar o caso.

Em entrevista à Ponte, Grimone afirma que investiga a possibilidade de o major Botelho ter cometido os crimes de falsidade ideológica e usurpação de função pública. “Em tese, ele usou falsa identidade e documentos falsos para se fazer passar por terceiro. Ele também poderia ter cometido usurpação de função pública, porque um oficial do Exército não tem poder de polícia”, afirma o procurador. A pena para cada um dos dois crimes pode chegar a cinco anos de reclusão.

Perfil do capitão Botelho no aplicativo de paquera Tinder, usado para
O Exército afirma que, na tarde de 4 de setembro de 2016, quando Botelho se misturou a um grupo de manifestantes que se preparava para participar de um protesto contra o presidente Michel Temer (PMDB) na avenida Paulista, a atuação do militar estava coberta por um decreto federal de 31 de agosto, que determinou a realização de uma operação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) para a cidade de São Paulo, naquele dia, por conta da passagem da tocha paralímpica. Segundo um documento do Exército, enviado em resposta a questionamentos do deputado federal Ivan Valente (PSOL), Botelho estava autorizado a desenvolver “atividades de inteligência” pelo decreto de GLO, que dá poder de polícia aos militares.

O procurador Grimone, porém, afirma que o decreto de GLO não poderia valer para as atividades de Botelho. “Ele se passou por um terceiro, o que poderia ser uma atividade policial de infiltração, que não é permitida pela GLO. É uma coisa fora do figurino. E, ainda que houvesse essa possibilidade, uma infiltração só pode ser feita com autorização judicial”, afirma. Atividades de infiltração só podem ser realizadas em organizações criminosas, com conhecimento prévio da Justiça e do Ministério Público – e nada disso ocorreu no caso de Botelho.

Além da possibilidade de resultar numa ação criminal, o procurador afirma que a investigação também poderia – sempre “em tese” – recomendar a instauração de uma ação civil de improbidade administrativa, que, em caso de condenação, poderia levar à perda do cargo.

Quem deu a ordem?

A investigação também pode ir além de Botelho e seu alter ego Balta. “Agora preciso saber se ele se fez passar por outra pessoa agindo em nome do Estado brasileiro. É essa investigação que estamos fazendo”, afirma. Se ficar provado que agiu sob ordens do Exército, “em tese, os superiores poderiam ser responsabilizados, porque existe a cadeia de comando”.

Botelho ao ser detido com outros manifestantes, em 4/9/16
Foto: Divulgação
Os superiores de Botelho sempre deixaram claro que o então capitão, hoje major (ele foi promovido “por merecimento” no Natal de 2016), agiu seguindo ordens do Exército. O comandante da 3ª Companhia de Inteligência, tenente-coronel Edgard Brito de Macedo, superior imediato do militar, confirmou que havia dado ao subordinado a missão de “acompanhar as atividades de possíveis agentes identificados como perturbadores da ordem pública” naquele 4 de setembro. Macedo prestou depoimento em duas oportunidades sobre o tema: para uma sindicância do Exército e para um procedimento investigatório preliminar da Procuradoria de Justiça Militar em São Paulo, do Ministério Público da União. Os dois procedimentos terminaram arquivados.


Desde que assumiu as investigações do caso, o procurador ouviu em depoimento parte dos jovens detidos em frente ao CCSP, policiais militares que participaram da prisão e atualmente aguarda o envio de documentações do Exército e pela Justiça criminal paulista. Ele descartou, por enquanto, o possível envolvimento direto do militar na ação da Polícia Militar que levou à prisão dos 18 jovens no CCSP. “Segundo o relato dos próprios policiais, houve a detenção dos manifestantes independente desse agente provocador”, diz.

A última pessoa que Grimone pretende ouvir é o próprio Botelho. Para tomar o depoimento do militar, o procurador precisará ir até Manaus (AM), já que o major foi transferido para o Comando Militar da Amazônia.

Os 18 do Centro Cultural

O procurador Grimone não é o único que pretende ouvir Botelho em Manaus. O depoimento do major é o único item que falta para encerrar a fase de instrução do processo contra os 18 jovens detidos no CCSP. Depois de diversas remarcações, o militar deve ser ouvido no Fórum Ministro Henoch da Silva Reis, em 29 de junho. A defesa quer que o depoimento ocorra por teleconferência, mas afirma estar encontrando dificuldades.

A ideia de ouvir Balta/Botelho é algo que divide os defensores dos jovens. Parte dos advogados dos réus é contra, por acreditar que o depoimento do major é imprevisível e poderia prejudicar a defesa. Um dos advogados comentou que considera a atuação do infiltrado “politicamente escandalosa, mas juridicamente irrelevante” para o caso dos réus.  Outros defensores pensam o oposto e, com base no envolvimento do Exército na prisão dos jovens, levantam a possibilidade de deslocar a competência do caso para a justiça federal.

Dos réus, 17 eram manifestantes que se preparavam para participar de um protesto contra o presidente Temer. Outro é um estudante de jornalismo que havia ido à biblioteca do CCSP para pesquisar um livro sobre vinil e acabou preso junto com os demais.

