1 de abr de 2018

Ex-desembargador confunde prescrição com absolvição de Serra

Joesley Batista afirmou ter pago R$ 20 milhões à campanha de José Serra à presidência, em 2010. Desses, Serra só teria declarado R$ 13 milhões. Embolsou os R$ 7 milhões restantes.

O então Procurador Geral da República Rodrigo Janot abriu inquérito. Na semana passada, a nova PGR Raquel Dodge pediu arquivamento.


“Dias atrás, sem o merecido destaque, os jornais, rádios e televisões veicularam a notícia de que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu o arquivamento do inquérito que investigava o senador José Serra. Em casos como esse, quando o próprio Ministério Público desiste de formular a denúncia, pode-se concluir que a acusação era infundada e o acusado sofreu prejuízo irreparável, uma vez que foi enorme a publicidade da acusação e bastante discreta a divulgação da ausência de culpa”.


“Segundo a PGR, que foi autora do pedido de inquérito em julho de 2017, o delito em questão prevê a pena máxima de 5 anos de reclusão. Como Serra tem mais de 70 anos de idade, os prazos levam à prescrição do possível delito em seis anos.”

Ou seja, o repórter sabe que prescrição nada tem a ver com absolvição. Para haver prescrição, tem que haver crime a ser investigado. Já o desembargador Toledo Cesar manipula a informação, sem medo de cair no ridículo perante seus colegas.

Luís Nassif
No GGN

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