10 de abr de 2018

O que o mercado soube que nós não soubemos?


Um análise linear sobre o comportamento do mercado financeiro indicaria, para hoje, uma alta da bolsa e perda de força do dólar.

Afinal, consumada a prisão de Lula, objeto de desejo de “O Mercado”, a forte alta de quase 2% da semana anterior e o bom desempenho da Bolsa de Nova York durante todo o dia, embora fechando apenas com uma leve alta de 0,2%, o “lógico” não era o que aconteceu: queda forte da Bovespa e uma vigorosa alta de 1,6% do dólar.

Especulação? Claro que sim, porque este jogo é de especulação, sempre. E, por isso, sujeito a baixar um pouco amanhã, por conta da realização de ganhos.

Mas o que é que o mercado tem de informação que nós, meros mortais não temos?

A resposta é informação: monitoramentos, “trackings”, pesquisas privadas quase “real-time”.

Afinal, de que outra forma seria possível a Míriam Leitão ouvir de seus amigos mercadistas o que a fez escrever em sua coluna de hoje?

O mercado financeiro parece que começou a cair na real sobre a disputa presidencial. Até a semana passada, a expectativa era pela prisão do ex-presidente Lula, com sua saída da corrida eleitoral. Era como se isso acabasse com a incerteza que é muito mais ampla e profunda. Agora que Lula já está em Curitiba, as atenção se voltam para os números das pesquisas eleitorais, e as notícias não são boas.

Ela diz que os candidatos “preferidos” da turma da bufunfa – Alckmin e Meirelles –  não decolam.

Mas isso, francamente, não é novidade há muito tempo e, portanto, não é “notícia”.

Ao que parece, seu “sonho de consumo”, ansiosamente perseguido há anos, o “Lula preso” saiu, como se vem dizendo aqui, pela culatra.

A eleição, ao menos neste momento, está entre o ex-capitão e Lula, ou quem seja por ele.

Alguém por aí lembra o que foi o “Efeito Lula” em 2002? É evidente ser cedo para prever algo desta magnitude, mas é forçoso dizer que Miriam Leitão tem razão em dizer que “as notícias não são boas”

Para eles, naturalmente.

Fernando Brito

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