No dia seguinte à prisão dos jovens, em 5 de setembro de 2016, o juiz responsável pela audiência de custódia dos suspeitos considerou a detenção ilegal e determinou o relaxamento da prisão, comparando o comportamento da polícia no episódio à ditadura militar.

O promotor Fernando Albuquerque Soares de Souza, porém, levou a sério o relatório do inquérito conduzido pelo delegado do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) Fabiano Fonseca Barbeiro. Para o delegado e o promotor, os jovens haviam se reunido com o objetivo de destruir patrimônio público e privado e de ferir policiais militares.

Os 18 jovens foram denunciados por associação criminosa e corrupção de menores. Entre as provas apreendidas pela Polícia Civil, estão equipamentos de primeiros socorros, vinagre, máquinas fotográficas, celulares, um chaveiro do Pateta, um disco metálico e uma barra de ferro – que os manifestantes afirmam ter sido “plantada” por policiais militares.

No MP Estadual, outro arquivamento

Quando os jovens foram presos, dois relataram que foram agredidos pela Polícia Militar: um levou um soco nas costelas e uma adolescente foi “arrastada pelo pescoço”. O Ministério Público Estadual de São Paulo abriu um procedimento investigatório criminal para apurar a conduta dos policiais civis e militares envolvidos na detenção, a cargo do promotor Antônio Benedito Ribeiro Pinto, do Gecep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), e do promotor Marcelo Alexandre Oliveira, da Promotoria da Justiça Militar.

A investigação não deu em nada. Em 22 de fevereiro deste ano, o MP paulista determinou o arquivamento dos autos, dizendo: “não há indícios suficientes de ilícito criminal praticado por policiais militares a ensejar adoção de providências”.

Embora houvesse o depoimento de um jovem relatando ter sido esmurrado e de outro dizendo ter testemunhado a agressão, os promotores consideraram que não havia “indícios suficientes a autorizar a requisição de inquérito policial para apuração de eventual crime de tortura ou maus tratos”. Também apontaram que a agressão não foi registrada pelas câmeras do Centro Cultural São Paulo e que o laudo de exame de corpo de delito “concluiu pela inexistência de lesões corporais de interesse médico legal”. Segundo os promotores, a adolescente arrastada pelo pescoço não foi encontrada para confirmar as agressões.

O Legislativo também tentou entrar no ‘Caso Balta’, em 2016, quando a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados pediu a convocação dos ministros da Justiça, da Defesa e do Gabinete de Segurança Institucional para apurar as denúncias envolvendo o militar. O requerimento nem chegou a ser votado.

Fausto Salvadori
No Ponte
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Farsas

O Brasil alterou a famosa frase do Marx. Aqui, a História não se repete como farsa, as farsas se repetem como História. O golpe de 64 foi farsesco, descontando-se o que teve de ignóbil. Depois dele, vivemos 20 anos com generais se sucedendo na presidência da República sem votos, uma farsa reincidente. Entre os generais presidentes, tivemos de bufões a um falso pastor que autorizou assassinatos de Estado, como nos contou, recentemente, a CIA. Diante desse teatro burlesco, a população teria todo o direito de gritar “E os palhaços? Onde estão os palhaços?”, se fosse permitido gritar. Para ser uma farsa completa, só faltaram palhaços em cena ou, no mínimo, um amante só de cueca escondido no armário.

E agora tem gente desfilando com faixas que pedem intervenção militar já. Quer dizer, pedem uma repetição da farsa. Como gostaram da outra, provavelmente querem uma farsa igual àquela, uma volta àqueles dias. São movidos à nostalgia, mais do que qualquer projeto realista. Mas o movimento está crescendo, pelo que se ouve e se lê, e não se minimize o poder da nostalgia mobilizada, quanto mais irrealista mais perigosa.

A farsa de 64 começou com um general de opereta, impaciente com a demora das conspirações, decidindo comandar seus tanques contra o governo Jango sem esperar por ninguém. Foi a faísca que incendiou o resto. Muito cuidado com faíscas e generais impacientes, portanto.

Futebol

Quem não gosta de futebol, além de ser ruim da cabeça e doente do pé, é porque nunca viu um jogo como o Real Madri x Liverpool na decisão da Copa da UEFA, na semana passada. Tudo que o futebol tem de bonito e de dramático - e, no caso dos erros do goleiro do time inglês, Karius, responsável por dois dos gols do adversário -, de patético, estava em campo. Dramática foi a contusão do Salah, grande revelação do Liverpool, que talvez fique fora da Copa em que ele seria uma das sensações, jogando pelo Egito. Mas vão sobrar sensações na Copa que se aproxima. Não perca.

Luís Fernando Veríssimo
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Como o WhatsApp contribuiu para fragmentar os caminhoneiros

O uso frequente do Whatsapp na greve dos caminhoneiros influenciou na condução das paralisações e nas negociações entre governo e movimento. A análise é de Pablo Ortellado, professor e pesquisador do Monitor do Debate Público no Meio Digital da USP.

Boa parte da comunicação entre os caminhoneiros grevistas foi feita através do comunicador do Facebook
Na entrevista a seguir, o pesquisador alerta para o fato de que cada grupo do comunicador pertencente ao Facebook está limitado a apenas 256 usuários. Segundo Ortellado, isso contribui para fragmentar o movimento, pois não há uma plataforma central de distribuição de informações, o que leva muitas delas a demorar dias para serem repassadas. Essa característica também favorece a disseminação de fake news, diz.

