17 de abr de 2018

Moro, Barroso e Bretas dizem mentiras nos EUA para tentar destruir ideia-Lula








A excursão dos juízes

Imaginem dois juízes e um ministro de uma alta Corte de qualquer país europeu ou dos Estados Unidos saindo pelo mundo a dar palestras sobre a democracia de suas nações, como fizeram hoje em Harvard Sergio Moro, Marcelo Bretas e Luís Roberto Barroso, ao lado da chefe do Ministério Público, Raquel Dodge.

Três integrantes do Judiciário e a procuradora discursando sobre normalidade democrática. Se discursam tanto, se tanto tentam provar que está tudo normal, é porque há suspeitas, indícios e evidências de anormalidade.

Em nenhum outro lugar sob democracia plena integrantes do Judiciário seriam tão protagonistas da política como no Brasil. E agora eles saem a falar disso lá fora. Vão dizer que são os garantidores da democracia.

A voz da política formal e institucional deve ser a dos políticos, dos eleitos, dos que têm voto, dos que detêm mandato popular em governos ou legislativos e precisam prestar contas aos que os elegeram, em qualquer democracia.

Juízes no Brasil não têm votos. Juízes não falam pelo povo e não devem ser protagonistas da política. Juízes deveriam cuidar da interpretação e da aplicação das leis, com a maior discrição possível.

Juízes não são ou não deveriam ser políticos. Mas isso acontece porque o Brasil virou mesmo uma republiqueta judiciária com juízes políticos. Harvard trata o Brasil como um país medíocre sob o controle dos juízes.

Agora, juízes saem em excursão pelo mundo a dizer que aqui não há estado de exceção. A performance deles, o esforço que fazem, tudo denuncia que estamos, sim, num estado de exceção.



Falso brilhante


“O País mudou, o trem saiu da estação e a semente foi plantada”.

“Estou muito convencido que nada será como antes no Brasil."

“O velho tem que sair e o novo ainda está crescendo."

Frases do ministro do STF Luís Roberto Barroso, hoje, 16/02, no “Harvard Law Brazilian Association Legal Symposium”, congresso anual organizado por alunos e ex-alunos brasileiros da Escola de Direito de Harvard, Cambridge, MA.

Profundo? Raso?

Por que tantas metáforas?

Por que não tecer considerações sobre o país em linguagem clara, direta?

Por que não abordar a profunda divisão no STF sobre questões constitucionais significativas?

Por que não enfrentar a questão do processo acelerado e com fortes indícios de farsa contra a maior liderança popular do país?

Por que não reconhecer que o país tem hoje um governo controlado por corruptos?

Nada. Nada. Nada. Nada.

Metáforas que servem para tudo e não servem para nada.

Há muito acho que a única coisa verdadeira em Barroso é o relógio que ostenta no braço.

Um Rolex de ouro e aço, um modelo Daytona, de R$ 70.000,00. Um pouco coisa de caipira, mesmo porque um relógio de luxo esportivo não cai bem no braço de um juiz da Suprema Corte, principalmente quando trabalhando.

Brega, muito brega. É o Barroso - do relógio ao discurso.

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