18 de abr de 2018

O fakenews de Mirian Leitão sobre a Petrobras


De um analista de mercado:

A proliferação de sites de conferência de notícias tem um bom caso para ser analisado. Incluisve para comprovar que as checagens não se resumem a meras conferências factuais, mas ao pleno entendimento de conceitos.

No seu comentário na CBN, na hora do almoço, Miriam Leitão comunicou pela enésima vez que a Petrobras estava quebrada quando a presidente Dilma Rousseff deixou o governo. E agora foi salva por Pedro Parente.


Será fácil para os sites de checagem conferirem a veracidade ou não dessas afirmações.

Em 2015 a Petrobras levantou US$ 18,5 bilhões no mercado financeiro. Todas as emissões de bônus tiveram demanda varias vezes maior que a necessidade, todas tiveram boas notas de rating e foram lideradas por top bancos globais.

Em 1º de junho de 2015, ainda no governo Dilma, a Petrobras levantou US$2,5 bilhões em bônus de 100 ANOS de prazo, um prazo exótico e só aceito para emissoras de primeiríssima linha. A demanda foi de quatro vezes o necessário. A emissão foi liderada pelo Deutsche Bank e pelo J.P.Morgan. E já estava em pleno andamento a campanha do "petrolão" e de pichação da empresa pela mídia.

Em 17 de maio de 2016 a PETROBRAS emitiu bônus de 5 anos, valor de US$ 5 bilhões e bônus de 10 anos, valor de US1,75 bilhões, demanda 3 vezes maior.

Em 9 de janeiro de 2017 a Petrobras emitiu US$ 4 bilhões de bonus com a finalidade de recomprar bônus com vencimento para 2026, operação típica de empresas super liquidas e que estão com o caixa folgado. Na realidade, a Petrobras estava antecipando o pagamento de dividas, da mesma maneira que fez com financiamentos do BNDES.

Ao contrario do que diz Miriam Leitão, propagando um bordão com SIGNFICADO POLITICO, a Petrobras nunca esteve sequer remotamente perto de ser empresa quebrada. Durante todos os governos do PT até o fim do governo Dilma a PETROBRAS fez emissões regulares de bônus sem qualquer dificuldade de colocação, as emissões sempre tiveram OVERSUBSCRIPTION, demanda sempre no mínimo três vezes superior à oferta.

Uma semana antes da posse de Pedro Parente (1.6.2016), a Petrobras colocou com extrema folga emissão de bônus em Nova York.

A propagação dessa narrativa de ""Petrobras quebrada"" interessa especialmente ao grupo que hoje comanda a Petrobras, para justificar a queima de ativos a toque de caixa e a qualquer preço e mais a frente para embasar o grande projeto de privatização da Petrobras, já comprado por algumas candidaturas presidenciais, como a de Alckmin.

Para essa empreitada Miriam Leitão é uma das vozes de criação da lenda politico-financeira da " PETROBRAS QUEBRADA", uma solene mentira.

Luís Nassif
No GGN

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