O uso das redes sociais vem se sofisticando em relação à organização de greves ou das mobilizações sociais?

A relação entre internet e mobilização sociais é algo que se fala desde os movimentos antiglobalização dos anos 90. Mas acho que a mobilização dos caminhoneiros tem uma característica específica. Ela ocorreu muito por meio do WhatsApp. Não só por ele, tem um pedaço acontecendo no Facebook.

Mas é uma relação entre o Facebook e o WhatsApp. Isso tem impactos na forma do movimento responder, porque o Whatsapp é uma rede privada e limita os grupos a 256 usuários, impedindo que as redes formadas sejam muito amplas. A organização fica fragmentada.

Essa característica explica, em parte, o fato de o governo ter feito rodadas de negociações com lideranças diferentes e não ter gerado um desmobilização imediata. O governo fez uma primeira rodada de negociação e achou que tinha feito o acordo, mas não foi o suficiente. Então apresentou outras mudanças, uma nova rodada e ainda seguimos com bloqueios nas estradas.

O uso das redes privadas e limitadas de WhatsApp cria estruturas de organizações mais horizontais e mais descentralizadas. Por isso estruturas mais verticais ficam desconectadas da estrutura viva e mais horizontal, como a dos caminhoneiros.

Então diálogos e negociações ficam perdidos?

Fica muito difícil. Quando se está negociando com metalúrgicos, eles têm uma unidade de comando com quem se constrói o acordo. No caso dos caminhoneiros, a gente fala de uma categoria que já tinha várias associações de representação. Não havia uma unicidade. E além disso, nesse processo de mobilização ela produziu lideranças locais, quem tem a ver tanto com a dimensão continental do Brasil e da mobilização estar espalhada pelas redes de estrada do Brasil.

Tem um outro elemento: a comunicação por WhatsApp é muito mais lenta que a comunicação pelo Facebook. Um exemplo: por Facebook uma postagem pode ter repercussões imediata porque a rede comporta páginas e perfis com grande alcance. Algumas páginas políticas tem mais de 100 milhões de seguidores. Em poucas horas, aquela mensagem chega.

No WhatsApp isso não acontece justamente pelo limite da rede de 256 pessoas. Então para a informação começar a atingir milhões de pessoas ela tem que ir passando de grupo em grupo e isso demora dias. A dinâmica de difusão muito mais lenta. Acho que tudo isso contribuiu para a fragmentação desse movimento e dificultar a negociação.

Nesse sentido, as mobilizações de 2013, que usou o Facebook, foi muito diferente com a do caminhoneiros?

Tem essa diferença porque no Facebook a comunicação viraliza muito mais rápido devido as páginas e perfis de grande alcance enquanto no WhatsApp não. Mas vale lembrar que esse processo da greve dos caminhoneiros tem dois processos sociais em paralelo. Tem o processo da categoria e tem o movimento de apoio aos caminhoneiros, que está inclusive muito engajado nos bloqueios da estradas. Os bloqueios não tem só caminhoneiros, tem população também. Eu passei por cidades no sul do país que tinha mil pessoas bloqueando a rua e não eram caminhoneiros, eram família. Naquela região eles estavam organizados pela página dos moradores da cidade, do Facebook. Eram famílias com crianças jogando futebol para bloquear a via.

O senhor acredita que as redes sociais reforçam o comportamento de um espírito de manada?

Acho que isso acontece… Não é qualquer coisa que viraliza. Ninguém tem o poder de escolher o que vai viralizar. Viraliza aquilo que toca em um determinado ponto, que move um sentimento de urgências nas pessoas.

Uma mobilização desse tipo ela é muito imprevisível. Ela começa muito devagar e de repente explode ao tocar em alguns pontos. Ela foi ressignificada. Não dá para ser construído voluntariamente. Teve gente que tentou fazer isso, mas é algo espontâneo.

O movimento foi ressignificado e a partir daí vieram as fake news…

Está cheio. Tenho dezenas de material a esse respeito. Chega mais fake news via WhatsApp. Há dezenas de coisas dizendo que intervenção militar está a caminho, supostos militares gravando áudio, supostos vídeos de militares. Os intervencionistas estão extremamente ativos, entrando nos grupo e se difundido. Tem uma campanha muito pesada.

E que conclusão chega ao ver esse material nas redes?

É engraçado. Vou te dar uma opinião porque não tem como ver o todo. Estou lendo o que está circulando. O meu sentimento é que não é uma demanda autoritária da parte da população. O apelo à intervenção militar está ligado ao sentimento anti-corrupção. A ideia de que o sistema político não consegue corrigir a si mesmo. Tiraram o PT, puseram a direita e viram que direita é tão ruim se não pior que a esquerda. Então vem a pergunta: “do sistema político, quem a gente vai por lá?”. Precisa vir uma solução de fora, mas essa solução não é necessariamente autoritária.

O apelo não é por autoridade ou suspensão por direitos democráticos. Ela é por combate à corrupção. Então ela não é um apelo antidemocrático. Claro que seu resultado é antidemocrático e as pessoas que estão explorando isso são abertamente antidemocráticas.

Segundo o levantamento que fizemos esta semana, há um número grande de postagens no Facebook articulando direito de voto e intervenção militar. As coisas são muito mais confusas do que a gente pensa. Vale a pena investigar mais.

Marina Cubas
Do CartaCapital
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Gilmar e FHC. Quem é o escarnecedor?


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Procuradora diz que HC de Gilmar a Paulo Preto atropelou instâncias


A procuradora da força-tarefa da Lava jato de São Paulo Adriana Scordamaglia disse, segundo relatos do Estadão desta quinta (31), que vê com "estranheza" o habeas corpus dado pelo ministro Gilmar Mendes a Paulo Vieira de Souza, mais conhecido como Paulo Preto. O suposto operador do PSDB, sua filha Tatiana Arana de Souza e Geraldo Casas Vilela, ex-diretor de Assentamentos da Dersa, foram presos na quarta (30) mas não permaneceram sob custódia nem 12 horas, pois foram libertados com o recurso ao Supremo.

Segundo a procuradora, ninguém vai esquecer deste dia, porque foi "uma audiência [de custódia] sui generis a qual foi atropelada ao seu final com uma liberdade concedida pela última instância havendo também supressão das instâncias, já que tem o tribunal e o STF é a última instância que os réus devem recorrer”, afirmou.

A procuradora ainda disse ao jornal que Paulo Preto tem ameaçado testemunhas, sim, e que Gilmar Mendes errou ao acreditar que não há mais riscos ao processo. "O ministro Gilmar Mendes diz que só testemunhas de defesa seriam ouvidas agora, e isso não é verdade. Serão ouvidas testemunhas arroladas pela acusação em breve.”

Paulo Preto é acusado de comandar um esquema na Dersa que teria desviado R$ 7,7 milhões de programas de habitação e indenizações voltados para famílias que seria afetadas pelas obras do Rodoanel Trecho Sul.

No GGN



Gilmar, solta Paulo Preto e ‘Sensacionalista’ terá de mudar de slogan


Ontem, no meio da tarde, o site de humor Sensacionalista publicou a imagem acima e a chamada: Paulo Preto é preso de novo e PSDB projeta sinal luminoso no céu chamando Gilmar Mendes.

Poucas horas depois, o operador de propinas dos tucanos paulistas estava, outra vez, solto por ordem do incontinente ministro do STF.

Nem cabe discutir os fundamentos jurídicos da decisão, porque não é nisso, claro, que ela se apoia.

Por muito menos que os R$ 113 milhões que teriam sido encontrados nas contas de Preto – Paulo Vieira de Souza – ou que o desvio de R$ 7,7 milhões, entre 2009 e 2011, durante o governo de José Serra, há gente presa há meses e um ex-presidente da República está enjaulado em Curitiba, embora lidere com folga todas as pesquisas de intenção de voto para as eleições de outubro.

Paulo Preto está solto, claro, por ser o “líder que não se deixa à beira da estrada”, desde que foi apontado, em 2010, como operador de propinas do PSDB.

Da tirada humorística que virou fato, a única coisa que ocorre é que o simpático site terá de mudar de slogan.

“Isento de verdade”, aquele que usa hoje, perdeu toda a graça.

Isenção, no Brasil, é que virou piada.

Fernando Brito
No Tijolaço
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TST aumenta multa e federação orienta petroleiros a suspender greve

Após declarar paralisação ilegal por "cunho político", tribunal elevou valor para 2 milhões de reais por dia em caso de descumprimento

A multa diária passou de 500 mil para 2 milhões de reais
A Federação Única dos Petroleiros anunciou nesta quinta-feira 31 que orientou os sindicatos da categoria a suspender a greve de 72 horas iniciada no dia anterior. A categoria pedia a demissão de Pedro Parente, a mudança na política de preços da Petrobras e a redução do valor dos combustíveis. 
O recuo ocorre após o Tribunal Superior do Trabalho, que declarou a greve ilegal na terça-feira 29, aumentar de 500 mil para 2 milhões de reais a multa diária aos sindicatos dos petroleiros envolvidos na paralisação. A categoria desafiou a decisão do TST e cumpriu o primeiro dia de greve. 

A decisão foi da ministra do TST Maria de Assis Calsing, a mesma que havia declarado a greve ilegal por ter "cunho essencialmente político". Após analisar uma petição da União e da Petrobras, ele ampliou o valor da multa.

 Calsing afirmou que houve deliberado descumprimento da ordem judicial. “Esse cenário, corroborado pelas notícias disponibilizadas nos diversos veículos de informação, demanda, com certa perplexidade, o recrudescimento da ordem judicial, pois efetivamente o valor inicialmente arbitrado não se revelou suficiente a compelir o cumprimento da medida”, escreveu a ministra. 

Calsing não atendeu ao pedido da União e da Petrobras de responsabilização pessoal imediata dos dirigentes sindicais, “o que deverá ser apurado no curso do processo”. 

Em nota, a FUP voltou a chamar o TST de "tribunal do capital". "Essa multa abusiva e extorsiva jamais seria aplicada contra os empresários que submetem o país a locautes para se beneficiarem política e economicamente. Jamais seria imposta aos empresários que entregam patrimônios públicos, aos que destroem empregos e violam direitos dos trabalhadores", diz a federação. 

A entidade afirma que decisão busca "criminalizar e inviabilizar os movimentos sociais e sindicais". A FUP afirma que o recuo é "momentâneo" e necessário "para a construção da greve por tempo indeterminado, que foi aprovada nacionalmente pela categoria".

No CartaCapital
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Audálio Dantas e Alberto Dines: o Brasil cada vez mais órfão de si mesmo



Poucos dias depois da despedida de Alberto Dines, outro companheiro de incomensurável importância para o Brasil e para o jornalismo brasileiro, nosso amigo Audálio Dantas, nos deixou, ontem, a todos que amam este país, um pouco mais órfãos de nós mesmos.

Um de seus mais importantes gestos de amizade, mas não o último, foi nos dar a honra de receber das mãos de Juca Kfouri, em outubro de 2015, o Prêmio Especial Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, que depois foi entregue, em mãos, na nossa casa em Brasília, em afetuosa visita da companheira Ana Flávia Marx.

Para Audálio Dantas e Alberto Dines, ficam estas palavras, que dormiram muito tempo na gaveta, desde que foram rabiscadas, entre “cañas” e “tapas”, em uma noite solitária, em um bar de Madrid, na década de 1980:
Los que luchan,
no parten.


Comparten.


El pan endurecido del coraje.


La sangre que corre,
curtida en
odre de sudor y sal,
en sus venas solidarias.


Como el vino de uvas
veranas,
de soles antiguos,
paridas por la luz
del tiempo
insano
en la cara
de las montañas,
con prisa,
antes que la piedra
vuelva a ser arena,
serena,
en las orillas
de los horizontes.


Los que luchan,
no parten.


Brillan,
como el hidrógeno,
en el interior
de las estrellas.


Para donde vuelan,
como cohetes,
con la fuerza del inercial impulso
de su propio ímpetu.


Y pulsan,
en el corazón del futuro,
su memoria y su ejemplo.



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Agora, já com o Brasil ladeira abaixo, Supremo e generais defendem a “democracia”


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Greve dos caminhoneiros liberou apelos à derrubada da democracia

Dois componentes da fermentação criada pelos empresários e autônomos do transporte de carga valem um destaque, o primeiro em razão do futuro, o outro, do passado. Seriam úteis, como objeto de reflexão, durante os previsíveis movimentos corporativos suscitados pela crise econômica e estimulados pela vitória absoluta dos transportadores em seu desafio ao governo.

A situação é mesmo convidativa para as reivindicações pressionantes.

A infiltração político-partidária nos caminhoneiros nada tem de anormal. É comum que esses movimentos expressem confrontos temáticos entre partidos, e militantes ajam nas ruas pela causa partidária. O que houve de grave, agora, foi a liberação dos apelos à derrubada da democracia, que ainda nem se livrou das fraldas.

A sem-cerimônia com que a conclamação à "intervenção militar" passou dos testes tímidos, aqui e ali, à explicitude urrada, por voz e por escrito, estendeu-se no país.

É grande o risco de que o slogan não saia das ruas em ebulições no futuro próximo. A população mal informada, carente de percepção política e sugada pela crise não pode ser obstáculo à pregação do salvamento ilusório.

Mas a ideia não poderia ter nem sequer a exposição que lhe é dada agora: a Constituição pressentiu e teve o cuidado de proibir qualquer pretensão contra o regime por ela dado ao país —e apenas iniciado em 30 anos, contra os poderes tradicionais.

Os pregadores de ditadura são passíveis de investigação e processo. Não houve, porém, nenhuma "autoridade" que os incomodasse.

Nesse capítulo, resta constatar o enlace de uma notícia discreta, dias atrás, e da identificação de José da Fonseca Lopes, líder dos caminhoneiros, como filiado e ex-candidato a deputado do PSDB.

Dizia a notinha que Rodrigo Maia, ao chegar à Câmara depois de iniciado o bloqueio de estradas, foi logo cercado por um grupo de deputados do PSDB concitando-o a admitir sua posse na Presidência da República. Logo, com a derrubada de Temer. Só acaso?

De outra parte, ficou clara a inutilidade, decidida pelo comando do Exército, do decreto Garantia da Lei e da Ordem, assinado por Temer e induzido por Raul Jungmann, para o Exército confrontar os caminhoneiros e desobstruir as estradas. Adeptos da força, Temer e seus imediatos insistem na transformação do Exército em força policial. Quando muito, o comando admitiu a escolta para entregas mais urgentes.

Driblou-se a probabilidade, elevada pela exasperação dos caminhoneiros, de gravidades com consequências incontroláveis. Driblou-se, não se extinguiu.

O verdadeiro

A primeira condenação do Supremo a um parlamentar na Lava Jato — deputado Nelson Meurer, PP do Paraná — foi incompleta. Os 13 anos e nove meses não incluíram pena pelos delatados R$ 4 milhões em dinheiro, por falta de prova. Nem a quantia por ele declarada à Justiça Eleitoral e sem prova de contrapartida sua. Problemas à vista para o pessoal de Curitiba, que sempre priorizou delação à investigação.

Nelson Meurer foi condenado por receber R$ 30 milhões, em mensalidades de R$ 300 mil, como pagamento por indicar e manter Paulo Roberto Costa como diretor da Petrobras.

Na fase dos vazamentos feitos pela Lava Jato, esse larápio foi dado, inúmeras vezes, como amigo, escolhido e mantido por Lula. Ao chegarem a julgamento, muitos vazamentos vão se mostrar como esgotos.

Janio de Freitas
No fAlha
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30 de mai de 2018

Temer não pode continuar. Renúncia Já!


Temer nunca teve qualificativos morais para ser presidente da República. Colocado no cargo por um Congresso golpista e corrupto e por um judiciário igualmente corrupto e golpista, levou o país ao caos e ao desgoverno e perdeu as condições políticas e administrativas para continuar no governo. Está produzindo a ruína da economia e da sociedade ao provocar a greve dos caminhoneiros. Os prejuízos econômicos e o sofrimento social são incalculáveis. As perdas são bilionárias.

1- Renúncia imediata de Temer. Ela deve ser exigida pelos partidos e pelas entidades da sociedade civil. O Brasil não tem mais governo e Temer não tem nenhuma autoridade. Manter Temer significa prolongar a crise e o sofrimento do povo;

2 - Com a renúncia de Temer deve ser seguido o que diz a Constituição: Rodrigo Maia assume e convoca a eleição de um presidente pelo Congresso. Deveria ser escolhido um presidente neutro para formar um governo técnico e neutro, com a missão de levar o País até o final do ano e garantir o calendário eleitoral. Poderia ser escolhido alguém como Ayres Brito ou outro que fosse uma pessoa honrada e respeitada;

3 - Os partidos deveriam garantir a governabilidade desse presidente e ele não adotaria nenhuma medida além das absolutamente necessárias para garantir uma governabilidade mínima;

4 - Seria antecipada a posse do presidente eleito e do novo Congresso para 15 de novembro;

5 - Seria feito um acordo com os caminhoneiros válido até o final do ano;

6 - Junto com Temer deveriam renunciar todos os ministros, Pedro Parente e todos os demais presidentes de estatais;


Aldo Fornazieri, Cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política (FESPSP)
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“Intervenção militar”, “Fora, Temer” e “Lula Livre”: na paralisação dos caminhoneiros, ninguém falou em Lava Jato

Moro, senhora Moro e Pedro Parente
A paralisação dos caminhoneiros foi um movimento político, motivado por razões econômicas, e marcado por três tipos de manifestação: “Intervenção militar”; “Fora, Temer”; e “Lula Livre”.

Há dois anos, quando também protestaram, os caminhoneiros exibiam faixas em apoio a Lava Jato.

Desta vez, não se viu nada que lembre a operação liderada por Sergio Moro.

É o reflexo de um movimento maior, a queda de popularidade da Lava Jato, constatada em todas as pesquisas de opinião.

E não é difícil entender por que.

A Lava Jato não tem feito bem ao Brasil, e a população, inclusive os caminhoneiros, começa a perceber.

Alardeia que, em quatro anos de operação, conseguiu recuperar R$ 1,5 bilhão de recursos que teriam sido desviados da Petrobras.

Perto do que a Petrobras perdeu com um acordo que fez com acionistas americanos — US$ 2,95 bilhões, quase R$ 11 bilhões — e com acordo para tentar colocar fim à paralisação dos caminhoneiros —R$ 13,4 bilhões —, é uma quantia irrisória.

Por trás do acordo nos Estados Unidos e da nova política de preços da empresa, estão os procuradores e juízes que, a pretexto de defender uma empresa que ostentava números vigorosos, provocaram um desastre.

Com a mudança de governo, que só foi possível pelo ambiente de caça às bruxas criado pela Lava Jato, saíram os gestores indicados por quem tinha a autoridade delegada pelo voto popular.

(E não eram Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró e Renato Duque, os ladrões mais notórios da Petrobras, pois estes já estavam fora da empresa havia muito tempo quando a Lava Jato começou).

Sob Lula e sob Dilma, a gestão da Petrobras era guiada por um princípio: empresa como alavanca do desenvolvimento e, por isso, a política de preços, investimentos e compras deviam atender ao interessa nacional — primeiro o Brasil.

Não era para dar prejuízo — e, na gestão do PT, nunca deu, pelo contrário, seu preço mais elevado ocorreu em 2008, quando o valor de mercado chegou a R$ 510 bilhões.

A Lava Jato gerou uma ruína econômica que foi além da empresa, ao mesmo tempo que se fortaleceu como agente político e de repressão do Estado.

Seu líder maior, Sérgio Moro, se sentiu à vontade na sexta-feira para dar palpite no movimento dos caminheiros.

“O prolongamento excessivo da paralisação e que inclui o questionável bloqueio de rodovias tem gerado sérios problemas para a população em geral, com prejuízos principalmente para o abastecimento de alimentos e de combustíveis nas cidades”, escreveu em um despacho.
“Espera-se que prevaleça o bom senso dos envolvidos, com a normalização da situação e antes que ocorram episódios de violência”, acrescentou.

Ninguém lhe deu ouvidos.

Mas a Lava Jato, no que se pode considerar sua jurisdição específica, se fez ouvir.

Com a derrota na Justiça de Portugal, no processo de extradição do consultor Raul Schmidt, denunciado no Brasil por desvio por corrupção ativa, foi para cima da filha dele, no Rio de Janeiro.

Depois de uma busca e apreensão na residência dela, com policiais portando metralhadora diante do neto pequeno de Raul, foi intimada a depor em Brasília.

Em São Paulo, o revide contra Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, operador do PSDB, também foi pesado.

Ele foi solto por medida de Gilmar Mendes há duas semanas, disse que não tinha nada a delatar, e agora, além de ser preso novamente, viu sua filha também ser recolhida ao xadrez.

É um padrão que se cria: a Lava Jato amplia seu alvo, e seu rigor, quando vê decisões suas sendo contrariadas.

Quem não se lembra do que os policiais federais fizeram quando Sérgio Cabral foi transferido para Curitiba, depois de uma queda de braço entre o juiz de primeira instância Marcelo Bretas e Gilmar Mendes?

Acorrentaram o ex-governador pelos pés e pelas mãos e o expuseram à fotografia,  sem que ele representasse qualquer risco à transferência.

Num jogo de faz de conta, com a repercussão negativa da conduta dos policiais, Moro cobrou explicações.

A PF disse que acorrentou o ex-governador para protegê-lo, e ficou tudo por isso mesmo.

A Lava Jato deixa cada vez mais evidentes as características de polícia política, atacando primeiro o PT, mas também todos os outros, com algumas exceções.

É uma tragédia do ponto de vista institucional, que só se tornou possível pela aliança entre policiais, procuradores e juízes.

No início, todos pareciam unidos unidos contra o PT e suas lideranças, para derrubar Dilma e depois bani-los da vida pública.

Não conseguiram tudo o que aparentemente buscavam, mas mostraram muita força e, com esse poder , ampliaram o leque de atuação.

No Brasil, hoje, ninguém está livre da Lava Jato. Seja culpado ou inocente.

Policiais e procuradores sempre mantiveram conexão direta entre seus respectivos trabalhos, mas juízes deveriam se manter distantes, neutros.

E juízes, quando exageram, são controlados pelos tribunais superiores, pelas corregedorias e pelo Conselho Nacional de Justiça.

Mas não é isso o que tem ocorrido.

Por exemplo, até hoje, dois anos depois, o Conselho Nacional de Justiça não analisou ainda a reclamação contra Sergio Moro pela divulgação das escutas telefônicas da presidente Dilma Rousseff.

E é necessário, não só para reparar o abuso contra o PT. Mas para proteger a todos da arbitrariedade.

Não importa se o alvo da ação abusiva da Lava Jato seja alguém ligado ao PSDB, como Paulo Preto, ao PMDB, como Sergio Cabral, ou ao PT, como ocorreu em tantos casos.

A Lava Jato precisa ser contida para preservar o que resta de democracia no Brasil.

Por isso é que soa como palavras vazias o discurso que a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, fez nesta quarta-feira, na abertura da sessão, aparentemente em referência ao movimento dos caminhoneiros, especificamente àqueles que defendem a intervenção militar:

“Dificuldades se resolvem com a aliança dos cidadãos, e a racionalidade, objetividade e trabalho de todas as instituições, de todos os poderes. A democracia não está em questão […] Não há escolha de caminho. A democracia é o único caminho legítimo.”

Disse mais:

“O direito brasileiro oferece soluções para o quadro vivido pelo povo.”

Sim, oferece.

Mas, até aqui, a corte que deveria fazer prevalecer o direito tem se comportado como protetora dos interesses daqueles que contrariam a Constituição, principalmente em razão da presidência de Cármen Lúcia.

Por que ela não permite votar a constitucionalidade da lei que assegura ao cidadão o direito de recorrer até a última instância antes de ser preso?

Porque pode tirar Lula da cadeia, mas Cármen Lúcia não diz.

Quem atropela a democracia não tem autoridade moral para apontar o dedo para os caminhoneiros.

Pode ter autoridade perante a lei, mas não autoridade moral.

O problema está no Supremo, a balbúrdia nas estradas é só um reflexo.

Joaquim de Carvalho
No DCM
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Jessé Souza e Luis Nassif discutem Subcidadania brasileira


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Eu lembro. Não faz tanto tempo assim

Eu lembro. Não faz tanto tempo assim.

Quando Dilma foi afastada da presidência, foi uma festa. Finalmente, depois de tantos anos, tínhamos de novo um presidente à altura do cargo. Um homem cujo terno era elogiado por cientistas políticos. (É verdade, não estou inventando.) Que dignificava seu discurso com mesóclises. Foi uma caravana de jornalistas puxa-sacos entrevistá-lo no Palácio, uma entrevista inacreditável que permanecerá para sempre como um ponto culminante da carreira de Noblat, Cantanhede e outros. A Veja ressaltava a posição da nova primeira-dama, “bela, recatada e do lar”, expressão que, antes de virar piada, foi – eu lembro – o título, a sério, de uma reportagem laudatória.

Só precisava de umas décadas a menos e umas plásticas a mais para Michel Temer se transformar no nosso John Kennedy. Seus discursos eram recheados de banalidades, mas elas eram aplaudidas com frenesi. Via-se uma sabedoria profunda, de idiot savant, em frases como “Pare de pensar em crise, trabalhe”. Aliás, o fato de Temer só falar banalidades contava entre seus méritos. Era disso que o Brasil precisava. Um velho e bom governo convencional. Previsível. Confiável. Oligárquico. Um governo de homens brancos idosos.

Na economia, arrocho nos gastos sociais, redução de direitos, mais mercado e menos Estado. Na política, a construção de uma enorme base parlamentar que garantiria a “governabilidade”. Sem falar na moral e nos bons costumes. Família patriarcal e camisa verde-amarela. Em tudo, sempre, as fórmulas de sempre. O empresariado aplaudia, a mídia ululava, a classe média abanava o rabo. Como podia dar errado?

Os coleguinhas mais afoitos vestiam a autoridade de cientistas políticos para falar, nos jornais, em “governo de salvação nacional”. Eu lembro.

* * *

A situação em que nos encontramos hoje é a consequência direta e esperada daquele momento, dois anos atrás. O golpe de 2016 foi quando a classe dominante brasileira decidiu realizar seu programa máximo. Reduziu a quase zero o espaço para concessões aos dominados. Atropelou a Constituição, atropelou a democracia, destruiu o que se conseguira construir como espaço de convivência e disputa politica civilizada nas últimas décadas.

Era, de fato, um grande acordo nacional. Com o Supremo, com tudo, com todos os que importam. Afinal, nesse tipo de acordo nunca há espaço para a classe trabalhadora, para os aposentados, para as mulheres, para a população negra, para os povos indígenas.

Hoje, temos o país à beira do caos, um governo incapaz de governar e nenhuma saída na nossa frente. A greve dos caminhoneiros apenas desvelou a situação em que nos encontramos – e sua própria ambiguidade é um indício das incertezas profundas do momento.

Qualquer solução será, com certeza, uma meia sola. Em parte porque o próprio movimento não parece ter rumo certo e se mostra embevecido com sua própria força. Mas, sobretudo, porque não há, no governo que aí está, nem disposição nem autoridade para mais do que isso. Quem confiaria num acordo com o governo Temer?

E as eleições, que teriam o condão de relegitimar o centro do poder, ficam despidas desta capacidade na medida em que a expressão da vontade popular está tolhida por um ato de força. Com a decisão de impedir a candidatura de Lula – e em seguida aprisioná-lo –, as classes dominantes anunciaram que não desejam qualquer repactuação da ordem anterior. Jogaram o país numa crise política impossível e se recusam a discutir qualquer solução.

Luis Felipe Miguel
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Conselheiro da Petrobrás ligado à Shell renuncia no 1º dia da greve dos petroleiros

A dirigente Cibele Vieira em assembleia durante a greve dos petroleiros. 
Foto: Dino Santos/CUT
Um dos integrantes do grupo defensor da privatização da Petrobrás, José Alberto de Paula Torres Lima, renunciou nesta quarta (30) ao cargo no Conselho de Administração da empresa, quando foi iniciada a greve dos trabalhadores em defesa de uma nova política de preços e em defesa da estatal.

O conselheiro é ligado há mais de 27 anos à Shell, petrolífera internacional, e foi eleito, após indicação, no dia 26 de abril.

À imprensa comercial, José Alberto alegou questões pessoais para sua saída, entretanto, ela ocorre em meio a uma das maiores crises da Petrobrás, graças à política adotada pelo governo golpista de Michel Temer (MDB), que colocou na presidência da empresa o tucano Pedro Parente.

Desde 2016, a estatal brasileira tem sofrido desvalorização no mercado internacional, além de praticar uma política de preços que permite reajustes diários nos valores do diesel, da gasolina e do gás de cozinha, em paridade com ajustes internacionais. O aumento do diesel, inclusive, foi o que ocasionou a greve dos caminhoneiros.

Petroleira e dirigente da CUT-SP e da FUP (Federação Única dos Petroleiros), Cibele Vieira classifica a renúncia do conselheiro como vitória do movimento grevista iniciado à 0h desta quarta em todo o país.

“Uma das primeiras coisas que o Pedro Parente fez quando assumiu a Petrobrás, foi trazer Nelson Silva como parte da estratégia da empresa, que também é ligado à Shell. Então em abril, Nelson trouxe o José Alberto para o conselho de administração. É como se o McDonald’s colocasse alguém do Burger King no alto escalão da empresa. Com certeza, era uma pessoa que estava para defender apenas o interesse das petrolíferas estrangeiras e privadas dentro da Petrobrás”.

A paralisação da categoria tem como eixo principal de reivindicações a mudança da política de preços da Petrobrás.

A pauta inclui ainda a manutenção dos empregos, a retomada da produção interna de combustíveis, o fim do desmonte e da privatização do Sistema Petrobrás.

Rafael Silva e Vanessa Ramos, CUT São Paulo
No Viomundo
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3 patetas descobrem quem põe fogo no país


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